Workshop gratuito explora as produções de arte do cinema

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O projeto Imagem em Pensamento, realizado pelo Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB), promove amanhã, 20, curso de Produção de Arte e Objetos.

Tendo como objetivo apresentar a produção de arte e objetos para o cinema, o workshop aborda o conteúdo cinematográfico produzido no estado do Ceará.

O orientador do curso, Fábio Vasconcelos, já trabalhou na produção de arte de diversos filmes cearenses, além de possui experiência na área de direção e produção de arte e objetos.

Serviço

Local: Auditório do Centro Cultural banco do Nordeste (Rua Conde D’Eu, 560, Centro)

Horário: 15h às 18h

Inscrições: enviar nome completo e telefone para imagemempensamento@gmail.com

Texto: Andrezza Albuquerque 

CCBNB promove workshop sobre possibilidades instalativas do vídeo

Workshop

O Centro Cultural Banco do Nordeste promove amanhã (13), das 15h às 18h, o primeiro workshop de fevereiro da série Imagem em Pensamento, que promove semanalmente a discussão de temas relacionados ao cinema.

O workshop desta semana, “Filme e Galeria”, trata das possibilidades instalativas de conteúdos audiovisuais, discutindo usos espaciais e recursos de linguagem do vídeo na galeria.

Tobias Gaede, facilitador do curso, é integrante do Projeto Balbucio (coletivo de artistas atuantes em Fortaleza) desde sua fundação e tem graduação em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda e mestrado na linha de Fotografia e Audiovisual.

O Imagem em Pensamento ocorre na sede do CCBNB, localizada na Rua Conde D’Eu, 560. Os workshops são gratuitos e abertos ao público. As inscrições são realizadas mediante envio de nome completo e telefone para o e-mail do projeto: imagemempensamento@gmail.com.

SERVIÇO

Workshop Filme e Galeria

Data: 13/fev (quinta-feira)

Horário: 15h-18h

Local: Centro Cultural Banco do Nordeste

(Rua Conde D’Eu 560 – Centro)

Texto: Lia Martins

Cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo

Foto: Lia Martins
Foto: Lia Martins

Com o objetivo de discutir a importância da direção de arte no cinema, ocorreu ontem (30), das 15h às 18h, o quarto e último workshop do mês de janeiro da série Imagem em Pensamento, promovida pelo Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB).

Com o tema A Estética da Dramaturgia: A Direção de Arte na Construção da Narrativa, o workshop foi conduzido por Emilena Cardoso, atriz, cenógrafa, diretora de arte e figurinista.

Destacando a importância da mise en scène¹ para expressar aspectos da narrativa tais como características psicossociais dos personagens e progressão do tempo, Emilena deu ênfase especial ao uso das cores.

De acordo com ela, a composição pictórica do filme é um elemento que contém grande potencial de eternizar a obra na memória do espectador, mas é em geral ainda relegado a segundo plano pelos realizadores brasileiros. “Cada cor é um signo”, afirma a cenógrafa, apontando a necessidade de que cada elemento pictórico seja usado levando em consideração o arcabouço de valores e emoções associados a ele na cultura em que a obra se insere.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

“O diretor de arte é um pintor, um artista plástico com objetos reais”, elabora Emilena, para em seguida destacar o cineasta espanhol Pedro Almodóvar como um realizador que se destaca pelo uso que faz da cor em sua obra: cores calientes, bastante vermelho, evocando paixão e emoções fortes, que são de fato características marcantes de seus filmes.

A concepção do diretor de arte como um artista que eterniza sua obra pela cor se confirma em um trecho, citado pela cenógrafa, da canção de MPB Esquadros, de Adriana Calcanhotto, que menciona “cores de Almodóvar, cores de Frida Kahlo, cores”.

O workshop contou ainda com a exibição na íntegra do curta Recife Frio (2009), de Kleber Mendonça Filho (diretor de O Som ao Redor), bem como de trechos e cenas de outras obras audiovisuais para exemplificar o conteúdo explanado.

Os eventos da série Imagem em Pensamento têm lugar na sede do CCBNB, localizada na Rua Conde D’Eu 560, no Centro. Acompanhe a programação futura da instituição através da página Imagem em Pensamento no Facebook. Os workshops são gratuitos e abertos ao público, e as inscrições são realizadas por e-mail.

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¹ mise en scène: organização dos aspectos materiais ou físicos da representação

Texto:  Lia Martins 

Workshop de cinema fala sobre a construção de roteiro

Foto: Giovânia Alencar
Foto: Giovânia Alencar

Nesta quinta-feira, 23, o Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) ofereceu o workshop Imagem em Pensamento sobre Roteiro de Cinema. A oficina foi mediada por Diego Benevides, que já trabalhou com crítica de cinema e na área de jornalismo cultural, estando atualmente fazendo estudos acerca da ficção audiovisual seriada.

Diego Benevides chama atenção nas dificuldades encontradas aos que estão iniciando seus trabalhos na área do cinema. “Quem faz filme independente padece de divulgação”, ele recomenda que os interessados em produzir filmes frequente festivais, mostras, exposições e eventos culturais para ter uma base do que está sendo produzido além do que a grande mídia oferece. “É bom que a pessoa assista de tudo um pouco, para aguçar o olhar”, acrescentou.

O facilitador do workshop falou sobre os diretores de filmes, chegando a perguntar nomes de cineastas que trabalham nesta área, obtendo vários nomes destacados pelos participantes da oficina. O mesmo não ocorre quando a pergunta é voltada aos roteiristas. Em alguns casos o roteirista também atua na direção, a exemplo de Quentin Tarantino, mas, não ocorrendo esta mútua função, eles são poucos lembrados. “Geralmente o diretor tem mais destaque, mas se o roteiro não for bom, o diretor não consegue salvar o filme”, ressaltou Diego Benevides.

Todo roteiro deve passar por um processo de amadurecimento, que consiste em um tratamento de constante leitura do texto, a fim de corrigir possíveis erros e aperfeiçoar as ideias que foram colocadas. Este procedimento tem tempo relativo, pode demorar de meses a anos, para Diego Benevides “existe o momento certo da divulgação”, que pode ser medida pela qualidade e segurança que o escritor tenha sobre o seu roteiro, da expectativa do público em volta do tema colocado na história que foi construída, entre outros fatores.

Para Diego Benevides a forma de contar a história é o diferencial do roteiro. “A história deve conter conflitos, lugares, cenas, relações, atos, músicas, personagens, entre outros elementos”. Para ele o roteiro é uma narração através de imagens, diálogos e descrições. Benevides destaca, ainda, a importância dos conflitos: “Um filme não existe sem drama”, mas faz ressalto, também, sobre as reviravoltas que o excesso de conflitos podem ocasionar. Ele acredita que muitas soluções conflituosas são encaradas como método enganoso pelo espectador, que fica na expectativa de apenas um desfecho e acaba recebendo vários. “Você não pode subestimar o seu público”, ele observa que as pessoas estão passando a apreciar o cinema como uma arte, e não como puro entretenimento.

 

Curtas exibidos no workshop

Diego Benevides exibe Alguém do Futuro, de Salomão Santana, chamando atenção ao hiato entre os diálogos, que dá um espaço de respiração e reflexão ao público. O Silêncio do Mundo, de Bárbara Cariry, mostra a possibilidade de executar um filme conceitual sem o uso de diálogos, o mediador do curso chama atenção também para as narrações contidas em muitos outros filmes: “A narração pode acabar com o filme, no cinema a gente tem que mostrar e não explicar.” O último curta foi Memórias Externas de Uma Mulher Serrilhada, de Eduardo Kishimoto, que mostra a boa administração de tratamento de sons, o filme é feito em película e faz uso de celular, webcam e câmera de vídeo.

 

Pontos fundamentais que o roteiro deve ter

Diego Benevides destacou alguns pontos básicos que o roteirista deve ficar atento na construção do seu texto. Primeiramente ele deve ter em mente o seu propósito bem definido. “O roteirista tem que saber a história que ele quer contar, se ele não conseguir entender a sua própria ideia, quem mais vai compreender?”, questionou.

Benevides afirma que todo filme deve ter três atos bem estabelecidos, que consiste no começo, meio e fim, porém o começo do filme não precisa ser necessariamente o início da história que foi criada. O primeiro ato serve para fazer uma apresentação dos personagens, levando cerca de 20 minutos nos longas e médias-metragens. “Alguns críticos de cinema falam que se nos primeiros 20 minutos você não se envolver com a história, pode desistir do filme”, falou, mesmo discordando desta linha de raciocínio. O segundo ato é o chamado “miolo do filme”, que vai mostrar os conflitos do personagem principal e suas experiências de vida. O terceiro e último ato funciona como desfecho, resolvendo os conflitos apresentados no clímax.

É preciso, segundo o facilitador do workshop, que o roteirista defina o gênero de sua história e depois estabeleça as necessidades que os personagens irão possuir. Ele alerta que depois da escolha do tema e dos personagens é importante que haja pesquisas sobre o assunto, para abrir possibilidades de ações e diálogos no filme. É interessante, também, que sejam criadas suspensões, diferente de suspense, “suspensão é o conflito que faz com que o público fique suspenso esperando a solução”, explicou Diego. Sobre a organização do perfil que os personagens devem ter, Diego falou que “criar uma biografia sobre cada personagem facilita na construção de situações e diálogos, além de ajudar o ator ou a atriz a sentir e compreender melhor o personagem”.

Para quem não tem noção da história que pretende construir, Diego Benevides instiga uma reflexão pessoal de acordo com a sua visão de mundo, seus sonhos, suas referências, suas experiências, as pessoas que você convive, que gosta e que não gosta. “A ideia de um filme pode surgir de qualquer lugar”, concluiu Diego.

Texto: Giovânia Alencar

CCBNB abre inscrições para workshop sobre roteiro cinematográfico

Workshop

O Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil (CCBNB) produzirá o worshop Imagem em Pensamento nesta quinta-feira, 23, de 15 às 18 horas, com tema acerca da produção de roteiro para cinema. A oficina terá como facilitador Diego Benevides, que faz pós-graduação em Cinema e Linguagem Audiovisual. Ele também é graduado pela Universidade de Fortaleza (Unifor) em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e é especialista em Assessoria de Comunicação.

Diego Benevides faz estudos com pesquisa voltada para a ficção audiovisual seriada e pretende abordar, no workshop, sobre a construção e o desenvolvimento da escrita para um roteiro ficcional cinematográfico. A intenção é explanar sobre os fundamentos para este campo do cinema, tendo como base a elaboração do argumento.

Serão exibidos três curtas nacionais do gênero de ficção. Um dos filmes com produção de São Paulo – A Mão que Afaga, de Gabriela Amaral – e dois com origem de realização em Fortaleza – Alguém do Futuro, de Salomão Santana, e O Silêncio do Mundo, de Bárbara Cariry.

Serviço

Workshop: Roteiro para Cinema
Data: 23 de janeiro, quinta
Hora: 15h às 18h
Local: Auditório do CCBNB (Rua Conde D’eu, nº 560, Centro)
Inscrição: Nome completo e telefone para imagemempensamento@gmail.com
Entrada Gratuita

Texto: Giovânia Alencar