Fotografia no campus

Foto: Luiza Costa

 Que tal observar melhor o campus e capturar com olhar fotográfico coisas que até então passavam despercebidas pelos passos apressados dos estudantes da Unifor?

Os alunos da disciplina de princípios e técnicas de fotografia I, se encarregaram de lançar as lentes sobre este mundo que é o campus.

Sob a orientação dos professores Adriana Hortêncio,Wilton Martins e Cecília Leal foram selecionadas as melhores imagens.

O trabalho dos alunos revelou uma riqueza de detalhes que vale a pena conferir.

As fotografias ficarão expostas ao olhar curioso do público, no hall da biblioteca.

Serviço
Exposição fotográfica Além do Olhar
10 a 24 de outubro
Segunda á sexta das 8h às 22hs
Sábado das 8h às 16hs

Texto de Gizela Farias

Itaquatiara

Noite de inauguração e na foto ao centro estão da esquerda para direita: Socorro Torquato com o seu marido Virgílio Maia e convidados / Fotos: Camila Marcelo

Entre amigos, emoção e um coquetel, Socorro Torquato inaugurou a sua exposição “Itaquatiara”. Cada visitante que se dirigia até ela, sendo do ramo da comunicação ou convidado especial, Côca (apelido dado pela família e como assina nas obras) falava pessoalmente e registrava o momento. Ela mostrou-se, em todo minuto, orgulhosa de seu trabalho e feliz de compartilhar o resultado com todos os presentes.

As 40 aquarelas receberam as legendas e a parede branca direcionada à entrada do Hall da Biblioteca foi preenchida com palavras de elogio do escritor Ariano Suassuna para a artista plástica em exposição.

“Assim é que, nesta sua nova exposição, que possui o belo e significativo título de ‘Itaquatiara’, apresentando trabalhos em nanquim e aquarela sobre papel canson, e seguindo os passos de outros artistas armoriais que também beberam dessa rica fonte, como Dantas Suassuna e Romero de Andrade Lima, Socorro Torquato realiza uma arte de vanguarda a partir do nosso passado mais remoto, demonstrando mais uma vez que, em  arte, não existe progressos, só mudanças e variações.

Os resultados finais, claro, sempre dependerão do talento individual de cada artista, cada qual conformando um referencial exterior  e comum ao seu universo interior e pessoal, à visão-de-mundo singular de cada um, o que me leva a afirmar, mais uma vez, que o Movimento Armorial nunca representou qualquer tolhimento à liberdade criadora dos artistas que a ele se vincularam.

O que o Movimento fez foi tão-somente apontar direções que poderiam ser seguidas – como a desses estranhos reinos e impérios latino-americanos que moram em nosso sangue assim como estão enterrados em nosso chão. Uma vez estimulados à busca e à decifração do Enigma, surge o momento em que cada artista deve trilhar o seu caminho, numa viagem solitária e que só poderá empreender com seus próprios pés.

É essa a viagem que Socorro Torquato vem realizando de uns anos para cá com a minha aprovação e minha bênção.”

Ariano Suassuna

A mostra marca a sua estreia em aquarela para exposição, apesar de já fazê-las para ilustrações em livros.  Então, aproveite e confira o resultado de muita pesquisa e dedicação, que estará aberto ao público até o mês de maio.

SERVIÇO
“Itaquatiara”
Local: Hall da Biblioteca da Unifor
Abertura: 8 de abril de 2010, das 19h às 22h
Visitação: de 9 de abril a 2 de maio de 2010
Horário: de segunda a sexta (das 8h às 22h) e aos sábados (das 8h às 16h)

* Texto de Camila Marcelo

Prévias de Côca

Exposição / Fotos: Camila Marcelo

Passar pelo Hall da Biblioteca da Unifor não será mais o mesmo. Com a montagem desde segunda-feira, hoje acontece a inauguração da exposição “Itaquatiara”, de Socorro Torquato. O termo significa pedra pintada e delimita uma nova fase da artista, que foi a adoção às telas . A cearense de Parambu estará presente à noite para mostrar as suas 40 aquarelas que compõem a mostra.  São imagens que remetem aos desenhos pré-históricos das cavernas e ao que é encontrado em grutas como as do Parque Nacional da Capivara (PI), do sertão do Seridó (RN) e em territórios cearenses como Ibiapaba, Itapipoca, Santana do Acaraú e Mulungu.

Os bastidores da preparação da mostra

Esse trabalho é fruto de pesquisa bibliográfica e de campo, aliás, de muitas visitas a sítios arqueológicos. Ela recebeu influências nessas suas pinturas do trabalho do  artista potiguar José de Azevedo Dantasé e também das características do Movimento Armorial, surgido na década de 70 sob inspiração e direção do paraibano Ariano Suassuna.

Além de artista plástica, Côca – apelido dado pela família e como assina as suas obras – também é advogada formada pela Universidade de Fortaleza. Ela tem trabalhos expostos em várias capitais brasileiras e em Lisboa e Paris. Além de pintura, Socorro Torquato desenvolve obras com cerâmica, que era a sua matéria-prima mais usada, e porcelana sobre os mais variados suportes.

SERVIÇO
“Itaquatiara”
Local: Hall da Biblioteca da Unifor
Abertura: 8 de abril, das 19h às 22h
Visitação: de 9 de abril a 2 de maio
Horário: de segunda a sexta (das 8h às 22h) e aos sábados (das 8h às 16h)

* Texto de Camila Marcelo

A criança e o adolescente na mídia

Convidadas à mesa / Fotos: Geovana Rodrigues

A ONG Catavento da Rede ANDI Brasil realizou ontem a palestra Criança e o Adolescente na Mídia – qualificando o discurso para transformar a realidade. Inicialmente, o evento seria apenas para os inscritos previamente, porém a grande procura dos estudantes e o interesse dos professores em levar a sua turma fizeram com que o auditório não limitasse a entrada de quem aparecesse, lotando, assim, o auditório da Biblioteca.

Participaram da mesa a jornalista do Diário do Nordeste, Erilene Firmino, a professora do curso de Comunicação Social da Unifor, Alessandra Oliveira, e a integrante do Movimento HipHop MH2O, Jéssica Lima.

A jornalista responsável pela ONG, Luana Amorim, conduziu o evento. Ela iniciou a discussão com a apresentação do projeto Infância em Pauta e mostrou as diversas ações feitas para inserir o debate sobre a relação dos meios de comunicação com temas envolvendo a criança e o adolescente. O objetivo de trazer para as universidades do Ceará esses seminários mobilizar e conscientizar os universitários para a temática da infância.

A professora Alessandra Oliveira, em sua fala, ressaltou a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente e da formação do jornalista para se ter “um olhar atento às demandas sociais”.

“Cabe às universidades qualificar o debate, contribuir para o contexto social  e desenvolver ações de responsabilidade social”.

Alessandra destaca que o jornalista deve ter como função contextualizar e agendar debates sobre a infância e adolescentes e controlar as políticas públicas. Para a professora, faz-se necessário modificar a linguagem dos jornalistas para abordar o tema, sem ferir a imagem da criança na mídia. Ela critica o termo “menor”, ainda muito utilizado na grande mídia, como sendo uma forma de discriminação, e também fala da diferença dos termos exploração e abuso que ainda é muito confundido nas redações. Por curiosidade, o primeiro se trata de uma troca, como sexo por dinheiro ou um prato de comida. No segundo, há o uso de poder ou influência sobre o outro, como um estupro. No caso infantil, não há prostituição infantil, é exploração sexual.

Além disso, comenta sobre a importância de preservar a identidade a criança. Ou seja, ter cuidado não só com não mostrar o rosto, mas como também não exibir locais ou objetos que possam ter relação direta com ela.

A jornalista Erilene Firmino complementou as explicações da professora Alessandra e enfatizou a necessidade da formação do jornalista para a abordagem da criança e do adolescente na mídia.

“Na redação, o tempo é o que move o jornal. Porém, a pressa não deve servir como desculpa para a redução da qualidade nas matérias”, esclarece.

Erilene explica que o jornalista deve ter o cuidado na escolha das fontes e procurar não as repetir. Também é muito importante buscar matérias “ricas” com jovens que saíram de uma “situação de rua”.

Jéssica Lima, do movimento MH2O, fez uma análise da abordagem atual dos jornais. Para ela, só é mostrado o lado negativo dos jovens da periferia.

“É muito importante entender, participar e mostrar o lado bom da juventude da favela”.

Após as apresentações, foi aberta uma rodada de perguntas da plateia. Na ocasião, também houve a entrega dos prêmios do 1º Concurso de Produção Radiofônica, feito em parceira da Universidade de Fortaleza com a Unicef, para os alunos do curso de Publicidade e Propaganda da Unifor. O tema do foi a infância.

A Rede ANDI Brasil disponibiliza em seu site (http://violenciasexual.andi.org.br/) um guia de referência para profissionais da área de comunicação que enfrentam o desafio de escrever sobre a violência sexual sofrida por crianças. O guia oferece orientações aos jornalistas de todos os meios a fim de qualificar a cobertura do tema.

A ONG Catavento é filiada à Rede ANDI Brasil, cuja missão é contribuir para a construção, nos meios de comunicação, de uma cultura que priorize a promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente.

Serviço

Agência de Notícias Catavento
Rua Costa Barros, 1088, casa 14 Aldeota
Fortaleza – Ceará
Contatos: 3252 6900
http://www.catavento.org.br/
http://www.andi.org.br/
http://violenciasexual.andi.org.br/

*Texto de Maria Falcão

Novidades do Fies 2010

O programa de Financiamento Estudantil (Fies) sofreu algumas modificações neste ano. Uma das mais significativas foi que o financiamento pode ser requerido a qualquer momento e não apenas em processos seletivos. O Banco do Brasil passa a  ser, juntamente com a Caixa Econômica Federal, os atuais agentes financeiros. Todos os cursos com avaliação positiva pelos critérios do MEC passam a ter juros de 3,5% ao ano.

A quitação da dívida, que era de duas vezes o período financiado do curso, agora é de três. Um curso de duração de quatro anos, por exemplo, poderá ser quitado em doze anos,e não mais em oito.

Alunos dos cursos de Medicina e de Licenciaturas, que atuam como médicos no programa Saúde da Família ou como professores da rede pública de educação básica, poderão abater 1% da dívida a cada mês trabalhado.

“ Tenho interesse em conseguir o Fies, porém, tenho algumas dúvidas a respeito do financiamento. Pelo que eu observei, essas novas mudanças são ótimas, principalmente o aumento do período de quitação do débito e a oportunidade de também obter o financiamento no mestrado. Espero conseguir ”, declara o estudante do 1º semestre de administração de empresas da UNIFOR, Jorge Peixoto.

Para responder as constantes dúvidas que os alunos têm sobre o Fies e as suas mudanças em 2010, a UNIFOR realizará palestras para quem quiser se esclarecer. Elas serão ministradas pela professora Janine Braga, presidente da Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento ( CPSA ), no auditório da biblioteca.  mediante às inscrições requeridas pelos alunos no Unifor Online. O conteúdo será o mesmo em cada palestra, ficando a critério do aluno a escolha do dia e do horário que deseja participar. A inscrição prévia é obrigatória e permanecerá aberta de acordo com a disponibilidade das vagas.

Dias e horários das palestras
30 de março (terça-feira) – 15h30 às 16h30 e 17h30 às 18h30
7 de abril (quarta-feira) – 20h30 às 21h30
13 de abril (terça-feira) – 17h30 às 18h30 e 19h30 às 20h30
14 de abril (quarta-feira) – 8h30 às 9h30 e 10h30 às 11h30

Mais informações:
(85) 3477-3289 / 3477-3248 / 3477-3118
Secretaria Executiva da Comissão do FIES/Unifor, Prédio da Reitoria, térreo

*Texto de João Paulo de Freitas