Para o Muvic, todo dia é dia do índio no Ceará

Foto: Muvic

“Acho uma bobagem só lembrarem do dia do índio nessa data (19 de abril), mas é, sim, para ser lembrado todos os dias”, comenta com convicção Carmem Luisa Chaves, a professora Kalu, da Unifor, ao falar sobre as comemorações de hoje que lembram o dia do índio. Carmem Luisa, juntamente com as colegas Alessandra Oliveira e Lisie Sancho, tem autoridade para dizer uma frase dessas porque foi idealizadora do projeto Museu Virtual do Índio Cearense (MUVIC), recentemente premiado, a nível nacional, como o melhor Projeto de Pesquisa pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). O Muvic foi criado há exatamente um ano, no Dia do Índio.

Esse projeto engloba também trabalhos de campo e estudos que foram feitos por alunos dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. Nasceu com o objetivo de resgatar as histórias indígenas conversando diretamente com os índios. A produção do Muvic gira em torno também em vídeos produzidos com a participação de índios cearenses nas aldeias dos Tapeba feitos por alunos e professores. Além dos Tapeba, existe no Ceará diversas etnias, são elas: Tremembé, Anacé, Tapeba, Pitaguary, Jenipapo-Kanindé, Kanindé, Tabajara, Tapeya-Kariri, Kalabaça, Potyguara, Kariri, Tupinambé, Gavião e Tubiba-Tapuia.

Além das participações dos índios, o projeto também traz ensaios fotográficos, produções radiofônicas, vídeos e artigos que já foram feitos pelos integrantes do Museu. De acordo com a descrição no site, o Muvic caracteriza-se como um acervo da cultura indígena do Ceará, além de ambiente para construção e distribuição do saber entre alunos de ensino médio, superior e pesquisadores da área.

Mais informações: 
http://muvic.com.br/

Texto: Vivian Roriz
Orientação: Adriana Santiago