Unifor estimula projetos de sustentabilidades

sustentávelA palestra Cidades Sustentáveis: O modelo pautado na gestão de resíduos, que acontece amanhã (11) às 19h, no Teatro Celina Queiroz, debate a importância de incentivar gestores, a comunidade acadêmica e o público em geral a adotarem estratégias corretas  e sustentável de descarte dos resíduos.

Ministrada por Sabetai Calderoni, doutor em Ciências pela USP, esta é a segunda palestra do Projeto Sustentabilidade & Gestão, promovida pelo Escritório de Gestão, Empreendedorismo e Sustentabilidade (EGES) da Universidade de Fortaleza. Adota uma metodologia que usa vídeos e artigos para integrar professores e alunos de vários centros.

Segundo Rogério Barros, coordenador do EGES, “o objetivo é mostrar modelos de sustentabilidades em empresas públicas e privadas e aproveitar seus resíduos para gerar renda e empregos utilizando a metodologia da logística reversa”.

 SERVIÇO

 Palestra: “Cidades Sustentáveis. O modelo pautado na gestão de resíduos”

Dia: 11 de março

Horário: 19h

Local: Teatro Celina Queiroz

Texto: Fernanda Façanha

[Mundo Unifor] Rogério Barros palestra sobre os problemas que circundam a sustentabilidade

Foto: Luana Quezado
Foto: Luana Quezado

MUNDO UNIFORNesta terça-feira, 22, ocorreu a palestra sobre Modelos de Negócios Sustentáveis, que foi apresentado pelo professor Rogério Nicolau Barros, coordenador do Escritório de Gestão, Empreendedorismo e Sustentabilidade (EGES) – do CCG da Unifor. O professor também participa do Global Reporting Initiative (GRI), e já fez algumas realizações sociais voltadas para a área de sustentabilidade, como a criação de uma fábrica de óleo na comunidade do Dendê.

Rogério Barros se intitula como um provocador, por instigar seus alunos a pensarem sempre em métodos inovadores de modelos sustentáveis com o uso de tecnologias para solucionar problemas sociais. Ele sustenta a ideia de que o conteúdo despejado nos aterros são riquíssimas matérias-primas que devem ser reaproveitadas. O consumo é apontado como o maior problema na geração de matérias que acabam se tornando lixo. “Muitas pessoas que estão nas ruas protestando acabam fazendo mal à própria sustentabilidade, pois elas estão sempre comprando algo, e o maior problema disso tudo está no consumo crescente de hoje”.

Foto: Luana Quezado
Foto: Luana Quezado

O professor coloca em questão o aspecto do pensamento no verde estar em alta na atualidade e os motivos das organizações estarem investindo tanto nesta ordem. Foram abordados aspectos ligados ao marketing, ao custo, à rentabilidade e aos impactos ambientais. Na palestra foi lembrada a implantação da lei de Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010, que obriga os gestores empresariais fazerem uso de modelos sustentáveis. Segundo ele, o Brasil perde 8,5 bilhões de reais por não reciclar. A questão nociva dos aterros é outro ponto forte ressaltado na palestra.

Foto: Luana Quezado
Foto: Luana Quezado

Existe ainda um alto custo no transporte dos resíduos para os aterros, e com o aumento do consumo pela sociedade, há a exigência de um novo espaço que comporte todo este material, o que acaba gerando o aumento de gastos de investimento na locomoção, que passa a ser maior. “O mais absurdo é saber que as empresas que levam os lixos para os aterros estão ganhando crédito de Responsabilidade Social”. Ademais, Rogério alerta que não podemos esquecer que antes das empresas, existem as pessoas que as comandam.

A educadora e gestora ambiental Tarcilia Rego, aluna do primeiro semestre de Jornalismo, esteve presente na palestra. Ela é editora chefe do caderno O Estado Verde – que foi fundado por ela, no jornal O Estado, e elogiou muito a capacidade de síntese do palestrante destacando que acha importante o assunto ser abordado também para as pessoas em geral, não sendo só direcionados às empresas.

Texto: Giovânia Alencar

Empreendedorismo é incentivado no campus

Alunos no Escritório de Gestão, Empreendedorismo e Sustentabilidade. Foto: divulgação
Alunos no Escritório de Gestão, Empreendedorismo e Sustentabilidade. Foto: divulgação

Até meados do ano 2000, a carreira empreendedora era reservada para aqueles que não davam certo no mundo corporativo que, por não ter outra opção de atuação, acabavam empreendendo no seu negócio próprio. Com a expansão da internet, surge a possibilidade de construir negócios sem grandes investimentos iniciais e com rápido retorno financeiro.

Com isso, é cada vez maior o número de jovens que resolvem escolher o empreendedorismo como uma opção de carreira. A Universidade de Fortaleza (Unifor), em parceria com o Banco do Nordeste (BNB), está oferecendo um crédito para alunos e ex alunos, de até 50mil reais para ajudá-los na abertura de um negócio.

O Escritório de Gestão, Empreendedorismo e Sustentabilidade (Eges), iniciativa do curso de Administração da Unifor, serve como laboratório para as práticas administrativas. O escritório também atende quem tem interesse ou dúvidas na área de gestão empresarial, independente do seu curso. Este espaço tem como finalidade auxiliar o aluno que deseja abrir uma micro empresa e/ou se interessa por negócios, mas não sabe bem o quê e como fazer, todo esse processo é realizado com o acompanhamento de profissionais que irão orientá-los passo a passo.

Rogério Barros. Foto: Arquivo pessoal
Rogério Barros. Foto: Arquivo pessoal

Professores e alguns convidados renomados no mercado de trabalho que visitam o Eges com regularidade auxiliam os alunos a encontrarem a melhor forma de conduzir a sua empresa ou negócio para dar certo, assim como para a aplicação de capital, desta forma os alunos recebem orientações para melhor utilizarem seus conhecimentos no campo acadêmico e profissional. O professor Rogério Barros fala que a proposta surgiu com a intenção de juntar o aprendizado com a prática.

A estudante de administração, Juliana Marzano, chegou como voluntária, achou interessante e começou a frequentar e participar das aulas e das palestras. Hoje, ela estagia no escritório e vê a possibilidade de abrir um pequeno negócio com uma amiga.

Juliana Marzano. Foto: Arquivo pessoal
Juliana Marzano. Foto: Arquivo pessoal

“O bom do Eges é que fazemos pesquisas de mercado e colocamos o aprendizado em prática”, comemora. A consulta com professores, bem como as palestras, podem ser vistas por alunos ou ex-alunos que queiram ingressar na carreira empresarial, assim como os tornar mais capacitados e preparados para a carreira profissional.


Texto: Bruno Andrade