[Ensaio] O que tem no mercado?

Vista do Mercado São Sebastião. Foto: Eduardo Cunha
Vista do Mercado São Sebastião. Foto: Eduardo Cunha

O ensaio de hoje foi feito no Mercado São Sebastião pelo aluno de Publicidade e Propaganda da Unifor, Eduardo Cunha. O aluno, que também é o bolsista da central de fotos do Núcleo Integrado de Comunicação (NIC), fotografou um dos mercados mais tradicionais da cidade de Fortaleza.

Panelada, carneiro, tripa, celular, lâmpada, carne moída, Deus, língua ao molho, torneira, almofada, assado de panela, acerola, cano, ralo, sarrabulho, bicicleta, privada, fígado, cordel, placa, panela, cueca, galinha caipira, almodega, peixe, graviola,  alho, colher, sapato, cinto e planta medicinal. Tudo com atendimento personalizado. O ensaio faz parte de um grupo de fotógrafos, 202b,  dedicado a desenvolver um trabalho autoral independente, usando o universo das artes visuais, ao transitar em linguagens como vídeo, fotografia, pintura e desenho.

[Ensaio] Cores, perfumes e sabores em feira da CEASA

Foto: Thiago Gadelha
Foto: Thiago Gadelha

O fotógrafo do PhotoNIC, Thiago Gadelha, fotografou a CEASA- CE (Centrais de Abastecimento do Ceará S.A). O ensaio, marcado por sensibilidade em cada registro ao captar os contrastes entre os personagens do cenário, provoca reflexão sobre o comportamento do consumidor e a vida na cidade grande. “Mesmo em um grande centro urbano você encontra uma feira com uma grande estrutura e percebe o desperdício. Uns vão à feira para comprar coisas para abastecer suas casas e outros vão catar as sobras, ou, popularmente, a xepa. Aguçar a percepção dos que analisarem as fotografias quanto a diversidade de cores, perfumes e sabores é uma das metas do ensaio”, explica Thiago Gadelha.

Texto: Janine Nogueira

Confira a galeria:

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Alimentos Orgânicos – Por que vale a pena consumir?


Produzidos em total simetria com a natureza, os alimentos orgânicos são isentos de substâncias químicas nocivas ao organismo. Além de ter valor nutricional maior, ou seja, mais nutrientes, são mais saborosos, não agridem ao planeta e contribuem para o desenvolvimento da agricultura familiar. Essas são dicas importantes da nutricionista Gisele Pacheco.

Ela fala ainda que está na maneira como são produzidos os alimentos, ou na forma de tratar dos animais, as principais diferenças entre os produtos orgânicos dos comuns. Seguindo critérios rígidos de produção como, não utilizar agrotóxicos no seu cultivo, ou na criação de animais, não utilizar remédios ou hormônios, que esse benefício está cada vez mais conquistando o mercado brasileiro.

Apesar da comida adquirir mais sabor, e as substâncias tóxicas ficarem fora do seu prato, as vantagens são numerosas e vão além. Segundo a nutricionista, a comida orgânica também pode contribuir na melhoria do solo, na qualidade da água, na redução do aquecimento global, na colaboração com a biodiversidade, e até no incentivo ao pequeno agricultor. “Com sua compra, os pequenos produtores não se sentem tentados a abandonar o campo, ou se entregar ao uso de defensivos agrícolas que põem em risco a vida de sua família”, explica Gisele Pacheco.

Um dos fatores que causam mais receio a população, na compra desses produtos, é o preço elevado. O alimento orgânico é mais caro por ter uma escala de produção baixa, e por ter também, ainda, uma demanda maior que sua oferta. “Pra mim, o investimento é válido, pois mesmo que se pague um pouco mais, se aproveita em dobro com o sabor. Comer orgânico é um passo na direção da minha saúde e na saúde do planeta”, declara a estudante, Ana Paula, que faz uso de produtos orgânicos há cinco anos. “Meu corpo, saúde, bem-estar físico e mental sentiram um impacto de incrível melhoria. Frutas e verduras podem até não parecer tão perfeitas como as “plastificadas” que se vê nas prateleiras, mas o sabor, não tem igual”, conta com satisfação.

Em Fortaleza

Além da comida orgânica ser encontrada em algumas redes de supermercado, lojas e restaurantes, os produtos também podem ser achados todas as manhãs de terça-feira na feira agroecológica da ADAO (Associação para o Desenvolvimento da Agropecuária Orgânica), que é realizada, desde 1997, no Mercado dos Pinhões.

De acordo com Wagner Pedrosa, que trabalha com produtos agroflorestais e participa da feira há 12 anos, existe uma grande procura por alimentos orgânicos, porém, muitas vezes, apenas quando o cliente necessita do produto por questões de saúde e não pela consciência ambiental. “Os produtos mais procurados são os tradicionais, alface, cebola, tomate, cenoura, beterraba e frutas. A feira da ADAO tem uma grande quantidade e variedade de produtos, mas as pessoas ainda são muito tradicionais e resistem à novidade de sabores”, declara.

Na feira da ADAO, o preço não flutua com o mercado, e o produto vem direto do produtor, onde o consumidor paga pelo peso que leva de cada produto e não pela unidade, com isso, o preço fica mais em conta e acessível que nos supermercados, é o que conta o produtor Wagner Pedrosa.

Feira da ADAO

Local: Mercado dos Pinhões
Dia: Somente terça-feira
Horário: das 6H às 13H

Texto: Marina Freire