Um dia desses – O musical

Ator Gerardo Matos da vida ao protagonista e autor da peça. /Foto: divulgação

A peça Um dia desses – O musical é o mais novo projeto do grupo .COM. Terá uma apresentação aberta aos alunos da Universidade de Fortaleza, no Teatro Celina Queiroz, nesta quinta (04/11), às 9 horas.

A peça é baseada na vida do autor da Broadway, Jonathan Larson. A história narra o drama vivido por ele durante quase toda a sua vida e ainda fatos importantes de sua carreira, até a sua trágica morte, que o impediu de ver seu maior sucesso: Rent – Não há um amanhã.

O espetáculo tem texto e direção de André Gress, aluno de Publicidade e Propaganda da Unifor, e a direção musical de Elton Mesquita. Visa promover uma reflexão sobre temas cotidianos, identificados com a realidade do público, abordando a problemática dos relacionamentos, a busca pelo sucesso profissional e as pressões inerentes à sociedade contemporânea.

Confira abaixo um vídeo dos bastidores da peça.


Não percam!

Serviço
Algumas apresentações
Local: Teatro Celina Queiroz
Dia: 4 de novembro
Horário: 9 horas
Entrada: Franca

Local: Livraria Cultura
Dia: 12  e 19 de novembro
Horário: 20 horas
Entrada: Franca

Texto de Thalyta Vasconcelos

As exigências dos artistas no Ceará Music

Chocolates farão parte do camarim do grupo Los Hermanos. / Foto: site saúde e dicas.

Além da megaestrutura montada para receber as bandas e o público, um elemento que provoca a curiosidade de todos é o que acontece por trás dos bastidores. Em especial, as exigências de cada banda.

Por exemplo, a principal atração do evento, o grupo Black Eyed Peas, fez um série de exigências. A mais curiosa é a solicitação de um camarim 10 vezes maior que a dos outros artistas. Fora isso, o grupo terá um palco exclusivo para a sua apresentação.

A roqueira baiana Pitty pediu buffet “light”, baseado em comidas
leves e café sem açúcar. Já a  banda Los Hermanos prefere bastante
chocolate nos biscoitos e bombons. Os mineiros da banda Skank não
esq
ueceram as origens e pediram pão de queijo no camarim.

Serviço: O Ceará Music acontece nos dias 15 e 16 de outubro no Marina Park.

Texto de Andréa Nunes. Informaçãos do blog do Ceará Music

Artistas cearenses movimentam site do Ceará Music

A banda Soul Pop concorre a uma das vagas do festival. /Foto: site Desaboya.

A décima edição do Ceará Music, além de contar com a banda Black Eyed Peas e grandes nomes nacionais, terá também, como de costume, artistas locais. O sucesso das bandas cearenses é tão grande neste ano, que em menos de cinco dias de votação no site do evento, mais de 40 mil votos já haviam sido computados!

São 28 bandas concorrendo a quatro vagas no festival. A seleção das bandas foi feita a partir de materiais enviados à organização do evento.

“O festival é o maior do estado e isso representa uma grande e rara visibilidade para uma banda”, reconhece Filipe Nino, vocalista do grupo regional Cross of Fear.

O Ceará Music ocorrerá nos dias 15 e 16 de outubro, no Hotel Marina Park, em Fortaleza. Além de Black Eyed Peas, Biquíni Cavadão, Los Hermanos, Paralamas do Sucesso e outros grupos brasileiros já são presença confirmada.

Texto de Roberta Dultra e Wolney Batista com informação de Ceará Music.

O velho e bom humor

Equipe do Labjor: Wolney Batista e Raynna Benevides, com Oscar Magrini e Thaís Pacholek após a coletiva. Foto: Jaqueline Longatti

Traição e ciúme são alguns dos ingredientes que estão em cena esse fim de semana no Teatro Celina Queiroz, com a comédia “Escola de Mulheres“, clássico do dramaturgo francês Molière. O espetáculo, que já passou por oito cidades, é dirigido por Roberto Lage e traz Oscar Magrini, Thais Pacholek, Flávio Faustinoni, Felipe Lima e  Ana Paula Vieira no elenco.

Poucas horas antes da primeira apresentação em Fortaleza, que aconteceu ontem (27), às 21h, todo o elenco se reuniu para uma rápida e descontraída coletiva. Oscar, que esse ano completa 20 anos de carreira, disse que está lisonjeado em fazer Escola de Mulheres. “Nesses 20 anos, é a primeira vez que faço um clássico do teatro. Estou muito feliz, o público está nos recebendo bem e as críticas são muito favoráveis”. Thaís Pacholek contou que fica surpresa com a reação da platéia. “Em uma mesma cidade, as reações podem ser bem diferentes. Em volta Redonda, por exemplo, a plateia da sexta reagiu diferente da plateia de sábado”.

O texto original de Molière data de 1662; no entanto, já foi várias vezes reescrito. Roberto Lage usou a versão de Millôr Fernandes para compor a peça, que continua atual e hilariante. Oscar defende a readaptação. “O texto original tem 2h e meia; as palavras eram outras. A escrita é uma coisa, a fala é outra, e às vezes a palavra ‘não cabe na boca’. Se fosse falar o autêntico Molière, seria muito difícil.”

 Enredo

Arnolfo, interpretado por Oscar Magrini, é um homem de cerca de 40 anos que só se envolve com mulheres comprometidas por medo de ser traído. Dizendo-se grande entendedor de adultérios, resolve adotar e educar a menina Inês, interpretada por Thais Pacholek, para que ela torne-se sua esposa inocente, honesta, submissa e, claro, que nunca o traia. Mas seus planos começam a dar errado quando Inês, já com 18 anos, se apaixona pelo jovem Horácio (Felipe Lima), filho de seu amigo Oronte, interpretado por Flávio Faustinoni.

A comédia estimula reflexões sobre individualismo, poder, moral, amizade, ciúmes e amor.

Serviço
Escola de Mulheres
Teatro Celina Queiroz (Campus Unifor)
Às 21h (sábado) e às 19h (domingo)
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)
Telefone: (85) 3477.3033

Texto de Raynna Benevides

Mais de Lúcia Veríssimo e Raphael Viana

Lúcia Veríssimo e Raphael Viana / Fotos: Waleska Santiago

Usufruto garantiu, no último fim de semana, um ótimo público e mais histórias para a bagagem de Lúcia Veríssimo, que tem nessa peça a sua estreia como autora e diretora de produção. Em uma conversa à vontade e agradável, Lúcia Veríssimo e Raphael Viana compartilharam momentos de apresentações anteriores, além de falarem sobre o processo de montagem, como está sendo a intensa turnê e os destinos para os quais levaram esse espetáculo que vem sendo tão bem recebido pelos espectadores. A seguir está a entrevista na íntegra e o vídeo.

O bate-papo

Labjor: Durante a montagem, como autora da peça, sentiu necessidade de modificar o texto no decorrer dos ensaios?

Lúcia: Não. A gente fez alguns cortes, porque eu tenho um vício da televisão. Na televisão, você tem que repetir muitas vezes, porque a ideia é você conquistar um telespectador por dia. Então, você tem que repetir as mesmas coisas todos os dias, de formas diferentes, porque você não sabe se vai ter alguém novo assistindo. Então, eu usei um pouco desse artifício no Usufruto e a gente fez algumas limpezas, mas foram poucas coisas na verdade.

Labjor: Como autora, você interferiu na direção de José Possi?

Lúcia: Não, não. E nem acho que teria sido correto. Como atriz, todas as vezes que trabalhei com um autor brasileiro, eu sempre pedia “ai Meu Deus do céu, por que eu não escolhi um autor morto?”, porque autor é um bicho muito chato. Ele acaba se metendo nas coisas e eu não acho isso bacana. Eu, como autora, confiei a direção ao José Possi Neto e eu tive que entregar, completamente. Ele era o maestro dessa partitura. Eu tive que esquecer que era a autora e trabalhar como atriz dentro dessa partitura.

Labjor: Na opinião de vocês, o enredo, as discussões e os diálogos seriam os mesmos caso fosse um homem de 50 e uma mulher de 30 e poucos anos?

Lúcia: Não, definitivamente não.

Labjor: Mesmo se mantivesse o conservadorismo do personagem e só mudasse as idades?

Lúcia: Não, de forma nenhuma. O homem e a mulher têm um diferente modo de “aproach”. Não seria o mesmo. Você não acha, Raphael?

Raphael: Eu acho, até aquilo que você fala na questão da maturidade. São maturidades diferentes.

Lúcia: Porque durante o espetáculo, ela (a personagem) fala que as mulheres são mais maduras do que os homens, o que eu acho até legal. O homem amadurece de uma forma diferente da mulher. Primeiro mais adiante e depois de uma forma diferente. O homem, na verdade, sempre sucumbe a mulher. A mulher é mais forte nesse sentido, ela tem um foco mais preciso.

Labjor: Queria saber o que mudou da atriz da peça Natal, de 1964, para agora, na forma de interpretar, dos pensamentos?

Lúcia: Nossa Senhora! Em primeiro lugar, lá se vão 46 anos, 45 anos. Eu cresci um pouco mais, eu era desse tamanho e agora tenho 1.73m. Isso já mudou. Quer dizer, mudou tudo, da atriz de quatro anos pra cá, da atriz de hoje pra daqui a quatro anos. Espero que sempre mude, que eu esteja atenta a investir cada vez mais nas mudanças positivas da profissão. É uma profissão que depende exclusivamente de sempre estar atuando, sempre estar exercitando. Essa é uma profissão que só o exercício dela te faz melhor. Então você só vai melhorando com o tempo, se você tá aplicando isso com todo seu fervor, toda sua crença, você vai melhorar. Eu acho que estou muito distante de todos os personagens que eu fiz durante a minha vida inteira ao longo desses 40 anos de vida profissional.

Continue lendo “Mais de Lúcia Veríssimo e Raphael Viana”