Cineclube apresenta a programação de setembro

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O Cineclube exibe, todas as quintas-feiras, filmes com diferentes temáticas para todos os públicos. Após a sessão, com a presença de um convidado, é realizado um debate sobre o longa apresentado. No primeiro dia será exibido “Obrigado por fumar”, filme que retrata a manipulação de informação e o poder de persuasão usados no ambiente corporativo. As demais  obras em cartaz em setembro são “O caminho das nuvens”, “Idiocracy” e “A zona”.

Criado em 2003, o Cine Clube é coordenado pelo professor Márcio Acselrad. O projeto é uma realização da Vice-Reitoria de Extensão e da TV Unifor.

 

Filmes que serão exibidos:

4/09 – Obrigado por fumar, direção de Jason Reitman; não haverá debate.

11/09 – O caminho das nuvens, direção de Vicente Amorim; debate com Janayde Gonçalves, professora de jornalismo, e Rafael Limaverde, artista plástico.

18/09 – Idiocracy, direção de Mike Judge; debate com Daniel Camurça, doutor em História e professor do Centro de Ciências Jurídicas.

25/09 – A zona, direção de Rodrigo Plá; debate com Sylvio Gadelha, professor do Programa de Pós-Graduação em Educação da UFC.

 

Texto: Camila Mathias

 

Serviço:

Exibições: todas as quintas-feiras
Horário: 13h30
Local: Unifor – sala A da videoteca

Comeram Minha Pipoca realiza primeira exibição do ano

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Acontece, hoje, 14, às 15h30, a exibição da primeira obra da mostra de filmes western do cineclube Comeram Minha Pipoca: O Homem que Matou o Facínora (John Ford, 1962).

Criado como tentativa de formação de público para um tipo de cinema mais autoral, experimentalista, original, fora dos padrões comerciais norte-americanos vigentes, o Comeram Minha Pipoca é um projeto desenvolvido pelos alunos do curso de Audiovisual e Novas Mídias da Unifor.

Após a exibição do filme haverá um debate conduzido pelos alunos coordenadores do Comeram Minha Pipoca, cujos nomes ainda não foram divulgados. “Como tivemos reformulação na coordenadoria do projeto, vamos apresentar os coordenadores na primeira exibição deste ano (que é justamente dia 14, sexta-feira)”, afirma a organização.

As sessões ocorrem todas as sextas-feiras, às 15h30, na videoteca (andar superior do Centro de Convivência), e contam ainda com sorteios de prêmios-surpresa. A entrada é franca e não se restringe a estudantes da Unifor.

Serviço
Exibição: sexta (14), às 15h30
Local: sala B da videoteca

Ficha técnica
Título original: The Man Who Shot Liberty Valance
Ano: 1962
Direção: John Ford
Gênero: western
Duração: 124min.
Origem: EUA

Texto: Lia Martins

Workshop gratuito explora as produções de arte do cinema

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O projeto Imagem em Pensamento, realizado pelo Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB), promove amanhã, 20, curso de Produção de Arte e Objetos.

Tendo como objetivo apresentar a produção de arte e objetos para o cinema, o workshop aborda o conteúdo cinematográfico produzido no estado do Ceará.

O orientador do curso, Fábio Vasconcelos, já trabalhou na produção de arte de diversos filmes cearenses, além de possui experiência na área de direção e produção de arte e objetos.

Serviço

Local: Auditório do Centro Cultural banco do Nordeste (Rua Conde D’Eu, 560, Centro)

Horário: 15h às 18h

Inscrições: enviar nome completo e telefone para imagemempensamento@gmail.com

Texto: Andrezza Albuquerque 

Workshop de cinema fala sobre a construção de roteiro

Foto: Giovânia Alencar
Foto: Giovânia Alencar

Nesta quinta-feira, 23, o Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) ofereceu o workshop Imagem em Pensamento sobre Roteiro de Cinema. A oficina foi mediada por Diego Benevides, que já trabalhou com crítica de cinema e na área de jornalismo cultural, estando atualmente fazendo estudos acerca da ficção audiovisual seriada.

Diego Benevides chama atenção nas dificuldades encontradas aos que estão iniciando seus trabalhos na área do cinema. “Quem faz filme independente padece de divulgação”, ele recomenda que os interessados em produzir filmes frequente festivais, mostras, exposições e eventos culturais para ter uma base do que está sendo produzido além do que a grande mídia oferece. “É bom que a pessoa assista de tudo um pouco, para aguçar o olhar”, acrescentou.

O facilitador do workshop falou sobre os diretores de filmes, chegando a perguntar nomes de cineastas que trabalham nesta área, obtendo vários nomes destacados pelos participantes da oficina. O mesmo não ocorre quando a pergunta é voltada aos roteiristas. Em alguns casos o roteirista também atua na direção, a exemplo de Quentin Tarantino, mas, não ocorrendo esta mútua função, eles são poucos lembrados. “Geralmente o diretor tem mais destaque, mas se o roteiro não for bom, o diretor não consegue salvar o filme”, ressaltou Diego Benevides.

Todo roteiro deve passar por um processo de amadurecimento, que consiste em um tratamento de constante leitura do texto, a fim de corrigir possíveis erros e aperfeiçoar as ideias que foram colocadas. Este procedimento tem tempo relativo, pode demorar de meses a anos, para Diego Benevides “existe o momento certo da divulgação”, que pode ser medida pela qualidade e segurança que o escritor tenha sobre o seu roteiro, da expectativa do público em volta do tema colocado na história que foi construída, entre outros fatores.

Para Diego Benevides a forma de contar a história é o diferencial do roteiro. “A história deve conter conflitos, lugares, cenas, relações, atos, músicas, personagens, entre outros elementos”. Para ele o roteiro é uma narração através de imagens, diálogos e descrições. Benevides destaca, ainda, a importância dos conflitos: “Um filme não existe sem drama”, mas faz ressalto, também, sobre as reviravoltas que o excesso de conflitos podem ocasionar. Ele acredita que muitas soluções conflituosas são encaradas como método enganoso pelo espectador, que fica na expectativa de apenas um desfecho e acaba recebendo vários. “Você não pode subestimar o seu público”, ele observa que as pessoas estão passando a apreciar o cinema como uma arte, e não como puro entretenimento.

 

Curtas exibidos no workshop

Diego Benevides exibe Alguém do Futuro, de Salomão Santana, chamando atenção ao hiato entre os diálogos, que dá um espaço de respiração e reflexão ao público. O Silêncio do Mundo, de Bárbara Cariry, mostra a possibilidade de executar um filme conceitual sem o uso de diálogos, o mediador do curso chama atenção também para as narrações contidas em muitos outros filmes: “A narração pode acabar com o filme, no cinema a gente tem que mostrar e não explicar.” O último curta foi Memórias Externas de Uma Mulher Serrilhada, de Eduardo Kishimoto, que mostra a boa administração de tratamento de sons, o filme é feito em película e faz uso de celular, webcam e câmera de vídeo.

 

Pontos fundamentais que o roteiro deve ter

Diego Benevides destacou alguns pontos básicos que o roteirista deve ficar atento na construção do seu texto. Primeiramente ele deve ter em mente o seu propósito bem definido. “O roteirista tem que saber a história que ele quer contar, se ele não conseguir entender a sua própria ideia, quem mais vai compreender?”, questionou.

Benevides afirma que todo filme deve ter três atos bem estabelecidos, que consiste no começo, meio e fim, porém o começo do filme não precisa ser necessariamente o início da história que foi criada. O primeiro ato serve para fazer uma apresentação dos personagens, levando cerca de 20 minutos nos longas e médias-metragens. “Alguns críticos de cinema falam que se nos primeiros 20 minutos você não se envolver com a história, pode desistir do filme”, falou, mesmo discordando desta linha de raciocínio. O segundo ato é o chamado “miolo do filme”, que vai mostrar os conflitos do personagem principal e suas experiências de vida. O terceiro e último ato funciona como desfecho, resolvendo os conflitos apresentados no clímax.

É preciso, segundo o facilitador do workshop, que o roteirista defina o gênero de sua história e depois estabeleça as necessidades que os personagens irão possuir. Ele alerta que depois da escolha do tema e dos personagens é importante que haja pesquisas sobre o assunto, para abrir possibilidades de ações e diálogos no filme. É interessante, também, que sejam criadas suspensões, diferente de suspense, “suspensão é o conflito que faz com que o público fique suspenso esperando a solução”, explicou Diego. Sobre a organização do perfil que os personagens devem ter, Diego falou que “criar uma biografia sobre cada personagem facilita na construção de situações e diálogos, além de ajudar o ator ou a atriz a sentir e compreender melhor o personagem”.

Para quem não tem noção da história que pretende construir, Diego Benevides instiga uma reflexão pessoal de acordo com a sua visão de mundo, seus sonhos, suas referências, suas experiências, as pessoas que você convive, que gosta e que não gosta. “A ideia de um filme pode surgir de qualquer lugar”, concluiu Diego.

Texto: Giovânia Alencar

Elo entre Cinema e Artes Visuais é tema de workshop no BNB

Workshop BNBO Centro Cultural Banco do Nordeste do Brasil (CCBNB) realizará nesta quinta-feira, 12, às 15 horas, o workshop Imagem em Pensamento, que terá como tema a relação entre Cinema e Artes Visuais. A mediação será feita por Annádia Leite Brito, mestranda no Programa de Pós-Graduação em Artes – ICA|UFC (PPGARTES).

Annádia Leite trabalha no ramo de pesquisa acerca das interligações existentes entre o cinema e as artes visuais, além de executar produções audiovisuais e realizar estudos práticos e teóricos na área da imagem. Com objetivo de gerar reflexão sobre o posicionamento dos dispositivos, das imagens e dos espectadores que o audiovisual possui, o workshop vai mostrar o elo que existe entre audiovisual e as artes visuais.

Entende-se como arte visual tudo aquilo que é transmitido no desenho, na pintura, na gravura, na fotografia, no cinema, entre outras plataformas. Podendo estar presente na dança, na música, no cinema, na fotografia, no teatro e em várias outras mídias.

Serão expostos trabalhos de artistas e cineastas que mesclam as suas essências profissionais e realizam filmes, curtas, instalações, exposições, explorando tanto o lado da arte visual, como do audiovisual. Para participar do evento é preciso enviar e-mail com nome completo e telefone para cultura@bnb.gov.br ou imagemempensamento@gmail.com.

Serviço

Workshop: Deslocamentos Entre Cinema e Artes Visuais
Data: 12 de dezembro, quinta;
Hora: 15h;
Local: Auditório do CCBNB (Rua Conde D’eu, nº 560, Centro);
Inscrição: Nome completo e telefone para imagemempensamento@gmail.com;
Entrada Gratuita

Texto: Giovânia Alencar