Papo debate: investigação no jornalismo

Adriano Muniz discutirá sobre jornalismo investigativo / Foto:Arquivo Pessoal

Organizado pela coordenação do curso de Jornalismo da Unifor, a próxima edição do Papo Debate, que acontecerá nesta quarta-feira (18/04), às 8h (horário CD), no auditório A1, discutirá o tema Jornalismo Investigativo. Para conversar sobre o assunto, o jornalista Adriano Muniz, produtor e repórter especial da TV Verdes Mares e editor de Polícia do jornal O Povo foi convidado para compartilhar sua experiência com os alunos.

Sendo assim, Muniz cedeu para o Blog do Labjor uma breve entrevista, mostrando uma prévia do que os alunos ouvirão amanhã sobre jornalismo investigativo:

Blog do Labjor: Qual a importância do tema que vai ser debatido para os acadêmicos ? E qual a expectativa para o debate?

Adriano MunizO tema é fundamental para ser debatido com os estudantes de comunicação, já que o jornalismo investigativo é uma vertente fantástica do jornalismo. Funciona como um grande aliado dos órgãos de fiscalização da sociedade, como o Ministério Público e a Polícia. Apesar disso, é um caminho do jornalismo que é muito explorado nacionalmente, mas pouco explorado no Ceará.

BL: O Jornalismo Investigativo é tratado como uma especialização. De que forma isso afeta na rotina de uma redação?

AM: A única equipe do estado que trabalha de fato com esse tipo de jornalismo é o Jornal O Povo. TV Jangadeiro e TV Cidade fazem isso, mas ainda de uma forma capenga. As matérias são até investigativas, mas o conceito de jornalismo investigativo vai além de se fazer uma matéria com microcâmera. Felizmente, a TV Verdes Mares voltou agora a investir nesse tipo de jornalismo com a minha contratação. Para se fazer jornalismo investigativo é necessário investimento em pessoal e estrutura. Nem todos os meios estão a fim de gastar com isso.

BL: Existe um limite onde o repórter corra risco de morte? Pode citar um exemplo?

AM: Todo jornalista trabalha com risco: risco de dar uma informação errada, de aparecer no vídeo com uma tremenda de uma olheira ou de gaguejar ou escrever errado uma palavra. No jornalismo investigativo esse risco se acentua. Já fui posto pra fora de uma briga de galos, por exemplo. Tive que sair correndo pra não levar uma surra. Mas essas histórias deixo pra contar na quarta.

Texto: Marcelo Mesquita
Orientação: Profa. Joana Dutra