Programa oferece bolsas de intercâmbio para alunos da Unifor

bolsa ibero americana
Foto: Divulgação

Estão abertas as inscrições, até o dia 11 de maio, para o Programa Santander Ibero-Americano. Dez alunos da Universidade de Fortaleza serão selecionados para participar do intercâmbio acadêmico de seis meses em uma das 57 instituições de ensino. As universidades são da Argentina, Espanha, Chile, Colômbia, Portugal e Porto Rico.

Os interessados devem estar regularmente matriculados e terem entre 30% a 70% de conclusão do curso. Além disso, precisam apresentar a Performance de Média Global (PMG) igual ou superior a 8.0 (oito), não conter reprovação e ter proficiência no idioma espanhol. Os estudantes devem, ainda, possuir passaporte e nacionalidade brasileira, ou serem natos, com idade maior que de 18 anos.

Para efetuar a inscrição, é preciso apresentar à Divisão de Assuntos Estudantis (DAE) os seguintes documentos: histórico acadêmico, carta de motivação (com no máximo duas laudas, explicando os motivos em participar do programa), cópia do passaporte (com validade mínima até dezembro de 2015) e cópia do certificado de conclusão do curso de Espanhol (ou apresentar o Diploma de Espanhol como Língua Estrangeira -DELE). No final do processo, deve haver a comprovação da inscrição no portal do Santander.

A seleção será efetuada por meio de uma prova (escrita, objetiva, de múltipla escolha, composta por 30 questões), uma entrevista (entre os dias 19 a 23 de maio). A última composição da nota será a inclusão da PMG. O resultado está previsto para o dia 2 de junho.

Foto: Arquivo pessoal
Carola Riffel. Foto: Arquivo pessoal

A estudante de psicologia da Unifor, Carola Riffel, participou em 2012 do programa, com intercâmbio na Universidade Empresarial Siglo 21, na Argentina. Segundo ela, essa oportunidade rendeu experiências válidas para sua carreira profissional, além do conhecimento de outro idioma. “O contato com outra cultura, a vivência em outra universidade, a prática do idioma, proporcionou o aperfeiçoamento do meu curso em outro país. É importante saber espanhol, mas falar diariamente possibilita o domínio da língua”, relembrou.

O Programa

Este programa foi lançado em 2011, com o intuito de promover intercâmbios acadêmicos anuais, até 2015, para graduandos em 10 países da região Íbero-Americana. Cada um recebe uma bolsa de estudos no valor de 3 mil euros, que devem ser utilizados como auxílio para custos como transporte, hospedagem e alimentação.

Mais informações: www.santanderuniversidades.com.br/bolsas

Texto: Fernanda Façanha

Unifor oferta vagas para intercâmbio na Argentina

Foto: Divulgação
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A Universidade de Fortaleza (Unifor) abriu inscrições para o Programa Santander Ibero Americano 2013. Os alunos selecionados serão contemplados com uma bolsa de estudos, no valor de três mil euros cada, para universidades na Argentina com validade para o primeiro semestre de 2014.

Estão sendo ofertadas seis vagas, sendo duas para o Centro de Ciências da Saúde, duas para o de Tecnológicas, uma para o da Comunicação e Gestão e uma para o curso de Direito. As inscrições podem ser realizadas até o dia 2 de agosto, no portal do Programa Santander Universidade.

Já para protocolar os documentos, o estudante precisa comparecer à Central de Atendimento Unifor/DAE  portando histórico acadêmico, cópia do passaporte com validade mínima até dezembro de 2014, cópia da proficiência no idioma Espanhol (ou certificado de conclusão de curso do idioma Espanhol), comprovação da inscrição no portal do Programa Santander Universidades e carta de motivação de, no máximo, 2 (duas) laudas em que o aluno deverá expor os motivos pelos quais deseja participar do programa.

O programa busca promover a mobilidade de estudantes de graduação entre universidades ibero-americanas concedendo bolsas de estudo para universidades brasileiras. Em 2012, a iniciativa concedeu 530 bolsas de estudo para 88 universidades brasileiras. Este ano, em sua 3º edição, a iniciativa ampliou ainda mais seu impacto ao beneficiar 800 universitários de 110 Instituições de Ensino Superior.

Texto: Janine Nogueira

Busca por intercâmbio cresce entre universitários

O meio acadêmico é um espaço que deve ser aproveitado pelos alunos de todas as maneiras possíveis. Além de oportunidades de estágios, grupos de pesquisa e projetos, uma alternativa muito procurada ultimamente é o intercâmbio acadêmico. A oportunidade de visitar outro país e ainda ter a chance de estudar um idioma e conhecer culturas diferentes é uma experiência que enriquece muito a formação de qualquer profissional, além de proporcionar uma bagagem bem mais rica.

Foto: Arquivo pessoal
Mariana na Salamanca. Foto: Arquivo pessoal

Mariana Bandeira, estudante de Direito, foi para Salamanca no primeiro semestre de 2012. “Valeu muito a pena porque pude conhecer bastante a Espanha e também viajei muito para outros países que eu sempre quis conhecer: Inglaterra, França, Polônia, República Tcheca etc”. As histórias, claro, são muitas. “Teve uma viagem também que peguei um trem de Cracóvia pra Praga em que quase ninguém sabia falar inglês e fiquei com medo de estar indo na direção errada. Em Londres, eu e meus amigos fizemos a reserva de um albergue e quando chegamos, vimos que era do lado de um crematório e cemitório.”

Mariana em Praga. Foto: Arquivo pessoal
Mariana em Praga. Foto: Arquivo pessoal

Ela escolheu a Universidade de Salamanca por ser uma das mais antigas do mundo, com quase 900 anos, e por ser uma das melhores na área de Direito. Ela é um dos destinos preferidos dos alunos, principalmente por não exigir o diploma de conclusão de espanhol, diferente das outras que exigem a proficiência na língua local.

Matheus Aguirre, também estudante de Direito, foi para lá no mesmo período que Mariana. Ele escolheu Salamanca porque já tinha ouvido falar sobre como era bonita e recebia pessoas de diversos países. Matheus sempre teve vontade de fazer intercâmbio e procurou agências de viagem, mas achou que valeria mais a pena ir pela Universidade.

Matheus em Londres. Foto: Samuel Carvalho
Matheus em Londres. Foto: Samuel Carvalho

“Posso dizer que foi a melhor coisa que já fiz na vida. Conheci gente do mundo inteiro e lugares que sempre sonhei em conhecer.Eu faria de novo e indico pra qualquer um que queira fazer!”. Mas, como em toda viagem, imprevistos acontecem. “Posso citar um ‘golpe’ que levamos do corretor de imóveis, assim que achamos o apartamento pra morar. Acabamos perdendo um dinheiro considerável nisso. Não foi umas boas-vindas muito legal não, mas serviu pra mostrar pra gente que temos que ficar espertos em qualquer lugar do mundo!”

Para aqueles que querem tirar um tempo só para se dedicar ao estudo de outra língua, a viagem também vale a pena. Camila Carvalho, recém-graduada em Jornalismo, viajou por conta própria com as amigas para estudar inglês. Elas fecharam um pacote em uma agência e estão passando seis meses em Londres. “Eu me formei no final do ano passado e vim para estudar inglês em vista da Copa e pretendo fazer algum curso dentro da àrea de jornalismo aqui”. Elas mantêm um blog em que contam suas experiências em um país desconhecido.”

Foto: Arquivo pessoal
Camila e amigas. Foto: Arquivo pessoal

Ainda dá tempo

As inscrições na Unifor para o segundo semestre de 2013 vão até o dia 28 de março, na Assessoria de Assuntos Internacionais, e são mais de 160 instituições conveniadas. Para participar, o aluno deve estar devidamente matriculado na graduação e ter no mínimo 50% dos créditos concluídos da grade curricular, dominar o idioma da universidade   de destino, caso ela o exija, ter o PMG igual ou superior a 7,0 e não estar cursando o último semestre.

A taxa de inscrição é de R$297,00 (não reembolsáveis) e o passaporte deve estar válido no momento da inscrição. O aluno fica responsável pelas suas despesas relativas à hospedagem, alimentação, passagens aéreas e/ou terrestres, visto e seguro/saúde. Ao voltar de viajem, o aluno deve procurar a Divisão de Assuntos Estudantis, DAE, para fazer o aproveitamento de cadeiras, conforme as normas da Unifor.

Marília Ceres em Buenos Aires. Foto: Arquivo pessoal
Marília Ceres em Buenos Aires. Foto: Arquivo pessoal

Marília Ceres, estudante de Jornalismo, está planejando ir para Buenos Aires. “Eu quero fazer intercâmbio porque pra minha profissão me parece ser essencial. Não só pelo aprendizado do idioma, mas pelo contato com pessoas que vivem em outra cultura. Como jornalista, vou ter que aprender a lidar com todo tipo de gente e situação, começar por aí seria ótimo. Escolhi Buenos Aires porque já visitei duas vezes e sou apaixonada pela cidade. juntar o meu carinho por lá com a vontade de fazer intercâmbio só pode resultar em algo bom.”

Oportunidade

Esse ano, para comemorar os 40 anos da universidade, a Unifor vai premiar 4 alunos, um de cada centro, com bolsas para 13 universidades. As inscrições vão até amanhã, dia 15 de março no DAE. Os interessados devem levar o histórico acadêmico com média igual ou superior a 8,0 e nenhuma reprovação, carta de motivação, cópia do passaporte válido até no mínimo junho de 2014 e cópia da proficiência no idioma do local escolhido.

Texto: Thaís Praciano

Intercambistas no campus: do mundo para Fortaleza

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A colombiana, Valentina Martinez (ao centro), com amigos que conheceu na Unifor.

As belezas cearenses parecem atrair cada vez mais admiradores. A prova disso é que Fortaleza é o 3º destino mais procurado entre os brasileiros e, conforme estatísticas do Ministério do Turismo (Mtur) referentes ao ano de 2010, Ceará é o 7º estado mais visitado por viajantes de outros países, com cerca de 95 mil visitas durante todo o ano.

Mas não é só em relação às belezas naturais e culturais que a capital cearense se destaca. Outro fator que está atraindo estrangeiros para Fortaleza é a formação acadêmica. Todos os anos, a Universidade de Fortaleza recebe uma grande quantidade de alunos estrangeiros no programa de intercambio universitário. A maioria desses alunos são franceses e o curso com maior número de intercambistas é o de Comércio Exterior.

A Unifor possui convênio com mais de 100 instituições de ensino superior, distribuídas em 20 países. Desde 2001, a assessoria internacional da Universidade de Fortaleza, responsável pelo intercambio acadêmico, trabalha para promover e estimular a pratica do intercambio cultural, além de constantemente promover eventos e palestras internacionais. É também o setor responsável por recepcionar esses alunos. Porém, apesar de, no geral, apresentar um resultado satisfatório, ainda há uma serie de fatores que poder ser aprimorados na forma como os alunos intercâmbistas são recebidos.

Ao chegar a um país estrangeiro, o aluno necessita de um acompanhamento, não somente em relação à papelada exigida pela universidade, as normas e as disciplinas que ira cursar. É preciso receber bem o aluno intercambista e ajudá-lo em sua adaptação ao novo país, à nova língua e aos novos costumes. Quando bem recepcionado, além de rapidamente se habitar, o aluno apresenta um maior rendimento durante todo o período em que está estudando fora de sua terra natal.

Tendo isso em vista, o programa Erasmus Student Network (ESN), um das maiores associações estudantis interdisciplinares da Europa, foi fundado em 1989 para prestar apoio ao aluno estrangeiro. O programa está presente em 339 instituições de educação, distribuídos entre 34 paises. Nas universidades onde o programa ESN existe, além da ajuda acadêmica da coordenação universitária, o aluno estrangeiro recebe o apoio dos voluntários ESN. São estudantes nativos ou que residem no país há bastante tempo que se voluntariaram para ajudam na recepção dos alunos intercambistas.

545599_289136644534634_369981870_nDe acordo com Lucas Dantas, aluno do curso de jornalismo na Unifor, que esteve no intercâmbio acadêmico na Espanha semestre passado, a ajuda dos voluntários é essencial para a adaptação inicial do aluno. “Eles ajudam desde o primeiro momento. Normalmente, são os primeiros amigos que o aluno estrangeiro faz e eles ajudam muito na socialização, o que é muito importante para a adaptação de qualquer um que recém chega a um novo país.”. Mas não é apenas no quesito socialização que o grupo de voluntários ajuda. Eles recepcionam os alunos no aeroporto ou estação, ajudam na busca da moradia, além de promoverem viagens e encontros.

A estudante colombiana, Valentina Martinez, participou do programa de intercambio acadêmico da Unifor no ano de 2011. Apesar de considerar uma das melhores experiências já vividas, a estudante de audiovisual afirma que a principio teve algumas dificuldades da adaptação. “Por sorte, eu me envolvi em projetos da universidade e consegui fazer mais amigos, mas alguns dos colombianos que estiveram comigo em Fortaleza não tiveram o mesmo êxito. Ficavam somente entre eles, não praticavam o português, e nem eram incentivados a se socializar”, afirma. Valentina é um dos exemplos de como o rendimento do aluno é maior quando bem socializado. Dos três intercambistas colombianos que vieram a Fortaleza junto com Valentina, ela foi a única que decidiu ficar por mais um semestre.

“Uma das primeiras coisas que fiz desde que voltei do intercambio foi tentar me inscrever como voluntário para ajudar os intercambistas, mas para a minha surpresa, a Unifor não tem esse tipo de programa”, lamenta Lucas Dantas, que gostaria de ajudar os alunos estrangeiros da mesma forma que foi ajudado na Espanha.

As vantagens de aderir a esse tipo de programa de apoio entre alunos não são apenas para o aluno que vem de fora, mas também para os alunos da Unifor. Com a existência de um programa como esse, os alunos teriam a oportunidade de interagir diretamente com pessoas de outras nacionalidades e culturas, o que seria um aprendizado valioso, além de ajudar na socialização de um aluno estrangeiro. Sem dúvidas, seria um acordo onde todos sairiam ganhando.

Texto: Rebeca Marinho

[Série] Copa: estudantes fazem intercâmbio para aprender inglês

Matéria produzida pelos alunos da oficina de jornalismo 2012.1

João (canto esquerdo) com amigos em Intercambio na Irlanda. Foto: Arquivo Pessoal

Desde janeiro deste ano, o estudante de Jornalismo, João Bandeira Neto e um grupo de amigos viajaram para a Irlanda com o objetivo de aprender a falar inglês fluente. O que levou João a fazer a viagem foi a oportunidade de trabalhar na cobertura da Copa do Mundo 2014. Apaixonado por futebol, ele uniu o útil ao agradável. “Ter um curso de inglês tornou-se algo indispensável para qualquer profissional do Jornalismo. Aproveitei a proximidade da Copa e a necessidade de melhorar meu inglês para fazer o intercâmbio. Posso dizer que o Mundial acelerou a necessidade de ter esse curso.”

Fazer o curso fora do Brasil aumenta as chances de aprender a língua mais rápido e com mais eficiência. João conta o motivo de ter feito essa escolha. “Acho perfeito para melhorar o inglês morar em um país onde se fala a língua. Além disso, amadurecemos com as experiências de vida que temos aqui (na Irlanda), fora também que podemos conhecer vários países e culturas.”

Aprenda a falar inglês no Brasil
A língua inglesa sempre foi uma das mais procuradas nos institutos de idiomas mesmo antes de Fortaleza ser escolhida para sediar a Copa do Mundo 2014. Com a confirmação do evento na Capital, a procura pelo idioma aumentou tanto por parte dos estudantes como de profissionais já formados, conforme conta a coordenadora geral do Instituto Poliglota, Florice Gogadze.

“Nós não temos dados específicos que apontem o aumento da procura pelo curso de inglês, mas quem nos tem procurado fala que o objetivo da matricula é pensando nas oportunidades que a Copa vai proporcionar.”
Ainda segundo Florice, há cursos direcionados para fins específicos, aonde profissionais do Turismo, Medicina, taxistas entre outros, vão em busca de aprender ou aprimorar o inglês. A coordenadora do instituto também aponta a área que desperta mais interesse e procura para estudar o idioma. “Profissionais da área de negócios são os que mais procuram nossos cursos, mas muitas vezes a própria empresa nos procura para capacitar seus profissionais.”

Procura tardia

Faltam menos de dois anos para o Mundial e os estudantes não param de procurar o curso. Contudo, a coordenadora da unidade de ensino considera essa busca pelo aprimoramento profissional tardia. “Não é do dia para a noite que se aprende a falar uma língua estrangeira, é necessário tempo hábil para a preparação e principalmente para aqueles alunos que fazem o curso no setor de negócios.”

Investimento
Para fazer o curso regular de inglês, o estudante tem que desembolsar R$ 775 – são oito semestres. Caso queira aprender inglês para fins específicos, deve ser investida a quantia de R$ 980.
Se preferir e tiver condições de fazer um intercâmbio para a Irlanda, vai ter que investir cerca de R$ 12 mil, incluindo o curso, e os três mil euros que tem que comprovar para entrar no país.

Texto: Renata Pimentel e Waleska Santiago
Orientação: Profa. Adriana Santiago