Curso de Belas Artes realiza leitura das obras de Nelson Rodrigues

O grupo realiza homenagem ao centenário do escritor e jornalista pernambucano / Foto: Divulgação

O grupo de leitura de peças teatrais do curso de Belas Artes da Unifor, com orientação dos professores Eliane Diógenes e Manoel Moacir, abriu espaço na última quarta-feira, dia 11 de abril, para a leitura da obra do dramaturgo Nelson Rodrigues, Álbum de família.

Os encontros, que acontecem das 17h30 às 20h30 (EF tarde e AB noite) na sala N 31, serão mensais e ocorrem de forma despojada. Com a realização de movimentos corporais, o grupo permite que o convidado participe de uma integração intensa com outras pessoas. Este momento coeso, mesmo por um curto tempo, possibilita ao aluno, professor ou funcionário se distrair de sua vida cotidiana enquanto incorporam personagens em todos os níveis dramáticos.

A escolha do escritor e também jornalista não foi à toa, o feito se dá em homenagem ao seu centenário, comemorado este ano (2012). E para quem não quer perder o próximo encontro, erá no dia 9 de maio (quarta) com o texto Os Sete Gatinhos.

Serviço:

Grupo de Leitura de Peças Teatrais do curso de Belas Artes da Unifor
Próximo encontro: 09 de maio (quarta-feira)
Horário: 17h30 às 20h30 (EF tarde e AB noite)
Sala: N 31.

Texto: Fernanda Carneiro
Orientação: Profa. Janayde Gonçalves

Hoje tem espetáculo? Tem sim, Senhor!

“É festa!

Salve, salve minha gente, saiam às portas e janelas, venham ver o grande cortejo passar. No ar, de sua boca encarnada, menino dragão cospe um sol em noite de Estrela Dalva, pedrinha alva brilhosa que no verão dos Inhamuns é viçosa e ilumina o vosso passar. Sobre este solar cenográfico desfila a grande serpente. É gente! É gente da espécie alegre dos artistas: atores, palhaços, bonequeiros, malabarista. O saxofonista puxa uma melodia em dó. De cór, a multidão cantarola a canção dos alegres”.

É assim que os inhamuenses escutam o chamado nos diversos carros de som nas ruas, para participar do VI Festival dos Inhamuns de Arte, que aconteceu de 01 a 05 de novembro de 2011. Na ocasião, a plateia pôde assistir a apresentações circenses, teatro de mamulengo e, as mais esperadas encenações teatrais de rua. O evento tem uma importância imensa para todos aqueles que o esperam durante todo o ano, visto que esta é a única amostra teatral que contempla a região dos Inhamuns.

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Histórias e impressões em gravuras

“Claro – escuro renascentista em pleno sertão, contraste barroco entre a alegria e a dor, imagem talhada pela fé, como se a vida fosse reinventada cada vez que fosse impressa, como Verônica imprimiu a face de um Cristo no tecido de linho.

Imagens que só se completam quando entintadas e pressionadas sobre o papel, que de outro modo configuram apenas uma tábua marcada por escavações e cortes, flagelada pela dor que é criar, buscar todas as influências e lembranças possíveis, mergulhar no fundo mais fundo e trazer a idéia do traço que vai se transformar nessa imagem.”

Gilmar de Carvalho

A xilogravura, uma das grandes representantes da cultura popular nordestina, foi uma das primeiras técnicas de gravação e impressão. Utilizada em capas de folhetos de cordel, sua gravação é feita sobre uma placa de madeira. Embora não haja um consenso sobre o período de origem da xilogravura, sabe-se que seu uso nos primeiros folhetos de cordel surgiram no final do século XIX e, desde então, transformou-se em um ícone da nossa produção artística.

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Arte do instantâneo

Foto: Divulgação
 
Inspiração para músicas, filmes, livros e até sambaenredo, a fotografia desperta paixão e está cada vez mais presente no nosso cotidiano. Muito além de uma reprodução por meio de exposição luminosa, ela se tornou uma arte, a arte de eternizar o momento, uma arte instantânea e natural, sem truques e única. Apesar dessa singularidade, desde o momento do clique, a fotografia possui vários significados, um para cada olhar ou momento. Continue lendo “Arte do instantâneo”

É possível viver de arte em Fortaleza?

Giba Ilhabela em seu ateliê / Foto:Arquivo Pessoal

“Fazer arte é o meu trabalho”, sentenciou o artista plástico Giba Ilhabela. Transformar sua produção em fonte de renda e conseguir sobreviver do talento é um grande desafio que se impõe aos artistas em todos os lugares do mundo, desde tempos remotos. Apesar da dificuldade, alguns artistas em Fortaleza conseguem superar esses obstáculos com criatividade.
Gilberto Gomes Pinna nasceu em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, de onde veio a carinhosa alcunha. O desenhista e pintor sempre nutriu uma paixão por Fortaleza que tem origem, principalmente, de sua ligação familiar e identificação com a temática do mar e dos jangadeiros. Apesar do carinho pela cidade, o artista ainda encontra dificuldades para ganhar o mercado local com suas obras. Continue lendo “É possível viver de arte em Fortaleza?”