Português: um desafio para os estudantes

Foto: Marina Duarte
Foto: Marina Duarte

Basta observar redações de Vestibulares e Concursos Públicos, para torna-se notória a dificuldade que a população brasileira tem com a Língua Portuguesa. Porém, o bloqueio com o Português é dado desde os primeiros anos de ensino para grande parte das crianças. Segundo pesquisas do Portal Jornal Nacional, apenas 34% dos alunos concluem o quinto ano do Fundamental  aprendendo o Português ensinado em sala de aula.

Segundo a professora de Português, Aíla Sampaio, “os alunos têm muita dificuldade quanto à aprendizagem da gramática. Realmente, temos uma língua complexa, com muitas regras e várias exceções. A escola também não contribui para que haja uma mudança nesse sentido, pois negligencia. Atualmente o ensino das regras do português é padrão e, quando o fazem, não mostram a utilidade, a aplicabilidade dele na vida prática.” (Dica de leitura: Preconceito Linguístico, Marcos Bagno)

Foto: Marina Duarte
Foto: Marina Duarte

Em contrapartida, os atuais professores de língua portuguesa buscam alternativas para reduzir a deficiência de ensino da língua. É o que ressalta a estudante de jornalismo, graduada em Letras pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e ex-professora de Ensino Fundamental, Isabel Lima, “quando os professores deixam de lado, por exemplo, os pormenores classificatórios e investem num ensino em que ocorra a integração dos estudantes com o meio social em que vivem reduzem essa deficiência. Afinal, é ou não é massacrante para qualquer aluno ter de perceber a diferença entre um adjunto adnominal e um adjunto adverbial baseando-se tão somente nas definições da gramática tradicional? E compreender facilmente que ‘substantivo é a palavra com que designamos ou nomeamos os seres em geral’? Que é mesmo o ‘ser’?”. (Dica de leitura: A Língua de Eulália, Marcos Bagno)

Além disso, um profissional bem preparado consegue se sobressair dos desafios encontrados em sala de aula. “Hoje, um professor atualizado e bem preparado utiliza a diversidade dos gêneros textuais (notícia de jornal, bilhete, receita culinária, manual de instruções, e-mail etc) para construir com o estudante a compreensão de que são múltiplos os usos e funções da língua, de acordo com as várias situações comunicativas”, ressalta Isabel.

Entre as maiores dificuldades do aluno em língua portuguesa hoje está o processo de leitura. “Falta ao estudante, muitas vezes, capacidade de inferência, analogia e análise, que são operações cognitivas necessárias para uma leitura efetiva. E isto acaba minando outro processo: o de escrita. E já aí temos um problema enorme”, conclui.

Texto: Priscila Baima e Thaís Barbosa 

Viajando pra fazer o bem

Em seu intercambio, Henrique Barbosa ensinou ingles para refugiados de guerra na Hungria. Foto: Acervo pessoal

A busca para vivenciar uma experiência no exterior com trabalhos solidários está sendo cada vez mais procurada por jovens e adultos. Além do aprendizado de um novo idioma, o intercâmbio social proporciona a chance de contribuir para um mundo melhor, seja ajudando pessoas carentes, zelando pela vida de animais ou até pela preservação do meio ambiente. Lucas Braga, responsável pela área de intercâmbio social pela Aiesec , conta que o mercado é bastante amplo e que o interesse das pessoas surgem naturalmente. “A procura tem sido relativamente grande, temos mais de mil pessoas interessadas por semestre, embora nem todas cheguem a efetivamente assinar contrato e viajar”, conclui.

Benefícios:

  • Vivência em um ambiente internacional e multicultural;
  • Desenvolvimento de competências de liderança, empreendedorismo,                                                                       responsabilidade social e compreensão do outro;
  • Oportunidade de ser um agente de impacto positivo.

Com duração em média de 6 a 12 semanas, os intercambistas têm como escolha de destino países como, Polônia, Hungria, Ucrânia,Turquia, Colômbia, México, Rússia, Índia, China,Nigéria, Indonésia, e entre outros. Segundo Lucas, há duas vertentes nesse tipo de intercâmbio, a de benefício pessoal e a social, “muitas empresas hoje estão buscando pessoas que tenham tido experiência de voluntariado e de intercâmbio. Sem contar que é uma experiência em países mais exóticos e mais diferentes da realidade do Brasil, o que agrega muito mais na experiência de vida de qualquer pessoa”, argumenta.

Henrique Barbosa com Mustafa, uma das crianças que o estudante ensinou em Bicske.

Henrique Barbosa, estudante de Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, participou do intercâmbio social em 2010, trabalhando para um centro de recepção de refugiados na cidade de Bicske (40 km da capital Budapeste), Hungria. “Quando eu cheguei lá, me disseram que o que os refugiados mais pediam eram aulas de inglês, então, fui atrás de livros e métodos pra poder viabilizar isso. Além disso eu ajudava também em outros trabalhos como distribuição de suprimentos”, explica. “As relações que eu travei com gente que tinha passado por terríveis problemas fugindo da guerra, perdido famílias e sofrendo angústia diariamente pela situação em que se encontravam, só tornou a experiência ainda mais forte”, relembra. Para ele, foi uma das experiências mais poderosas da sua vida, e que gostaria de ter ajudado mais, mas o seu desconhecimento pela língua húngara foi um obstáculo.

Patrícia Borges está se preparando para o intercâmbio na Republica Tcheca.

Já Patrícia Borges, estudante de jornalismo, ainda está na espera de viver essa nova experiência. Em um período de 45 dias na República Tcheca, Patrícia trabalhará em um projeto chamado Crazy Christmas, que tem como atividade, dar palestras em escolas sobre os costumes natalinos dos países de origem de cada voluntário.”Espero aprender muito sobre a cultura Tcheca e sobre as culturas dos outros intercambistas. Acho que uma experiência dessas pode mudar tudo. Viajar e aprender sobre outras culturas nunca é demais, né?”, acredita.

Texto: Marina Freire

Feriadão para matar a saudade de casa

Juliana Matos vai passar o feriado junto de sua família na região do Cariri. Foto: Acervo pessoal

Aproveitar o feriado prolongado para viajar para casa é o que vão fazer muitos dos estudantes que vêm de cidades do interior. Nesse mês de outubro, eles terão do dia 12, sexta-feira (Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, e Dia das Crianças) ao dia 15, segunda-feira (Dia do Professor, feriado apenas em instituições de ensino).

Normalmente, ao voltar para suas cidades nessa folga, os jovens procuram fazer coisas que aqui não podem ser feitas, tanto por falta de tempo, quanto por falta de oportunidade. Juliana Matos veio para Fortaleza no começo desse ano para fazer cursinho. Da chamada região do Cariri, (que inclui Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha e outros municípios próximos) ela fala que gosta de tudo que pode fazer em sua cidade, “assistir filmes que aqui não tenho tempo para assistir, com meu pai, sair com a minha mãe, comer as comidas maravilhosas que ela faz”.

Davi Ribeiro mora em Fortaleza há poucos meses e, aproveitando o fim de semana das eleições, foi para o Crato, para só voltar depois do feriado do dia 12. Estudante de Administração, ele fala que o que mais gosta é da “praticidade de se estar em casa”, além de matar a saudade da família e dos amigos. Já Luan Antunes veio de Juazeiro do Norte há
três anos para estudar Engenharia Civil na Unifor. “O que eu mais gosto é chegar em casa e meu pai estar com uma cerveja bem gelada pra gente tomar”, ri ao contar.

Tânia Lima com as filhas Gabriela e Iara Sá, que voltam para casa da mãe apenas nas folgas da faculdade. Foto: Acervo Pessoal

Outros estudantes ainda passam por dificuldades para acostumar com a vida corrida de universitários e “donos-de-casa” e aproveitam a volta ao convívio com os pais para descansar das responsabilidades. Iara Sá, 20, que saiu de
Viçosa para estudar em Fortaleza aos 13 anos, hoje estuda Jornalismo, conta: “O que eu gosto de fazer quando chego lá é: nada. Coisas que eu não tenho oportunidade aqui, como dormir na cama com a minha mãe, por exemplo, pra matar a saudade. E sempre que a gente tá indo pra lá, minha mãe já começa a encomendar as comidas que a gente gosta só para
agradar.”

Sua mãe, Tânia Lima, fala que ela e a irmã, Gabriela, sempre gostaram de levar primos e amigos para casa, “fazer trilhas,tomar banho de piscina, passear na Igreja do Céu (principal ponto turístico da cidade) e ficar em casa com a turma até tarde, jogando baralho e conversa fora, acompanhado de um delicioso chocolate quente feito por mim, quando faz frio e, quando calor, elas sempre inventam um jantar ou lanche com participação de todos.” Tânia comenta que a casa fica muito triste e vazia quando as filhas não estão lá, pois elas já chegaram a levar mais de 30 pessoas.

Texto: Lidiane Almeida

Mostra fotográfica recebe calouros da comunicação da Unifor

As estudantes de Publicidade e Propaganda, Marina Duarte e Debora Queirós, conferem suas fotos na exposição. Foto: Samara Costa

Nesta semana, quem passar pelo bloco T terá a oportunidade de ver a exposição de fotos dos alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade, da Universidade de Fortaleza (Unifor). Ao todo, são 105 fotos que foram produzidas dentro e fora do campus com o intuito de divulgar o trabalho feito pelos alunos e dar boas vindas aos calouros, criando uma perspectiva do que pode ser produzido ao longo do curso.

Os professores de fotografia Julio Alcântara e Jari Vieira, com o auxílio dos alunos, são os organizadores da exposição. Segundo o professor Jari, o número de fotos expostas não chega a metade do total arquivado pelos professores. ”Existe um vasto material, ao todo são 200 fotos, que, depois de uma filtragem, ficaram em 105”.

As fotos fazem parte do material produzido pelas disciplinas de Fotografia 1, Fotografia 2 e Fotojornalismo. A estagiária do FotoNic, Samara Costa, relatou a sensação de estar expondo fotos. “A sensação é ótima, o reconhecimento das pessoas é grande ao ver as nossas fotos expostas.”

Texto:  Rafael Vasconcelos
Orientação:  Profa. Adriana Santiago