Mercado Central é opção de lazer também para o fortalezense

Foto: Divulgação

Você já ouviu falar do Mercado Central de Fortaleza? E uma visita até ele, você já fez? O mercado que já é um “vovô” da capital cearense, foi inaugurado em 1814 com o nome de “Cozinha do Povo”. E, após algumas séries de reformas, uma delas em 1975, o mercado foi restaurado e intitulado de “Mercado Central”. Porém, a grande reforma aconteceu na década de 1990, onde o espaço foi completamente reformulado, num projeto do arquiteto Luiz Fiúza e, surgiu, então, o novo “Mercado Central”.

O mercado agora representa um pólo de artesanato, não só em nível regional ou nacional, mas também internacional. Turistas do Brasil e do mundo sentem-se motivados a visitar este centro da cultura nordestina. Entre seus cinco pavimentos e quase 600 boxes, o mercado não conta somente com artesanato. Lá, você encontra um verdadeiro acervo de tudo que a bela cultura nordestina pode oferecer. Artigos em couro, rendas, bordados, camisetas, joias, além de peças para decoração. E como não falar dos produtos que atiçam e encantam o paladar de muitos turistas e dos nordestinos? Castanhas, cachaças, licores, doces das mais diversas frutas típicas da região, sem falar dos mais variados pratos típicos, preparados por muitos restaurantes dentro do mercado.

A diversidade de produtos é distribuída em um ambiente agradável e bem estruturado (o centro comercial conta com rampas que facilitam a acessibilidade) para receber os visitantes. O Mercado Central está situado na Av. Maestro Alberto Nepomuceno, 199, bem ao lado da Catedral Metropolitana de Fortaleza, a igreja da Sé, e em frente ao comando da 10ª Região Militar. É um lugar que merece uma visita, seja para apreciar toda a vasta riqueza cultural que ele carrega, seja simplesmente para tomar um café e apreciar o fim de tarde.

Texto: Vitória Matos.

Boas-vindas aos novos estudantes de Belas Artes

Cerimônia contou com apresentações de dança, música e teatro / Foto: Thalyta Martins

Na noite desta terça-feira (23), os alunos do primeiro semestre do curso de Belas Artes da Unifor foram homenageados com uma recepção especial no Teatro Celina Queiroz: a Cerimônia da Espiral. O evento, que acontece ao final de cada semestre, foi organizado pelos alunos da disciplina Produção de Eventos – ministrada pela Professora Adriana Helena – em parceria com o grupo Espiralados, coordenado pelo professor Pablo Manyé.

A cerimônia, contou com a presença do vice-reitor, Henrique Sá, além de diversas apresentações: música com o coral da Unifor e com a pianista Vânia Marques, exposição de trabalhos realizados por alunos da disciplina de Técnicas Experimentais 2, além de dança com integrantes do grupo do Boi Garantido, apresentações de teatro, homenagem ao professor do curso de Belas Artes, Francisco de Almeida, entre outros. Sendo assim, um momento no qual a produção artística dos alunos do curso de Belas Artes pôde ser compartilhada com o público.

No final, os alunos e seus padrinhos realizaram o juramento, declamado pelo professor Carlos Velazquez e receberam um colar com o símbolo do curso, a espiral, que significa a arte perpassando diversos saberes, diversas áreas, interagindo, enriquecendo e enriquecendo-se.  “Trata-se de um rito de passagem para os estudantes que acabaram de concluir o primeiro semestre”, explica Manyé.

Após a recepção, foi realizado um coquetel entre os blocos Q e P , onde foi montado um cenário, uma espécie de jardim, elaborado pelos próprios estudantes para a realização de um coquetel. Manyé conta que “a ideia era criar um espaço aberto diferenciado onde as pessoas pudessem sentar e conversar, além de estimular um ambiente para se falar de arte”.

Veja as fotos do evento:

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Texto: Renata Frota
Orientação: Profa. Joana Dutra

Mulher de 91 anos aprende a ler e escrever

Dona Mocinha é a aluna mais velha do ensino público de Fortaleza / Foto: Ana Lorena Magalhães

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que o Brasil possui cerca de14 milhões de analfabetos. São jovens, adultos e idosos que registram-se através de suas impressões digitais. Em Fortaleza, na escola municipal Catulo da Paixão Cearense, estuda Dona Maria das Dores de Sousa, uma senhora de 91 anos, que há um ano descobriu na educação um novo sentido para a vida.

Dona Mocinha, como é mais conhecida pela comunidade escolar, estuda no Ensino de Jovens e Adultos (EJA) da escola desde abril de 2011 e é a aluna mais velha do ensino público de Fortaleza. O sonho de aprender a ler e escrever só pode ser concretizado após o estímulo de uma vizinha, que também estuda na escola. “Meu sonho sempre foi aprender a ler e escrever. Nunca tive a oportunidade de ir à uma escola porque tinha que trabalhar e ajudar no sustento da casa. Depois de velha foi que eu tive essa chance, e aqui estou”.

A senhora de olhar atento não poupa as palavras estampadas nas propagandas que vê no caminho de casa à escola. Ela afirma que essa prática a ajudou bastante para o aperfeiçoamento da leitura, que adquiriu tão rápido. Dona Mocinha estuda diariamente em casa depois dos afazeres doméstico. Para ela, exercitar a ortografia todos dias faz com que aprenda mais rápido e seja mais bem vista pela sua dedicação.

Seguindo em frente na linha do lápis

A leitura e escrita básicas ajudaram a senhora a entender mais sobre os seus direitos. Agora, Dona Mocinha, reivindica com mais segurança sobre os seus benefícios financeiros, problemas relacionados ao seu cartão de aposentadoria e INSS. Já pode até fazer compras assinando o próprio nome, sem a necessidade de usar a impressão digital.

Uma de suas maiores realizações foi poder ter dado o estudo ao único filho. Hoje ele mora no interior do estado, e é formado em engenharia. Dona Mocinha mora só, mas fala com frequência com o filho e as netas. “Eu me sinto muito realizada em poder ter dado uma boa educação ao meu filho. Foi a coisa que eu mais me preocupei quando ele começou a crescer. Hoje ele e minhas três netas têm estudo e são cidadãos com conhecimento. Isso me deixa orgulhosa”

Sua força de vontade é admirada por todos na escola. O acolhimento presente na sala de aula, no pátio ou na secretaria é bem visto por Dona Mocinha. Para a professora da turma, Karla Paiva de Lima, o andamento da leitura e escrita da senhora está sendo muito positivo e rápido. “A Dona das Dores é um exemplo que eu sempre uso para os meus alunos mais novos. Porque diferente da maioria, que estão aqui para crescer profissionalmente, ela só quer aprender a ler e escrever para uma realização pessoal. Essa vontade é muito admirável. Ela é uma das que está tendo mais aquisição da leitura em tão pouco tempo”.

A senhora estudante tem muito a dizer, principalmente quando se trata de jovens que não valorizam a escola. Ela mostra-se indignada com alunos que fogem do colégio ou faltam aula sem necessidade. “Eu acho uma pena que esses jovens de hoje não valorizem o que têm. Eles nem imaginam o quanto estão sendo prejudicados. Quem dera eu tivesse tido essa educação tão cedo.”

Assim como não economiza a soletração das palavras na rua, Dona Mocinha não poupa sonhos. Sempre com um olhar à frente, ela não quer parar de trabalhar, mesmo aposentada, e muito menos de estudar. O seu maior objetivo agora é ter domínio completo da escrita e leitura. “Agora que comecei, não vou mais parar. Eu sei que estou indo pelo caminho certo. Sempre que eu leio uma palavra, e pergunto a minha professora se eu acertei, e ela diz “sim”, isso me deixa muito feliz, e com ânimo pra continuar”.

Texto: João Paulo de Freitas 

Para o Muvic, todo dia é dia do índio no Ceará

Foto: Muvic

“Acho uma bobagem só lembrarem do dia do índio nessa data (19 de abril), mas é, sim, para ser lembrado todos os dias”, comenta com convicção Carmem Luisa Chaves, a professora Kalu, da Unifor, ao falar sobre as comemorações de hoje que lembram o dia do índio. Carmem Luisa, juntamente com as colegas Alessandra Oliveira e Lisie Sancho, tem autoridade para dizer uma frase dessas porque foi idealizadora do projeto Museu Virtual do Índio Cearense (MUVIC), recentemente premiado, a nível nacional, como o melhor Projeto de Pesquisa pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). O Muvic foi criado há exatamente um ano, no Dia do Índio.

Esse projeto engloba também trabalhos de campo e estudos que foram feitos por alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Nasceu com o objetivo de resgatar as histórias indígenas conversando diretamente com os índios. A produção do Muvic gira em torno também em vídeos produzidos com a participação de índios cearenses nas aldeias dos Tapeba feitos por alunos e professores. Além dos Tapeba, existe no Ceará diversas etnias, são elas: Tremembé, Anacé, Tapeba, Pitaguary, Jenipapo-Kanindé, Kanindé, Tabajara, Tapeya-Kariri, Kalabaça, Potyguara, Kariri, Tupinambé, Gavião e Tubiba-Tapuia.

Além das participações dos índios, o projeto também traz ensaios fotográficos, produções radiofônicas, vídeos e artigos que já foram feitos pelos integrantes do Museu. De acordo com a descrição no site, o Muvic caracteriza-se como um acervo da cultura indígena do Ceará, além de ambiente para construção e distribuição do saber entre alunos de ensino médio, superior e pesquisadores da área.

Mais informações: 
http://muvic.com.br/

Texto: Vivian Roriz
Orientação: Adriana Santiago 

Coral da Unifor abre inscrições

Foto: Divulgação

O Coral da Unifor, que em 2012 compla 30 anos, está com inscrições abertas até 2 de maio. Para participar do coral é preciso ter disponibilidade para comparecer aos ensaios, que acontecem às segundas, quartas e sextas, das 17h às 19h, e também para apresentações. Nessa seleção, há 14 vagas em aberto, assim distribuídas: quatro sopranos, quatro contraltos, quatro tenores e dois baixos.

Para o processo da seleção, segundo a regente do coral Valeria Vieira, “que basta o aluno se mostrar interessado em se inscrever para a vaga no coral, e fazer um teste de voz”. De acordo com Henrique Élder, integrante há dois anos do coral, “as aulas são muito bem aproveitadas e sempre existe um ritual de começo das aula, como aquecimento vocal e depois três tipos de exercício pra a voz”.

Seleção para o Coral da Unifor
Inscrições até 2 de maio, na Vice-Reitoria de Extensão (prédio da Reitoria – 1º andar)
Audição dia 4 de maio, a partir das 14h, na sala de ensaio (bloco T)
Mais informações | 85 3477 3311

Texto: Vivian Roriz
Orientação: Alejandro Sepúlveda