Boneco do Hulk chama a atenção na Bienal

Foto: Suelen Ramos

O stand da Gracom, escola de efeitos visuais, está chamando a atenção de quem passa na X Bienal do Ceará, que acontece até dia 18, no Centro de Eventos. Um grande boneco do Hulk chega a assustar quem passa pelo local. A Gracom também disponibiliza aparelhos e games onde os visitantes podem jogar, se divertir e interagir, além de conhecer mais sobre o trabalho da escola, que oferece cursos de computação gráfica, criação de games, produções televisivas e cinematográficas, dentre outros.

Um dos responsáveis pelo stand, Igor Araújo conta que é a primeira vez que participam do evento e que alguns dos games que ali estavam à disposição dos visitantes foram feitos por quatro alunos. Quem quiser, pode conferir as atividades de 9h às 22h, até domingo.

Texto: Suélen Ramos

Destaque além dos livros

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Não só de livros é feita a Bienal, mas também pequenas atrações chamam a atenção dos visitantes. Banquinhas de mágicos em diversos pontos, caricaturas feitas em dois minutos, leituras de cordéis num palco exclusivo, vendas de fantoches, entre outros.

Os preços dos livros variam e as promoções enchem os olhos leitores, que podem comprar livros com apenas R$ 10,00 além de bancas de revistas, gibis e bíblias. Para aqueles que não conseguem encontrar os desejados exemplares novos, na Bienal também há stands de sebos, onde serão encontrados tanto livros semi-novos, quanto velhos, mas bem cuidados.

Texto e fotografia: Iara Sá e Lidiane Almeida

Livros em tamanho inusitado chamam a atenção dos leitores

As miniaturas conquistam o público na Bienal. Foto: Iara Sá
Na X Bienal Internacional do Livro do Ceará, que acontece no Centro de Eventos do Ceará até o dia 18 de novembro,  é possível encontrar livros de cores, tamanhos e formatos diferentes. O stand “Os Menores Livros do Mundo” segue literalmente o seu título e chama a atenção de quem passa devido aos minúsculos exemplares tanto de clássicos infanto juvenis, como O Pequeno Príncipe e Alice no País das Maravilhas, quanto de livros de signos, espíritos, entre outros. As obras possuem o conteúdo integral e, em média, fonte de tamanho 8.
Juliane Silva, atendente do stand, conta que as pessoas ficam impressionadas ao passarem por lá. “Elas se atraem por aquilo que é diferente, e aqui temos livros que cabem na palma da mão.” Para quem gosta de colecionar, também são vendidas estantes próprias para guardá-los. A vendedora conta ainda que a obra de Saint Exupery, O Pequeno Príncipe, está entre os mais vendidos.

Texto: Iara Sá e Lidiane Almeida
Colaboração: Suélen Ramos

Nelson Motta na Bienal

Paixão, traição, vingança, magia, sexo, política. Traços bem marcantes que estão presentes na nova obra de um dos maiores escritores da literatura moderna. Nelson Motta esteve na Bienal Internacional do Livro do Ceará, na tarde do dia 15 de abril, para lançar o livro “Força Estranha”, uma obra de dez contos que mistura ficção com a vida pessoal do autor.

Ao contar sobre a origem do título do livro, o escritor, sorrindo, afirmou que foi difícil para decidir qual nome daria a obra . “ A editora me cobrava o material, mas faltava o título. Me sentia pressionado, uma sensação esquisita. Nesse momento, pensei em “Força Estranha”. Mas é o nome de uma música do Caetano Veloso. Liguei para ele dizendo que queria aquela frase como título do livro. Ele concordou, e logo mandei o material pronto para a editora”.

Motta declarou que a espectativa é grande, pois sua maior pretensão com essa obra é entreter os leitores. “Quero mostrar histórias interessantes para que possam se divertir às suas próprias custas. São histórias que estão presentes no dia a dia de cada um”.

Ele afirmou que recebeu muita influência de Nelson Rodrigues. Uma das histórias do livro, “Felizes para sempre”, é em sua homenagem. “Desde muito tempo leio suas histórias de crimes, perversões, loucas paixões. Foi bastante influente na criação dessa obra”.

O autor esclareceu que ficção é invenção, e não mentira, e que escrevê-la é muito divertido. “Às vezes, a história é verdadeira, mas se o autor não sabe contar, ninguém acredita. Outros passam a vida inteira contando mentiras e todos acreditam. Por quê? É simples, eles sabem contar direito”.

Sua habilidade para criar histórias deve-se muito à sua experiência como jornalista. “Foi imprescindível para todas as minhas criações. Ter o domínio da escrita, ousar, ser criativo e imaginar. O jornalismo me dispõe tudo isso”.

Para Motta, além do sucesso de vendas – mais de 140 mil vendidos -, a obra “Vale Tudo, Tim Maia”, foi também a de maior receptividade dos leitores. Ele ainda brincou ao dizer que, se o cantor estivesse vivo, com certeza, já estaria preso. “Tim Maia falava o que pensava, dizia tudo o que queria. Se ele fizesse isso hoje, estaria atrás das grades”.

O livro “Noites Tropicais” é o segundo com maior aceitação do público. João Gilberto é um das personalidades desse livro, que, segundo o jornalista, também merecia ganhar uma bibliografia. Porém, de todo o seu acervo, “Ao som do mar e à luz do céu profundo” é o seu preferido. “É de todos os livros, o mais pessoal. Embora seja uma ficção, marcou minha vida em tempos de conturbações no Brasil”.

Ao longo da carreira, o escritor garante que nunca se incomodou com nenhuma crítica desde que elas fossem respeitosas. “Estar preparado para comentários negativos faz parte da vida de quem escreve”.argumentou.

Quando perguntado sobre o que achava dos novos estilos musicais, Motta ironicamente respondeu: “é essencial que exista todos os tipos de expressão na música. É muito fácil fazer música hoje. O sucesso instantâneo é decorrente disso. Não há mais censura no Brasil, e em nome disso, tudo se pode fazer. É um barato”.

Texto: João Paulo de Freitas

Garimpando poesias na Bienal

Foto: Eduardo Buchholz

“Garimpar é procurar e encontrar. Vivo sempre garimpando, buscando conhecimento”, afirma Goreth Pereira, 35. Mãe de três filhos, a maranhense de Vila Palmeira concluiu seus estudos em escola pública. O pai foi pedreiro, a mãe,empregada doméstica. Ela foi e sempre será uma sonhadora. Ingressou no curso de Letras, em 2007, na Faculdade Atenas Maranhense e está lançando seu segundo livro, “Garimpando Poesias”, na IX Bienal do Livro do Ceará. O Labjor conversou com a autora:

Labjor: Qual foi seu primeiro contato com a poesia?
Goreth: Quando eu tinha 10 anos, tirei o primeiro lugar em um concurso de poesias do colégio. Tive ajuda das minhas professoras. Elas me orientaram, me ensinaram como escrever uma poesia. Daí começou a crescer o sonho de ser escritora.

Foto: Eduardo Buchholz

Labjor: Quais suas fontes de inspiração?
Goreth:
Eu leio Gonçalves Dias, Ferreira Goulart e outros escritores maranhenses.

Labjor: Como foi a trajetória da publicação do livro? Quem o patrocinou?
Goreth:
O segredo foi a minha força de vontade. Às vezes, eu achava que não ia conseguir, tem sempre alguém que quer desmanchar teus sonhos e fala: “Ah, mas você é gari”. Quem realmente patrocinou o meu trabalho foi o diretor-presidente da Coliseu (Companhia de Limpeza e Serviços Urbanos), o doutor Luiz Jandir Amim Castro. A Coliseu me permitiu realizar meu sonho. Por ela, tenho uma grande admiração. Não nego minhas origens, digo que foi como gari que descobri o meu valor.

Labjor: De onde surgiu a ideia do título do livro?
Goreth:
Gosto da palavra “garimpar”. Além de ser forte, de impacto, tem a palavra “gari” no meio, profissão que valeu a pena. A ilustração da capa foi produzida pelo meu professor de pintura em tela, Luís Morais.

Labjor: Você pretende lançar mais livros?
Goreth:
Com toda a certeza. Para mim, não tem satisfação maior do que escrever. Já estou trabalhando na minha próxima obra, um romance. É a história de uma amiga minha que conheceu um rapaz por quem se apaixonou. Estão juntos até hoje. Também acompanho minha filha de 18 anos na produção de suas poesias. Ela já ganhou um prêmio no colégio, na categoria juvenil, com o tema “Meninos de Rua” e quer entrar na faculdade de Letras, que nem a mãe. Faço tudo o que eu puder para apoiá-la. O importante não é só sonhar, é fazer por onde realizar seu sonho.

Texto: Érika Neves