Crianças exploram novos mundos pela leitura

A caravana desperta o interesse dos pequenos leitores. Foto: Divulgação

Um grupo de artistas, autores locais e contadores de histórias estão levando oficinas de leitura e atividades educativas para crianças de escolas públicas, por meio do projeto “Caravana da Leitura e do autor cearense ” . Os alunos participam de exercícios divertidos, desenham, criam seus próprios livros, e têm um contato direto com os autores, que possibilita um maior entendimento das obras. Logo a procura por livros aumenta, e com mais leitura a escrita da criança também melhora. Toda a programação é gratuita e são distribuídos livros pela escola.

A Caravana da Leitura estará amanhã na escola Laís Sidrim Targino, em Aquiraz. Os próximos locais a receberem o projeto, que já passou por Caucaia e Maracanaú, serão Chorozinho e Fortaleza. Os autores convidados são: Almir Mota, Kelsen Bravos e Rouxinol do Rinaré. Inicialmente, foram selecionadas escolas localizadas nas proximidades de praças públicas, para integrar o aluno ao seu bairro.

As crianças formam fila para autógrafos com o escritor Antonio Filho, na edição passada. Foto: Divulgação

Raimundo Moreira, coordenador da caravana, conta que a proposta se sustenta em dois pilares: incentivo a leitura e valorização do autores. No primeiro, o foco é incentivar a leitura de crianças e pré-adolescentes, que geralmente nessa fase estão criando seu ritmo e o hábito de ler. Isso acontece por meio de rodas de leitura e pela contação de histórias, em que o escritor interage com as crianças de uma maneira divertida e propícia ao aprendizado. No segundo pilar, da valorização do autor local, o projeto divulga o trabalho de escritores e fermenta a literatura do estado.

O autor de livros infantis, e um dos convidados para o projeto, Almir Mota explica as vantagens:  “É bom porque valoriza o trabalho do autor cearense, e dá a oportunidade para as crianças conhecerem uma literatura que antes elas não tinham acesso, mais próximas a sua cidade, a sua realidade.” Ele afirma que as crianças são muito receptivas. “Elas gostam de novidade, conversam, fazem perguntas, gostam de brincar com a imaginação. É uma verdadeira festa”, completa Mota.

A caravana está em sua segunda edição, e graças ao sucesso da primeira, ganhou o patrocínio da Biblioteca Nacional e produção Girândola. Para o próximo ano, o grupo planeja levar o projeto ao interior do estado, e, posteriormente, também para fora do Ceará. O evento é realizado pela Companhia Prisma de Artes, pelo espaço popular de Arte (EPA) e Associação dos Proprietários e Artistas de Circo (APAECE).

Locais e datas da Caravana:
30 de novembro – Escola Laís Sidrim Targino (Aquiraz, Padre Matias, 55)
7 de dezembro – Padre Enemias Freire de Almada (Chorozinho, Praça Dom José de Medeiros Delgado, S/N, Parque São José)
14 de dezembro – Escola Francisco Andrade Teófilo Girão (Fortaleza, Barroso)

Texto: Suélen Ramos

Unifor promove inclusão educacional a crianças carentes

A última edição do Sobpressão, lançada agora em março, trouxe como tema a 8 Metas do Milênio estabelecidas pela ONU em 2000. A segunda meta disserta sobre a promoção do ensino básico e de qualidade para todos, e uma das pautas sugeridas para essa edição temática tinha como objetivo relacionar essa meta com um dos projetos mantidos pela Universidade de Fortaleza, a Escolinha de Aplicação Yolanda Queiroz, que fornece educação básica e gratuita para crianças carentes das comunidades vizinhas ao campus.

Crianças da escolinha durante o recreio
Crianças da escolinha durante o recreio

O espaço foi criado em 1982 por meio da iniciativa de alunos do curso de Pedagogia de criar uma área educacional e de saúde. Mesmo com poucos recursos, o projeto começou com cerca de 60 alunos em um bloco próximo à avenida Washington Soares. Atualmente, a escolinha já conta com aproximadamente 550 alunos regularmente matriculados.

Além das aulas fornecidas, a Escola possui um mini-ateliê, um laboratório de informática com equipamentos totalmente adaptados e um refeitório que são utilizados pelos alunos para as atividades de pintura, informática e psicomotricidade.

O espaço também está ligado as atividades de diversos cursos de graduação da universidade, como Educação Física, Psicologia, Direito ou Odontologia. Segundo Joana Gonçalves Moreno, Diretora da escola, esses cursos promovem palestras e outras atividades de orientação aos pais, bem como aos próprios alunos. “Através de palestras, eles aprendem noções básicas de higiene bucal com o pessoal do curso de Odontologia, os pais recebem orientação sobre Direito Familiar e Previdenciário com o pessoal do curso de Direito, e até mesmo orientação pessoal com os alunos de Psicologia, quando a criança passa por dificuldades de aprendizado, por exemplo ”.

aluna da Escola
aluna da Escola

Cerca de 80 a 90% dos alunos são moradores da comunidade do Dendê, embora uma pequena parcela venha do bairro Luciano Cavalcante, localizado no lado oposto da avenida Washington Soares. A Unifor arca com os gastos do projeto (exceto fardamento), que vão desde a orientação dos professores, até o material utilizado e a alimentação.

*texto e fotos de Lucas Abreu