Exposição exalta a brasilidade em meio à Copa das Confederações

Foto: Marina Cavalcante
Foto: Marina Cavalcante

A mostra “Verde-Amarelo” que acontece no Museu da Cultura Cearense (MCC) desde o último dia 18, propõe-se a expor, a partir de elementos como design de rua, imagens e inventos do dia-a-dia, a linguagem visual que o brasileiro e, sobretudo, o cearense utiliza na expressão de sua identidade, de seu orgulho nacional e de sua paixão pelo futebol.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Contando com o sociólogo e pesquisador Titus Riedl como um de seus idealizadores, a exposição pretende, ainda, mostrar como a divertida “cultura do improviso” característica do Ceará transforma, por meio da criatividade popular, objetos de uso cotidiano, muitas vezes compostos por materiais próprios da cultura local, como renda, redes, fuxico etc. em meios de expressão de sua nacionalidade para o mundo, em especial em meio a eventos esportivos de grande porte – como a Copa das Confederações, em andamento, e a Copa do Mundo, que ocorrerá daqui a exatamente um ano.

Durante a mostra, intenciona-se ainda ampliar seu acervo por meio da colaboração do público, propiciando uma excelente oportunidade para reflexão conjunta acerca de temas como a construção da identidade nacional e a memória da cultura popular.

Serviço

Abertura: 18 de junho

Visitação:

De terça a quinta, das 9h às 19h (acesso até 18h30)

De Sexta a domingo e feriados, das 10h às 20h (acesso até 19h30).

Local: Museu da Cultura Cearense (MCC) – Centro Cultural Dragão do Mar – R. Dragão do Mar, 81, Praia de Iracema, Fortaleza-CE

Mais informações: (85) 3488 8611 / (85) 3488 8608

 

Texto: Lia Martins

[Foca Nessa] Há um espaço novinho para a cultura em Fortaleza

Foto: Manoela Cavalcanti
Entrada da Caixa Cultural em Fortaleza. Foto: Manoela Cavalcanti

Presente em Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Brasília, Curitiba, Salvador e São Paulo, a Caixa Cultural acrescentou Fortaleza como uma de suas sedes, em Junho de 2012. Os espaços são bem diferentes entre as cidades, mas todos têm em comum a proposta de fomento à arte e cultura, por meio de exposições, shows musicais, teatrais, etc . Também há Editais, programas e oficinas de inclusão social.

Apesar de ficar no antigo prédio da Alfândega, construído no final do século XIX e tombado pelo Patrimônio Histórico, a sede de Fortaleza tem até cheiro de coisa nova. Ao entrar, o visitante caminha por uma alameda verdejante com uma fonte no fundo. Dentro do prédio, há foyer, teatro, café, livraria e salas para exposições.

Shows

A programação dos espaços está em constante mudanças. A Caixa Cultural daqui teve, no início de março, show da cantora Zizi Possi, e terá este fim de semana, dias 15, 16 e 17, três apresentações de Geraldo Azevedo, no show O Canto e a Poesia.  Os ingressos, no entanto já estão esgotados na bilheteria.

Foto: Manoela Cavalcanti
Teatro no qual se apresentará Geraldo Azevedo. Foto: Manoela Cavalcanti

O rápido esgotamento de lugares tem aborrecido parte do público, que fez críticas abertas à instituição, via Facebook. O site da sede Fortaleza ainda não dispõe programação, e também não há informações sobre isso em publicações impressas.

Segundo uma funcionária do local, alguns artistas ainda não haviam confirmado datas, por isso a falta de informações, tanto no site, quanto em folhetos ou folders. Nos dias 22, 23 e 24 de março haverá uma peça teatral chamada “Como Nascem as Estrelas”, uma adaptação teatral do livro homônimo de Clarice Lispector, relacionada a obra literária  A Hora da Estrela.

Salas Expositoras

Orlando Villas Bôas no Xingu. Foto: Manoela Cavalcanti
Orlando Villas Bôas no Xingu. Exposição de Renato Soares

Kuarup – a última viagem de Orlando Villas Bôas é o título da corrente exposição no espaço da Caixa. Com três ambientes interativos, vídeos, fotografias e objetos, a mostra une a história de vida dos irmãos Villas Bôas – missionários em defesa da cultura indígena – e fotografias que documentam uma cerimônia dos índios, o Kuarup, em homenagem a seus mortos.

O Kuarup registrado pelas lentes do fotógrafo Renato Soares, em 34 fotografias, tem uma particularidade: é a última homenagem dos indígenas feita para Orlando Villas Bôas, por isso o título. Provavelmente o único Kuarup em honra a um “homem branco”.

A exposição remonta a vida dos irmãos desbravadores, a relação com a comunidade indígena, assim como a criação do Parque do Xingu e seu legado. Apresenta Orlando Vilas Boas como uma espécie de intelectual aventureiro – um Indiana Jones do Brasil, mas com uma causa verdadeira, premente, nobre, e atualíssima.

Fotografia de Renato Soares
Índio. Exposição de Renato Soares

Serviço

Exposição: de 26 de fevereiro a 7 de abril de 2013 (de terça-feira a domingo)
Horário: das 10h às 20h
Local: Galeria da CAIXA Cultural Fortaleza (CE)
Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema
Entrada: Franca
Classificação etária: Livre
Informações: (85) 3453-2770

Texto: Manoela Cavalcanti

Tenda gigante chama atenção para a exposição sobre Caatinga

 

Foto: Divulgação

Inspirada no livro ‘Caatinga um novo olhar’, da Associação Caatinga, criada em Fortaleza no ano de 1998, está aberto ao público a exposição “Caatinga Um Novo Olhar – Entre Nesse Clima”. Ela traz imagens, informações, maquetes, referente ao único bioma exclusivamente brasileiro, a caatinga. A tenda montada na Praça Central da Universidade de Fortaleza busca fazer um resgaste dessa vegetação tão castigada pelo homem. Na visitação, o público poderá saber mais sobre fauna, flora, assim como ouvir canto de pássaros existentes nessa vegetação, entre outras interações.

Diferentemente do que muitos imaginam, essa floresta não é feita somente de plantas e paisagens secas. A caatinga possui grande riqueza, tanto na fauna, quanto na flora, sem falar nas mais diversas espécies de animais que lá habitam. E é justamente esse lado desconhecido por muitos, que a exposição busca mostrar. Tudo com o objetivo de quebrar o preconceito existente sobre essa vegetação.

Outro aspecto interessante visto na visita é a representação da caatinga na Copa do Mundo de 2014, sediada no brasil. O tatu-bola, espécie tipicamente encontrada na Caatinga, foi oficialmente eleito pela FIFA (Federação Internacional de Futebol Associação) para ser o mascote oficial dos jogos. Conquista de grande importância para todos que busca a preservação desse bioma, para o Nordeste, e especialmente o tatu. Pois com essa escolha, a tendência é criar uma conscientização maior em cima desse animal, com o intuito de evitar sua extinção.

Foto: Divulgação

Vinícius Moreira, estudante, falou sobre a exposição ‘No clima da caatinga’: “Eu acho muito importante porque a caatinga é mal interpretada pela mídia, e com isso as pessoas tem uma informação errada desse bioma que é riquíssimo. E essa exposição mostra ao público o quanto é diversificada tanto a fauna quanto a flora, e quanto a gente aproveita o que esse bioma tem para oferecer. Por exemplo, o mel da jandaia, que vem da abelha-jandaia mostrada num painel da exposição, é um remédio popular bastante conhecido no interior do Ceará. Se acabarem com a caatinga, como é que esse mel vai ser feito? Então, temos que preservar.”, conclui o estudante.

A exposição estará aberta diariamente até terça, dia 9 de outubro, das 9h às 21horas, e aos sábados, das 10h às 18 horas. A entrada é franca. O evento é uma ótima oportunidade para todos, pois esse bioma faz parte da gente, e precisamos conhecer um pouco mais sobre ele.

Texto: Wilson Lennon e Glauber Peixoto

Ex-aluno expõe a mostra Pulsações no Espaço Cultural da Unifor

Painel de LED, que nomeia a exposição. Foto: Marina Duarte

O fotógrafo cearense e bacharel em Publicidade e Propaganda pela Universidade de Fortaleza (Unifor), Rodrigo Frota, está trazendo para o Espaço Cultural Unifor, o seu segundo trabalho, a mostra fotográfica Pulsações. Essa é a segunda vez que a exposição vem à Fortaleza, a primeira foi no Centro Cultural Dragão do Mar, em 2011.

Diferente do seu primeiro trabalho Pictoriais, nessa exposição, o fotógrafo procura despertar a curiosidade do visitante através de fotos que interagem com quem está vendo. É o caso da foto-vídeo que deu origem ao nome da exposição, em que, uma mulher representando uma sereia, fica nadando nua dentro de um aquário cheio de peixes. Em outro ambiente, conhecido como Casa Azul, um espaço totalmente escuro, onde se encontra apenas uma porta com um buraco na fechadura, por lá se vê uma foto tirada na Índia, toda azul.

Rodrigo Frota, autor da exposição, descreve a sensação de estar voltando à Unifor expondo seu trabalho e revela como foi o processo de escolha das fotos que estão expostas. “É uma grande honra mostrar meu trabalho, na universidade que me preparou. Não imaginava tão cedo que um dia iria voltar a Unifor com um trabalho do tamanho que é a exposição. Todos os trabalhos foram editados e escolhidos juntamente com o curador da exposição José Guedes. Minhas obras são apresentadas a ele, e juntos escolhemos o material que mais expressa o tema, por ele criado, para criar a exposição. Foram em torno de 10 dias de escolha do material.”

Rodrigo também explica porque escolheu países como a Índia para ilustrar a exposição. “Os países do sudeste asiático estão entre os meus preferidos. As obras que entraram na exposição são da India, Turquia e Myanmar,onde, nos dois primeiros, viajei ainda este ano para produzir. A escolha dos três países da exposição foi pela mística e exótica cultura que adere uma vasta quantidade de cores, sons e cheiros.” As fotos prometem uma viagem de emoções para quem for conferir. A Exposição vai até o dia 7 de outubro e está aberta ao público de terça a sexta, das 8 às 18 horas, e aos sábados e domingos, das 10 às 18 horas. A entrada é franca.

SERVIÇO

Visitação: 24 de agosto a 7 de outubro de 2012
Aberta ao público de terça a sexta, das 8 às 18 horas, e aos sábados e domingos, das 10 às 18 horas,
no Espaço Cultural Unifor (Av. Washington Soares, 1321, Bairro Edson Queiroz)
Entrada gratuita. Estacionamento no local
Agendamento de visitas guiadas para grupos de visitantes: (85) 3477-3319

Texto: Rafael Vasconcelos

Mostra fotográfica recebe calouros da comunicação da Unifor

As estudantes de Publicidade e Propaganda, Marina Duarte e Debora Queirós, conferem suas fotos na exposição. Foto: Samara Costa

Nesta semana, quem passar pelo bloco T terá a oportunidade de ver a exposição de fotos dos alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade, da Universidade de Fortaleza (Unifor). Ao todo, são 105 fotos que foram produzidas dentro e fora do campus com o intuito de divulgar o trabalho feito pelos alunos e dar boas vindas aos calouros, criando uma perspectiva do que pode ser produzido ao longo do curso.

Os professores de fotografia Julio Alcântara e Jari Vieira, com o auxílio dos alunos, são os organizadores da exposição. Segundo o professor Jari, o número de fotos expostas não chega a metade do total arquivado pelos professores. ”Existe um vasto material, ao todo são 200 fotos, que, depois de uma filtragem, ficaram em 105”.

As fotos fazem parte do material produzido pelas disciplinas de Fotografia 1, Fotografia 2 e Fotojornalismo. A estagiária do FotoNic, Samara Costa, relatou a sensação de estar expondo fotos. “A sensação é ótima, o reconhecimento das pessoas é grande ao ver as nossas fotos expostas.”

Texto:  Rafael Vasconcelos
Orientação:  Profa. Adriana Santiago