Alimentos Orgânicos – Por que vale a pena consumir?


Produzidos em total simetria com a natureza, os alimentos orgânicos são isentos de substâncias químicas nocivas ao organismo. Além de ter valor nutricional maior, ou seja, mais nutrientes, são mais saborosos, não agridem ao planeta e contribuem para o desenvolvimento da agricultura familiar. Essas são dicas importantes da nutricionista Gisele Pacheco.

Ela fala ainda que está na maneira como são produzidos os alimentos, ou na forma de tratar dos animais, as principais diferenças entre os produtos orgânicos dos comuns. Seguindo critérios rígidos de produção como, não utilizar agrotóxicos no seu cultivo, ou na criação de animais, não utilizar remédios ou hormônios, que esse benefício está cada vez mais conquistando o mercado brasileiro.

Apesar da comida adquirir mais sabor, e as substâncias tóxicas ficarem fora do seu prato, as vantagens são numerosas e vão além. Segundo a nutricionista, a comida orgânica também pode contribuir na melhoria do solo, na qualidade da água, na redução do aquecimento global, na colaboração com a biodiversidade, e até no incentivo ao pequeno agricultor. “Com sua compra, os pequenos produtores não se sentem tentados a abandonar o campo, ou se entregar ao uso de defensivos agrícolas que põem em risco a vida de sua família”, explica Gisele Pacheco.

Um dos fatores que causam mais receio a população, na compra desses produtos, é o preço elevado. O alimento orgânico é mais caro por ter uma escala de produção baixa, e por ter também, ainda, uma demanda maior que sua oferta. “Pra mim, o investimento é válido, pois mesmo que se pague um pouco mais, se aproveita em dobro com o sabor. Comer orgânico é um passo na direção da minha saúde e na saúde do planeta”, declara a estudante, Ana Paula, que faz uso de produtos orgânicos há cinco anos. “Meu corpo, saúde, bem-estar físico e mental sentiram um impacto de incrível melhoria. Frutas e verduras podem até não parecer tão perfeitas como as “plastificadas” que se vê nas prateleiras, mas o sabor, não tem igual”, conta com satisfação.

Em Fortaleza

Além da comida orgânica ser encontrada em algumas redes de supermercado, lojas e restaurantes, os produtos também podem ser achados todas as manhãs de terça-feira na feira agroecológica da ADAO (Associação para o Desenvolvimento da Agropecuária Orgânica), que é realizada, desde 1997, no Mercado dos Pinhões.

De acordo com Wagner Pedrosa, que trabalha com produtos agroflorestais e participa da feira há 12 anos, existe uma grande procura por alimentos orgânicos, porém, muitas vezes, apenas quando o cliente necessita do produto por questões de saúde e não pela consciência ambiental. “Os produtos mais procurados são os tradicionais, alface, cebola, tomate, cenoura, beterraba e frutas. A feira da ADAO tem uma grande quantidade e variedade de produtos, mas as pessoas ainda são muito tradicionais e resistem à novidade de sabores”, declara.

Na feira da ADAO, o preço não flutua com o mercado, e o produto vem direto do produtor, onde o consumidor paga pelo peso que leva de cada produto e não pela unidade, com isso, o preço fica mais em conta e acessível que nos supermercados, é o que conta o produtor Wagner Pedrosa.

Feira da ADAO

Local: Mercado dos Pinhões
Dia: Somente terça-feira
Horário: das 6H às 13H

Texto: Marina Freire

Cardápio variado fora do campus

Fotos: Mahamed Prata

Ei, você aí, já cansou do Centro de Convivência? Aqui vão algumas dicas sobre outras opções disponíveis no campus da Universidade de Fortaleza (Unifor), para você que quer provar outras guloseimas. Além do Centro de Convivência (CC), espaço dedicado para encontrar os amigos, fazer um lanche ou até mesmo comprar aquele presente, várias são as alternativas que você encontra espalhadas pelo campus.

O Gonzaga Lanches é um deles, quiosque muito requisitado pelos alunos. “Venho todos os dias aqui no Gonzaga, só não na quinta-feira. Gosto daqui porque o lanche é muito gostoso, além de ser mais barato que o CC. Meu salgado preferido é o mistão, um dos melhores.” diz Kendson, aluno da Fisioterapia.

Suco Fruit’s também é outra alternativa, principalmente para os que gostam de suco. “Estamos na universidade há cinco meses. O que mais vendemos são sucos, nosso forte. O legal é que muitos alunos e professores chegam aqui, pedem um café ou um suco, e começam a conversar. É assim que fazemos amizades”.

Gonzaga Lanches é o mais requisitado por alunos

E para os que preferem tapioca, há também um espaço garantido. “Faz 10 meses que trabalho na Cantina Ponto da Pamonha. O que os alunos mais procuram são as tapiocas recheadas, as pamonhas e o suco de milho. Os alunos aproveitam o intervalo que eles têm entre as aulas para virem aqui e se deliciarem com o que oferecemos.” Vale dizer que existem dois quiosques “Cantina Ponto da Pamonha”.

Aproveite toda a estrutura do campus, afinal de contas, esse espaço é nosso. Bom apetite!

Texto de Letícia Lima

[Ensaio] Você tem fome de quê?

O ensaio CO-MI-DA, realizado no Campus da Universidade pelos estagiários do Labjor teve o objetivo de fazer clicks sob a perspectiva de um olhar faminto. Bolo, sopa, sorvete, pão de queijo, pizza, bala… Tem foto para todos os gostos. Porque a gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte. Bon appétit.

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Fotógrafos: Thalyta Martins, Suzane Lobo, Yuri Jivago, Rhaiza Oliveira, Hannah Moreira e Farley Aguiar.

Texto de Thalyta Martins

Comer bem é comer direito!

Foto: Internet

Visando auxiliar a construção de uma sociedade mais saudável e bem nutrida, acontecerá entre os dias 26 e 28 de maio o 9º Fórum de Pesquisa em Nutrição.

A palestra de abertura será realizada amanhã às 18 horas no auditório da Biblioteca da Unifor e conta com a presença de Diana Magalhães, professora de Nutrição da Uece, e Núbia Bastos, professora do curso de Direito da Universidade. A primeira abordará o tema “Nutrigenética”, enquanto a outra explanará sobre o tema “Plágio em Pesquisa”.

Voltado para os alunos do curso de Nutrição (especialmente os concludentes), alunos da área de saúde e demais interessados, o Fórum oferecerá palestras, exposições das mais recentes pesquisas acadêmicas na área – através das apresentações de trabalhos de conclusão de curso – e apresentações de banners.

As inscrições já estão disponíveis aqui.

Programação:

 26 de maio, quinta-feira

14h às 17h30 | Apresentação de trabalho de conclusão de curso (Bloco A – auditórios) e exposição de produtos (Bloco D – Hall)

18h às 19h30 | Abertura do evento (auditório da Biblioteca)

27 de maio, sexta-feira

8h às 18h30 – Exposição de produtos (Bloco D – Hall)

8h às 11h30 | Apresentação de trabalho de conclusão de curso (Bloco A – auditórios) e exposição de banners

12h às 13h30 | Apresentação de banners (Bloco D – Hall)

14h às 17h30 – Apresentação de trabalho de conclusão de curso (Bloco A – auditórios) e exposição de banners

17h às 18h30 – Apresentação de banners (Bloco D – Hall)

28 de maio, sábado

8h às 11h30 | Apresentação de trabalho de conclusão de curso (Bloco A – auditórios) e exposição de produtos (Bloco D – Hall)

17h às 18h30 – Apresentação de banners (Bloco D – Hall)

Texto de Vivianne Rodrigues

Unidos em favor da arte e permacultura urbana

Quando pessoas sensíveis percebem que têm poder de transformação, mudanças saudáveis, felizes e concretas, podem acontecer

Imagine um lugar no meio do Meireles dentre prédios e mais prédios, lojas, escritórios, fast-foods, e afins. Mentalize um espaço, dentre todas essas coisas urbanas, onde você pode apreciar uma praça com lagos artesanais que geram microclima.

Um jardim vertical com garrafas pet e teto vivo com plantas, teto esse que você pode até dar uma passeadinha, edificação de pneu, telhado de sucata, tudo com reaproveitamento de demolição. Lá, até a água que se utiliza no banheiro molhado é tratada para voltar limpa ao esgoto da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).

Fotos: Internet

Imaginou? Pois esses lugares existem e são congregados pela ONG A Cura do Planeta, que começou suas atividades no ano passado, pelo entusiasmo de um grupo de amigos, interessados numa forma de trabalhar cuidando do planeta. A ideia é que a instituição fosse difusora da cultura de paz.

Para dar inicio ao seu trabalho, a Cura tinha duas perguntas base para o ser humano: ‘O que você come?’ e ‘Quem é você?’. Desde o inicio, a ONG tem como carro chefe da instituição a alimentação sem culpa, com beleza e também sabor. Otalibas Rocha, fundador da Cura do Planeta, diz que quando muda o que se consome como sustento diário, você acaba mudando também suas atitudes do dia-a-dia e seu corpo vai se adaptando às transformações.

Mas não é só “em casa” que o trabalho de conscientização é feito. Existe um projeto filantrópico com o supermercado Cometa, de onde eles recebem papelão e plástico para fazer reciclagem. Pra concretizar esse trabalho a Cura fez uma aula de educação ambiental com os funcionários do supermercado e mantém constante essa atividade de troca.

As parcerias não param por aí. Lembra da praça que falamos no começo? O trabalho de construção dessa “obra verde” , concluída este ano, foi feita em parceria com a Ong Leão de Judah, entidade que ajuda meninos e meninas de todas as idades na recuperação do vicio de drogas. A Cura contribuiu para a ressocialização de quatro desses meninos que trabalham junto com uma equipe na praça.

Você Sabia?

Essas formas artesanais de viver e outras mais fazem parte do que se chama Permacultura Urbana, conjunto de técnicas que auxiliam num modo de vida onde se transforma sem cortar, mexer ou maltratar os elementos naturais. Essas técnicas auxiliam na elaboração, na implantação e na manutenção de espaços produtivos que mantenham a diversidade, a resiliência e a estabilidade dos ecossistemas naturais, promovendo energia, moradia e alimentação humana de forma harmoniosa com o ambiente.

Jussara Holanda