Cineclube estimula debate

logo cineclubeO professor Marcio Acselrad já é figura conhecida por grande parte dos graduandos da Unifor – principalmente daqueles que mais circulam pelos blocos de Jornalismo e Publicidade. Na direção do Cineclube há cerca de 10 anos, o docente pode ser visto, quase sempre, munido de chapéu e bom humor – quem sabe, coordenar o Laboratório de Estudos do Humor (Labgraça) tenha algo a ver com isso.

Quanto ao Cineclube, Acselrad conta que o intuito é “formação de plateia, estimular o pensamento crítico”. Como se trata de uma atividade de extensão, ou seja, não é preciso estar matriculado em nenhum curso para participar, não raro, integrantes e debatedores de outras praças e universidades acrescem os encontros. A característica agrega um viés democrático à atividade, que não requer inscrição prévia, e é gratuita.

Foto: Arquivo pessoal
Foto: Arquivo pessoal

Segundo Acselrad, nesses dez anos houve muitas mudanças no formato. “O projeto começou como uma provocação”, conta. A ideia da exibição de filmes fomentando debates já existia, mas ainda não havia engrenado. Apreciador da sétima arte, e vendo “cinema desde que se entende por gente”, o professor decidiu pegar para si, a tarefa.

Agora, as sessões integram a programação da TV Unifor. No início era bem diferente, o registro dos debates era feito de forma bem amadora, e já chegou a haver duas sessões por semana.

 E o formato atual?

A exibição dos filmes acontece todas as quintas-feiras, às 13h30, seguido de um debate que é registrado para a TV. A seleção da programação fílmica é bem livre. “A escolha é nossa. Debatedores, estudantes… todos são bem vindos a participar e sugerir”, diz Marcio.

Em parceria com o Centro de Ciências Jurídicas (CCJ), e coordenação do professor Felipe Barroso, uma vez por mês é o CCJ que escolhe o filme.

Confira a programação do mês de março, e participe também:

cineclube program

Texto: Manoela Cavalcanti

[Claquete] Um por todos e todos por um

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Quando Alexandre Dumas pensou em escrever essa história não imaginou o que Hollywood poderia fazer com ela. Mesmo sendo um filme de uma narrativa bem conhecida, em 2011 ele ganha uma nova roupagem, ou melhor, um novo estilo, que mistura os efeitos especiais, a tecnologia do 3D e um roteiro mais fiel ao livro. Foi assim que o diretor Paul W. S. Anderson construiu o longa “Os Três Mosqueteiros”.

Muitos já conhecem a história de D’ Artagnan (Logan Lerman) e seu sonho, alimentado pelo pai, de ser um mosqueteiros do rei da França. Antes mesmo de chegar ao seu destino, ele começa a enfrentar muitos obstáculos, entre eles um tiro acertado por um desconhecido. Ao chegar a França, ele conhece os outros mosqueteiros Athos (Matthew Macfadyen), Aramis (Luke Evans) e Porthos (Ray Stevenson). É nesse momento que a história toma direções distintas, pois o drama do filme não é fazer com que o cardeal saia do poder ou algo do gênero, mas recuperar uma joia em cinco dias e evitar uma guerra, planejada pelo cardeal Richelieu (Christoph Waltz).

Com efeitos especiais, tiradas engraçadas, lutas incríveis e um elenco de atores sensacionais, esse filme consegue ser o mais próximo da historia contada por Alexandre Dumas em seu livro. E, caso o telespectador ainda queria mais, no final o diretor ainda deixa margem para ser lançado uma continuação a essa aventura.

Ficha Técnica
Ano: 2011
Direção: Paul W.S. Anderson
Gênero: Aventura , Ação , Romance
Duração: 1h 50min

Texto: Thais Moreira

[Claquete] Relacionamento à distância é tema de romance indie

Foto: Divulgação

Loucamente Apaixonados (Like Crazy) está na lista dos novos filmes indies, que são chamados assim pois são considerados independentes dos grandes estúdios, de acordo com o site Colherada Cultural. 500 Dias com Ela (500 Days of Summer) e Namorados Para Sempre (Blue Valentine) são exemplos famosos, mas recentemente um novo título entrou nessa lista.

No filme Loucamente Apaixonados, Jacob (Anton Yelchin), um rapaz americano, estudante de Design, se apaixona pela britânia Anna (Felicity Jones), que quer ser jornalista, durante a faculdade. Os dois terão que enfrentar a distância, pois Anna viola seu visto no país para poder passar mais tempo com o namorado. Quando sua irregularidade é descoberta, após uma breve viagem de volta da Inglaterra, ela será deportada e ambos terão que enfrentar um relacionamento à distância.

Foto: Divulgação

O filme soa clichê e comum aos olhos do telespectador, mas é difícil saber o que vai acontecer no fim da história. No seu decorrer, o casal conhece e tenta se relacionar com outras pessoas, sem conseguir ter o mesmo sentimento que tinham um pelo outro. A diferença de Loucamente Apaixonados para outros filmes de romance é que este tenta mostrar de forma mais real como sobreviver a esse tipo de relacionamento.

Vencedor do grande prêmio do júri em ficção do Festival de Sundance em 2011, com um enredo doce, mas sem ser enjoativo, o filme gera emoções em quem o assiste: desde à raiva em meio a lágrimas, tristeza, ansiedade e vontade de ver novamente.

Ficha Técnica

Título original: Like Crazy
Ano: 2011
Duração: 90 minutos
Direção: Drake Doremus
Gênero: Drama, romance, indie

Texto: Lidiane Almeida

[Claquete] O que é amizade?

Foto: Divulgação

Em “Até a Eternidade” podemos conferir a solidez de uma amizade, mesmo entre pessoas tão diferentes e inconstantes. Na trama, os dramas aparentemente banais de um grupo de amigos, tomam proporções significantes. São questionamentos reais que configuram uma proximidade das personagens com o espectador.

O filme narra a história de um grupo de amigos que costuma passar férias na casa de praia de Max (François Cluzet). Dessa vez, a turma decide seguir com a viagem, mesmo que um dos amigos, Ludo (Jean Dujardin), tenha se acidentado gravemente. Um clima de melancolia se estabelece no ar, porque, além do amigo hospitalizado, cada um deles traz problemas pessoais aos quais não conseguem lidar muito bem e problemas agravados pela longa convivência.

“Até a Eternidade” induz à reflexão sobre a força da amizade. Mesmo assim, com o desfecho emocionante que o filme traz, podemos perceber que além de tudo isso, os amigos importam e estão dispostos a dar apoio àquele que precisa.

Ficha Técnica
Título original: Les Petits Mouchoirs
Direção e Roteiro: Guillaume Canet
Duração: 154 min.
Gênero: Comédia, drama.

Texto: Iara Sá

[Claquete] Quando sentimentos são iguais

Foto: Divulgação

O filme  Busca Implacável 2  começa levantando um questionamento inesperado. Bryan Mills, personagem interpretado por Liam Neeson, no primeiro longa, salvou sua filha Kim (Maggie Grace) dos traficantes sexuais da Tropoja. Para isso, assassinou muitos integrantes dessa máfia. Nessa sequência do filme os pais e irmãos dos mortos estão a procura de vingança. Interessante ver que, mesmo sendo criminosos, o pesar e a dor é a mesma, tanto que para eles não faz diferença, querem causar essa mesma dor em Bryan e, neste filme, todos serão sequestrados.

A famosa frase trailer do primeiro filme, “Vou te perseguir, vou te encontrar e te matar”, dessa vez é proferida Murad Krasniqi (Rade Serbedzita), líder da operação de vingança e ele promete as viúvas feitas por Bryan “Vou procurá-lo, vou trazê-lo para vocês, e derramarei o seu sangue em nossa terra”.

O longa segue no mesmo estilo do primeiro, contendo muitas cenas de perseguições a pé e de carro, lutas incansáveis, e uma boa dose de suspense. Boa parte da trama se desenrola em Istambul, maior cidade da Turquia, conhecida pelas grandes e belas Mesquitas. O roteiro acabou pecando por ser um pouco previsível, mas, satisfaz bastante no seu propósito de entretenimento. O uso de flashbacks (retorno ao passado) é muito bem usado, essa técnica prende a atenção dos cinéfilos em gêneros de ação. As paisagens também merecem destaque, contribuem de forma sútil para transportar o espectador para dentro da telona.Para quem gosta de uma boa ação, é um filme imperdível.

Texto: Bárbara Guerra e Caio Pinheiro