Os escritores são as grandes fontes de inspiração

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Além de estar na Semana do Livro Nacional, hoje, 25, também é o Dia do Escritor. A data foi criada na década de 60 por João Peregrino Júnior e Jorge Amado no I Festival do Escritor Brasileiro, organizado pela União Brasileira de Escritores.

De quando foi criada até os dias atuais, muitas coisas mudaram para quem gosta de escrever. Com o crescimento da Internet, as divulgações e o acesso ficaram mais fáceis. Os blogs são uma plataforma online em que qualquer um pode dizer o que quiser e a a cópia tornou-se uma prática menos fiscalizável.

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Foto: Bank of England

As crianças agora preferem a tecnologia e vemos cada vez mais tablets e dispositivos móveis pelas ruas. A interatividade abriu muitas portas para a sociedade e comunicação, mas os escritores também prevalecem como grandes criadores e modelos de inspiração. Um bom exemplo disso é a inclusão da britânica Jane Austen nas notas de dez libras em vez de Charles Darwin a partir de 2017.

O Brasil não seria o mesmo sem Machado de Assis, José de Alencar, Rachel de Queiroz, Clarice Lispector e Euclides da Cunha. A poesia não seria tão rica sem Carlos Drummond de Andrade, Fernando Pessoa, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes. O mundo não teria tanta riqueza cultural sem Edgar Allan Poe, Ernest Hemingway, Sylvia Plath e Alexander Dumas, entre tantos outros.

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Vinícius de Moraes. Foto: divulgação

É difícil imaginar como seria se não existissem as fábulas dos irmãos Grimm, os mundos fantasiosos de J. R. R. Tolkien e J. K. Rowling, se não tivéssemos chorado com Charles Dickens e lutado para entender Shakespeare. Felizmente, nunca saberemos, pois o legado de um escritor é muito mais do as páginas de um livro, suas palavras continuam firmes durante séculos.

Leitura que apóia
Os livros sempre foram um auxílio para as pessoas. Nos dias 27 e 28, o Grupo para Deusas e Lobas realizará um curso para mulheres em busca de saúde mental, de autoconhecimento, autotransformação e autocura. Serão utilizadas histórias do livro “Mulheres que Correm com os Lobos”, de Clarissa Pinkola, e dos símbolos das Deusas Gregas.

As atividades serão ministradas pela psiquiatra e psicodramatista Marilene Queiroz, fundadora da primeira escola de Psicodrama do Ceará e coordenadora do Grupo há mais de 10 anos. Esse curso será uma das três imersões que vão acontecer este ano, além de um mais amplo que acontece uma vez por ano durante nove meses.

Serviço
Estudo para mulheres em busca de autoconhecimento, autocura e autotransformação
Data: 27 e 28 de julho
Horário: sempre das 8h às 17h
Local: Escola de Psicodrama e Relações Humanas Matriz Criativa, rua Carvalho Lima, 38, Aldeota
Contatos para inscrições: 3264. 7073/ grupoparamulheres@yahoo.com.br

Texto: Thaís Praciano

De fã para fã: fanfictions

Todo fã de verdade adoraria interferir no enredo de seu livro favorito ou até mesmo, para os mais apaixonados, viver um romance com o ator dos seus sonhos. Como na realidade isso parece distante, existe um grupo enorme de pessoas que se dedicam a realizar esse desejo por meio de textos. São as famosas fanfics: histórias de fãs para fãs, publicadas em sites específicos sobre o assunto. A atividade é levada bastante a sério por quem participa, tanto que tem gente que já publicou livro baseado em uma fanfic.

Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe

O assunto parece bastante novo, mas não é. Desde 1967, leitores, alucinados pelo contexto e personagens de determinadas obras literárias, passaram a criar textos baseados nas obras originais, modificando o desenrolar da história ou até mesmo dando-lhe um novo final. O livro “A Senhora do Jogo”, escrito por Tilly Bagshawe, por exemplo, é uma continuação da obra “O reverso da medalha”, do famoso escritor e roteirista norte-americano Sidney Sheldon. Sendo assim, a prática já existe há um bom tempo, porém foi com a internet que as fanfictions conquistaram público e espaço definido. Continue lendo “De fã para fã: fanfictions”