Ciberativismo foi o tema da última edição do projeto Ciberdebates

Foto: Divulgação

Aconteceu ontem, no Teatro Celina Queiroz, mais uma edição do Ciberdebates. Em pauta, o ciberativismo e seu potencial de mobilização nas redes sociais. Participaram do evento como debatedoras: Alessandra Oliveira, professora de Comunicação Social da Unifor, Júlia Lopes e Patrícia Vieira, representantes dos movimentos Fortaleza Tranquila e União Protetora dos Animais Carentes (Upac), respectivamente.

 Com enfoque teórico da questão, Alessandra Oliveira afirmou que hoje se vive “em um espaço onde as pessoas podem interferir nos espaços uma das outras por meio da internet”. Em alguns casos, segundo a professora de Jornalismo, essa utilização pode ser direcionada para a disseminação de preconceitos e de posições criminosas. Ainda assim, “temos que lutar pelo direito de produzir comunicação”, complementou.

 A representante da ONG União Protetora dos Animais Carentes (Upac) apresentou o projeto que cuida atualmente de 400 animais, entre cães e gatos, que aguardam adoção. Patrícia explicou aos participantes do Ciberdebate que as ações beneficentes e campanhas de conscientização são arquitetadas por meio das redes sociais.

 Apesar de a fanpage da Upac já contar com 10 mil curtidores, a participação “física” ainda é pequena. Mesmo sabendo que o número de seguidores não reflete o número de ativistas, Patrícia afirmou que a experiência e que o uso das redes sociais vale a pena pois funcionam como ferramentas de conscientização das pessoas.

 O incômodo com a poluição sonora de Fortaleza – mais especificamente com a produzida por um bar vizinho – foi o incentivo para a jornalista Julia Lopes idealizar o projeto Fortaleza Tranquila que tem como objetivo tornar a nossa cidade “menos zuadenta”. O movimento nasceu no Facebook, há oito meses, e já chegou a se reunir com a Secretaria de Meio Ambiente do município para debater a poluição sonora.

 Júlia concorda que há uma dificuldade em fazer as pessoas agirem, além de curtirem, mas afirma que “ao mesmo tempo, a gente vê que é através das redes sociais que começamos a unir pessoas e nos movimentar juntos, mesmo que online”.

 Aberta a participação ao público, perguntas como democatização na internet, educação e credibilidade dos movimentos via web foram feitas às debatedoras. Para Júlia Lopes, o ativismo social é um trabalho que demanda tempo para obter reconhecimento. O êxito de um movimento por meio da internet depnde da estrutura e do nível de envolvimento dos participantes”, defendeu a jornalista. Alessandra Santiago chamou a atenção para o que considera um grande desafio”: colocar densidade nas redes sociais para que se tornem um espaço de ativismo publico.

 A próxima edição do Ciberdates debaterá a investigação no jornalismo feita a partir de banco de dados. O evento acontece no dia 25 de outubro, no teatro Celina Queiroz, a partir das 08h. Não perca!

Texto: Carolline Macedo

[Ciberativismo em alta] Universitário usa Facebook para ajudar Hemoce

Renato Silva comemorando seu aniversário no Hemoce. Foto: Hemoce Oficial

A nova moda nas redes sociais é mostrar ser politicamente correto, compartilhar pedidos para que os amigos assinarem em abaixo-assinados para causas importantes, como o da Avaaz com o objetivo de mostrar que os brasileiros querem a proteção da Amazônia, ou mesmo publicar na sua timeline o último roubo de algum político corrupto. Querendo ou não muitos dos alertas ou pedidos ficam na passividade.

Renato Silva, estudante universitário, resolveu sair da timeline, ao mesmo tempo usando a internet a seu favor. Um evento no Facebook convidou seus amigos para comemorar seu aniversário, dia 20 de setembro, de uma forma diferente, sendo o presente doações de sangue ao Centro e Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), cujo estoque de bolsas está com 344 reservatórios a menos que o necessário, segundo o Diário do Nordeste.

A campanha começou com apenas 400 amigos na rede social, mas logo se espalhou pela internet, e 164 confirmaram presença, segundo Renato muitas dessas pessoas ele não conhece. “Inicialmente, eu pensava que ia conseguir levar só umas dez pessoas, mas aí criei o evento no Facebook, as pessoas foram compartilhando e a campanha foi crescendo”, disse.

Esse é um exemplo de que iniciativas que começam pela internet podem ter bons frutos, mas quantas dessas pessoas que confirmaram comparecer a doação de sangue, vai realmente doar? Curtir ou Agir? Esse assunto será discutido no Ciberdabate no dia 25 de setembro, às 8 horas, no Teatro Celina Queiroz da Universidade de Fortaleza.

Depois da realização do evento, conversamos com Renato, em que findou sua boa-ação: “A campanha do aniversário solidário superou as minhas expectativas, apesar de menos de 10% das pessoas que confirmaram pelo Face terem comparecido. Superou do ponto de vista da divulgação, quando atingimos quase 9 mil convidados pelo Facebook. A minha intenção era justamente chamar a atenção das pessoas para a necessidade do Hemoce, na tentativa de conscientizar a importância da doação e ajudar a derrubar alguns mitos e medos. Só que eu pensava que isso iria acontecer apenas com os meus amigos, mas, graças a Deus, conseguimos atingir outras pessoas. Fiquei muito feliz com todos esses presentes. Isso trouxe paz ao meu coração de saber que vidas estavam recebendo algo tão precioso, que traz vida e saúde pra elas.”

Ciberdabe – Vai curtir ou vai agir?
Dia 25 de setembro, às 8:00h,
no Teatro Celina Queiroz na Unifor

Hemoce
Avenida José Bastos, 3390
Rodolfo Teófilo  Tel:(85) 3101-2296

Texto: Bárbara Guerra

Ciberdebates discute ativismo digital

O ativismo virtual será o foco do próximo Ciberdebates, com o tema “Vai curtir ou vai agir”, que acontece no dia 25 de setembro, às 08h, no Teatro Celina Queiroz da Universidade de Fortaleza. O evento é aberto ao público.

Essa edição busca discutir o ciberativismo, esse tipo de ativismo político ou social, feito por meio da internet, e, principalmente, utilizando-se das redes sociais para conquistar seguidores para as mais diversas causas. Os números são impressionantes – curte-se, compartilha-se -, mas esse seria apenas um ativismo de sofá? Com a presença de ativistas discutiremos como fazer com que esses projetos saiam da frente do computador e vá para as ruas.

Participarão da mesa de debate Júlia Lopes,jornalista formada pela Unifor e idealizadora do movimento Fortaleza Tranquila, que tem como objetivo a luta por cidade menos barulhenta e com mais qualidade de vida. Patrícia Vieira, diretora da União Protetora dos Animais Carentes (Upac), ONG que estimula a adoção de animais carentes e o combate ao abandono. Também participará da discussão Alessandra Oliveira, professora do curso de Comunicação Social da Unifor e Mestre em Educação pela UFC.

Ciberdebate – O Ciberdebate é realizado pelos alunos da disciplina Oficina em Jornalismo, de Comunicação Social, e tem o objetivo de propor o debate de assuntos relacionados aos diversos usos da internet.

Texto: Camila Silveira e Carol Macêdo