Extra-sala: alunos da Unifor vão até o estúdio da Rádio Livre

Estúdio da Rádio Livre.
Estúdio da Rádio Livre. Foto: Lígia Costa

Na manhã desta segunda-feira (29), alunos da disciplina de Radiojornalismo I, ministrada pela professora Kátia Patrocínio, fizeram uma visita ao estúdio da Rádio Livre. Desenvolvida pela Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus) , a rádio possui caráter inovador, visto que toda sua programação está voltada para um único público: detentos que estão cumprindo pena em algumas das unidades prisionais do estado. Patrícia Leitão, assessora da Secretaria de Justiça e aluna da disciplina, foi quem lançou o convite para a experiência extra-sala.

O projeto, em funcionamento desde janeiro de 2013, concentra-se numa programação de entretenimento, de informação e educativa. Durante a conversa com a turma, Patrícia contou de como este trabalho incide na vida dos presos. “A Rádio Livre é um instrumento que a Secretaria encontrou para aliviar um pouco da angústia dessas pessoas lá dentro do sistema”, ressaltou.

Dispondo de um estúdio bem equipado, a voz da Rádio Livre chega aos ouvidos da comunidade carcerária, por meio de mais de 220 caixas de som instaladas nos corredores dos presídios. É nesse contexto que a ligação entre o interno e sua família é construída, pois o espaço é totalmente aberto para a participação dos parentes, seja ao vivo ou através de um ‘recadinho’ que deverá ser lido pelo locutor, ao longo da programação. Existe, ainda, todo um cuidado com o tipo de conteúdo e com a linguagem a ser utilizada nas irradiações, revelando que a rádio não tem nada de convencional. 

Foto: Lígia Costa
Foto: Lígia Costa

Depois de esclarecer todas as dúvidas dos convidados, o Jornalista e locutor, Felipe Sampaio, fez um convite para que todos pudessem acompanhar a transmissão de um dos programas. A visita foi anunciada, ao vivo, e cada um se apresentou rapidamente. Para a professora, Kátia Patrocínio, a visita foi surpreendente. “Não foi só visitar uma rádio, foi um aprendizado de vida. A gente também aprendeu que é importante poder trabalhar com uma comunicação que chegue até as pessoas para poder transformá-las, para poder educar, para poder levar algo que foge muito desse cotidiano que a gente está acostumado a ler, ouvir e ver”, revelou.

A aluna, Karena Arnaud, considerou a visita importante porque todos puderam ter acesso a algo até então ignorado: “Eu gostei da escolha da Rádio Livre porque a gente é muito ‘bitolado’, só conhece ‘nosso mundinho’. E nunca tínhamos ido buscar uma coisa nova. Fiquei encantada, achei um projeto maravilhoso. Se for seguido a risca, como eles disseram que funciona, meu Deus, melhoraria tudo porque a comunicação é essencial”.

Segundo a assessora da Sejus, a Rádio Livre se efetiva como uma política de prevenção da violência e da criminalidade, levando em conta a pacificação que esta ação consegue promover no ambiente carcerário.

Texto: Lígia Costa

[Foca Nessa] Museu da Escrita – espaço simbólico do pensamento humano

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Ao mesmo tempo em que escolas de 40 estados americanos abandonam a obrigatoriedade do ensino da letra cursiva, pesquisadores endossam a importância cultural da tradicional comunicação do “papel e caneta”. Em novembro de 2012, foi criado, em Fortaleza, o Museu da Escrita, instituição que enaltece a histórica importância da comunicação por meio da grafia e dos símbolos criados para registrar o pensamento humano e perpetuá-lo, ultrapassando barreiras do tempo e do espaço.

O museu faz um apanhado histórico desde as pinturas rupestres – aquelas feitas pelos ‘homens das cavernas’ – passando por livros manuscritos, penas e tinteiros, papiros, prensas tipográficas, máquinas de escrever do século XIX, até as Enciclopédias (que muitos chamam de ‘antigo Google’).

O abc, de norte a sul

Museu da Escrita 2
Foto: Divulgação

Por meio das 16 salas do museu, pode-se ter ideia de como a história da grafia é longa, acompanhou as expressões humanas mesmo em culturas das mais diferentes e longínquas. Para os visitantes, isso fica claro ao observar as bíblias em diferentes línguas, como em mandarim e até em um dialeto indígena da Amazônia, expostas no local.

Se contarmos o universo acadêmico, alguns alunos, e certamente, mais professores, tiveram contato com vários objetos similares aos expostos no Museu da Escrita. Cadernos de caligrafia, apontadores de mesa, quadros negros com giz de cêra – todos artigos obsoletos, mas que quando lembrados, memoram uma época de aprendizado e comunicação cada vez mais diferentes dos atuais.

Cadernos de Caligrafia. Foto: Divulgação
Cadernos de Caligrafia. Foto: Divulgação

Principalmente aos comunicadores, conhecer o Museu da Escrita pode significar uma oportunidade tangível de vivenciar uma parcela da história da comunicação. Aos curiosos e afins, fica a ideia para desvendar os segredos da escrita – seja ela cursiva, por teclas ou touch screen.

Serviços

Museu da Escrita

Local: Rua Dr. Walder Studart, 56, Bairro Dionísio Torres

Telefone: (85) 3244.7729

Entrada: R$ 5,00

Texto: Manoela Cavalcanti

E-Como promove diálogo entre universidade e mercado

429620_496234617091227_730648100_nNos dias 03, 04 e 05 de abril, acontece o E-COMO. Evento que debaterá temas da Comunicação Organizacional, fortalecendo o diálogo entre teoria e prática. O E-COMO é voltado para profissionais e estudantes de comunicação e áreas afins e é uma realização do Curso de Graduação de Comunicação e da 6° turma Pós-graduação em Assessoria de Comunicação da Universidade de Fortaleza (Unifor).

O evento está dividido em debates e oficinas. Os temas abordados são Gestão de Crise, Gestão de Mídias Sociais, Comunicação Interna e Gestão de Eventos Corporativos. Nos debates, profissionais com vasta experiência na área apresentam cases e respondem as dúvidas do público. As oficinas buscarão conciliar teoria e prática a partir dos temas dos debates. Cada oficina terá 20 vagas.

As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de março pelo e-mail e-como@hotmail.com.br ou no Bloco Q-19 da Unifor. O evento é gratuito e os participantes receberão certificado ao final.

Programação

Dia 03 de abril
Tema: Gestão de Crise – 19h às 21h
Convidados: Moacir Maia (coordenador de comunicação da Prefeitura de Fortaleza), Demétrio Andrade (jornalista) e AD2M

Dia 04 de abril
Tema: Gestão de Mídias Sociais – 19h às 21h
Convidados: Jackson Cruz (coordenador de mídias sociais – O Povo, Gal Kury (Consultora de Marketing) e Quartel Digital

Dia 05 de abril
Palestra Comunicação Organizacional (Teatro Celina Queiroz)– 08h às 12h

Seleção etapa local Expocom (p/ alunos da Unifor) – 08h às 12h

Oficinas – 13h30 às 17h30
Plano de comunicação em gestão de crise (20 vagas);
Mídias sociais para jornalistas: ferramentas de apuração e monitoramento (20 vagas);
Planejamento de eventos corporativos (20 vagas).

Palestras – 18h às 21h
Tema: Comunicação Interna
Convidados: Ascom BNB, Ascom Coelce e Ascom Unimed.

Tema: Gestão de Eventos Corporativos
Convidados: Pah Eventos, Wagner Borges (Unifor/CLUSTTER Comunicação Corporativa / SELWA Comunicação e Marketing), Pedro Aryell Carvalho (assessor de comunicação Mucuripe Club) e Paulo Mamede (Comunicação e Marketing UFC)
Encerramento e entrega dos certificados – 21h

Dentro do 1º Evento de Comunicação Organizacional da Unifor – E-COMO, que acontecerá nos dias 3, 4, e 5 de abril, acontecerá a seleção dos trabalhos que serão enviados para a etapa regional da Expocom, em Mossoró-RN. O evento integrará a graduação e pós-graduação. Nele, serão realizadas palestras e oficinas.

Texto: Lia Sequeira

CCG: Juntos e misturados

Foto: Juliana Ordéas
Foto: Juliana Ordéas

A palavra-chave para definir a 7ª edição do Focom, Fórum de Comunicação Social da Unifor, foi integração. O evento, que aconteceu no Teatro Celina Queiroz na manhã deste dia 5, reuniu alunos e professores para discutir as novidades que vieram com a junção dos cursos de Comunicação Social com os cursos de Gestão, oferecidos pela Universidade, surgindo assim Centro de Ciências de Comunicação e Gestão (CCG).

Para explicar a integração dos cursos, estavam presentes os professores Wagner Borges e Carlos Bittencourt, coordenadores de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, respectivamente, além da diretora do CCG, Clara Bugarim. Bittencourt ressaltou que esse novo Centro irá trazer uma visão diferenciada para os cursos, mais voltada para o mercado e Wagner definiu essa nova etapa com a frase “todos juntos e misturados.” Carlos  ainda anunciou o novo produto do Núcleo Integrada de Comunicação (NIC), a revista Sacada. Produzida pela Agência de Publicidade, a revista tem lançamento previsto para o dia 21 de Março.

 Nova Diretora 

A professora Maria Clara Bugarim, que dirigia o antigo Centro de Ciências Administrativas (CCA) e agora é responsável pelo CCG, elogiou o NIC e anunciou uma palestra com o maestro João Carlos Martins para a inauguração oficial do novo centro. O evento acontecerá dia 6 de Maio, e servirá para “mostrar à Universidade a força do CCG”. Ao final de sua fala, a diretora foi presenteada com uma caixa contendo todos os produtos do NIC feitos durante o Intercom 2012, realizado na Unifor.

 Células do NIC e TV Unifor 

Durante o 7º Focom também foram apresentadas as células que integram o NIC. São elas: Agência de Publicidade, Labjor (produtos impressos e blog), Acerola Assesoria de Comunicação, PhotoNic, Grupo de Mídia Interativa da Unifor (G1000), Rádio Unifor e WebTV.

Cada célula foi representada por um grupo de estagiários que, por meio de vídeos e apresentações digitais, mostraram o funcionamento, a interação com as outras células e alguns dos produtos já desenvolvidos. Alessandra Oliveira, gerente do NIC, divulgou ainda o reinício da célula de Eventos, que contará com a orientação da Prof.ª Milena Reis.

A TV Unifor também estava presente para expor seus programas. Foi exibido um vídeo com quem já passou pela primeira TV universitária do Ceará, como o apresentador Luiz Esteves, que fez parte do programa Panorama em 2005 e hoje é apresentador do CETV. Ele definiu a TV Unifor como “uma grande laboratório para experimentar novos formatos”.

Até o próximo dia 15, estão abertas as inscrições para fazer parte do NIC. Os interessados devem ir até a sala Q19 com histórico escolar para preencher a ficha de inscrição, onde vai escolher em qual célula deseja trabalhar. É preciso estar cursando o 2º semestre de Jornalismo ou Publicidade e Propaganda. Há vagas em todas as células. Para a TV Unifor, as inscrições também vão até dia 15 e são feitas na sala Q24. O teste de seleção é no dia 18.

Texto: Daniela Costa

[Ensaio] Calouros pintados marcam o início do semestre

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Foto: Juliana Ordéas

Os alunos dos cursos de Comunicação Social organizaram essa semana uma recepção descontraída para dar as boas-vindas aos novos estudantes, os calouros, ou os famosos “bichos”. Nesse semestre, a novidade é que os veteranos organizaram o Trote Solidário, uma ideia que teve como meta a doação de 600 litros de água mineral, 300 quilos de alimentos e 120 peças de roupas. Como a meta não foi alcançada, os novos estudantes foram submetidos a algumas brincadeiras, seguidas do verdadeiro motivo do trote: pintar os novatos.

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