Ciberdebates traz palestra sobre a Internet das Coisas

1926665_633279780082319_7751951797667173403_nCom um formato diferenciado, a segunda edição do Ciberdebates de 2014 tem como tema A Internet das Coisas. O evento, promovido pelos alunos de Comunicação Social da Universidade de Fortaleza (disciplinas de Oficina de Jornalismo e Sociedade da Informação e Tecnologia), será realizado nessa sexta, 25, de 8h às 11h, no Teatro Celina Queiroz.

O palestrante é o doutor em Sociologia, professor de Comunicação Social da Universidade Federal da Bahia e pesquisador de cibercultura André Lemos, que aproveita a ocasião para lançar seu último livro A Comunicação das Coisas. A mediação será articulada pela professora e editora da Agência Frei Tito de Alencar para a América Latina (ADITAL) Adriana Santiago.

O professor Eduardo Freire, um dos coordenadores do projeto, ressalta que “diferentemente das outras edições, essa será uma palestra, pois não haverá debate entre os convidados e o público”. Segundo ele, o tema do evento foi escolhido por sua relevância. “A Internet está além das pessoas, pois as máquinas se comunicam entre si e não dependem de acionamento. Os dispositivos também facilitam a vida das pessoas, mas quais são os resultados disso?”.

Texto: Victor Lima

Serviço

Ciberdebates

Data: 25 de abril

Horário: 8:00 às 11:oo

Local: Teatro Celina Queiroz – Universidade de Fortaleza

 

 

Unifor Mobile traz praticidade para alunos

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Neste ano, a Universidade de Fortaleza trouxe para os alunos uma novidade: o Unifor Mobile, compatível com as plataformas android e iOS (versões 7.0 e posteriores). O aplicativo foi criado com a intenção de facilitar o acesso à notícia, mapa do campus, troca de mensagens e informações, como notas e frequências.

Após algumas semanas disponível para download, o app  apresentou, inicialmente, problemas. Um erro no sistema ao tentar abri-lo era constantemente relatado pelos usuários, e a dificuldade de baixá-lo no iTunes também era comum. Em reposta a isso, os criadores resolveram lançar uma nova versão, 1.3. “Ainda estamos em fase de teste e de desenvolvimento. Nessa primeira fase nosso foco são os alunos, na segunda fase serão os professores. Eles poderão fazer a chamada dos alunos e lançar notas. Por fim, o foco será os funcionários do DAE” , declara Ney Moura, integrante do grupo responsável pela criação.

Com um novo visual e a separação por categorias, além de notificações de torpedos, o aplicativo melhorou sua estabilidade. “Ainda falta muita coisa, a nova versão 1.3.1 está por vir, estamos corrigindo pequenas falhas na operação no código, novas telas e um layout moderno na parte das disciplinas serão as novidades”, destaca Ney.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Contudo, muitos alunos ainda não sabem da existência do aplicativo. “Não há muita divulgação pela instituição”, relatou a estudante Vanessa de Carvalho. Segundo Ney, essa é uma reclamação que logo será selecionada. “Como estamos em fase de teste, ainda não divulgamos muito. O próprio setor de marketing da Unifor fará isso, um link no site da universidade ficará disponível para download”.

O aluno do curso de Ciências Contábeis Simão Guimarães e usuário do Unifor Mobile sugeriu que tipo de melhorias o aplicativo pode ter.“É fácil o acesso, não há nenhuma erro de programação, mas poderia haver melhoras na performance do aplicativo, sendo mais fácil o acesso a certos pontos, como a visualização de torpedos, que tem uma grande importância para os alunos, pois é uma fonte de maior acessibilidade e rapidez na comunicação aluno-professor e aluno-universidade”.

Texto: Victor Lima 

Ciberdebates de olho nos “Rolezinhos”

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A primeira edição do Ciberdebates de 2014 acontecerá no próximo dia 13 às 9 horas, no Teatro Celina Queiroz. Organizado pelos alunos das disciplinas Sociedade da Informação e Tecnologias e de Oficina de Jornalismo, o evento tem como foco das discussões do fenômeno social Rolezinho.

Para o debate, os estudantes convidaram Preto Zezé, produtor cultural, ativista e Presidente Nacional da Central Única das Favelas (CUFA), Magela Lima, jornalista formado pela UFC, tem mestrado em Teatro pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e atualmente é Secretário de Cultura de Fortaleza; Luís Fábio Paiva da Silva, professor de Sociologia do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Ceará (UFC).

“O rolezinho é a primeira mobilização social da internet, até então focada nas classes médias e mais altas, voltada para a periferia e que ganhou repercussão nacional. Isso mostra que a internet é um fenômeno massivo, interessante discussão a se trazer para universidade”, explica a professora da disciplina de Sociedade da Informação, Alessandra Oliveira.

O evento emitirá certificado de participação.

Entenda o Rolezinho

O “Rolezinho” surgiu no Facebook, quando 6 mil jovens marcaram de se encontrar no estacionamento do Shopping Metrô Itaquera em São Paulo, para ouvir Funk Ostentação, derivação do ritmo carioca que faz maior sucesso na periferia das grandes cidades.

O grupo reunido no estacionamento resolveu entrar no shopping e se formou uma grande confusão, pessoas que se encontravam no interior do centro comercial imaginaram ser um arrastão. E foi ai que brasileiros ouviram falar do movimento, porem o movimento já acontecia na periferia de São Paulo.

Serviço

Ciberdebates

Dia: 13 de março

Horário: 9h

Local: Teatro Celina Queiroz

Entrada gratuita

Texto: Mike Lucas

“Não existe professor de ‘coisa’, mas sim professor de ‘aluno'”

Foto: Eduardo Cunha
Foto: Eduardo Cunha

No último sábado, 22, a Universidade de Fortaleza (Unifor) recebeu, no IV Encontro Pedagógico promovido pela Vice-Reitoria de Graduação, a psicóloga psicanalista e especialista em elaboração e implementação de políticas públicas, Viviane Mosé. O evento, realizado no Ginásio Poliesportivo da Unifor, reuniu o corpo docente da Universidade para pensar sobre a educação e o papel do educador.

Durante a palestra, Mosé, utilizando-se de referências como os autores Michel Foucault e Friedrich Nietzsche, percorreu das pirâmides do Egito, passando pela pirâmide conceitual grega e pelo desenvolvimento das corporações para explicar a maneira de educar que perpetuou-se durante séculos. Historicamente, segundo ela, o professor, ou “detentor do ouro”, posicionou-se a frente, recusando-se a partilhar de todo o seu conhecimento com o aluno. “O melhor professor era aquele que falava difícil, era uma coisa linda. Essa hierarquia do sábio hoje não nos interessa”.

A função do conteúdo e a importância da internet na redefinição dos rumos do aprendizado também foi enfatizada pela filósofa. “Foi apenas com a internet que o modelo piramidal se desfez. A internet, de fato, compartilhou conteúdo. Especialmente com a rede social”.

Foto: Eduardo Cunha
Foto: Eduardo Cunha

Mosé cativou o público, compartilhando sua experiência como educadora. A necessidade de exercitar a interpretação nos bancos escolares, acrescentando os acontecimentos do dia-a-dia às discussões em sala de aula, foram alguns exemplos. A psicóloga também enfatizou a importância da valorização do conhecimento como um todo. E pediu à plateia: “Tenham vários ouvidos. Não existe professor de ‘coisa’, mas sim professor de ‘aluno'”.

A palestrante pontuou, admitindo como um defeito seu, a maior atenção e valor que muitos professores atribuem aos alunos mais interessados e disciplinados. Admiradora de Nietzsche, Mosé associou aquele que ostenta saber muito, ou erudito, a uma frase do filósofo: “Eu não gosto dos poetas, nem dos antigos nem dos novos. Pra mim, são oceanos ressecados, não são limpos para o meu gosto. Turvam as águas para parecerem mais profundas“.

Repercussão

A professora do Centro de Ciências da Gestão, Carmen Luisa Cavalcante, aplaudiu a palestrante de pé. “Achei excelente. Mosé pensa. Ensinar não é só a roupagem, não é só o datashow. Ela destruiu isso”.

Flávio Ferreira, estudante de Publicidade e Propaganda, também esteve no evento. “Achei a palestra fantástica”, comentou empolgado. “Foram assuntos muito pertinentes à sala de aula. Viviane falou sobre assuntos que outros não falam, como a necessidade de que se enquadre o conhecimento”.

Em entrevista exclusiva ao Blog do Laboratório de Jornalismo, Viviane Mosé comentou sobre o Jornalismo e o ensino da área do conhecimento nas universidades. “A crise na formação do jornalista é algo muito sério. Nossos jornalistas formados, muitos de ótima formação, nem estes estão conseguindo dar conta. Jornalismo é classicamente a formação da generalidade, o jornalista faz o meio, é a mediação, atende a todos. É fundamental que se pense em sua formação com mais Filosofia, Sociologia e História. Em um período de crise, se os jornalistas não forem pensadores, ousados, corajosos, serão reprodutores . Isso não é mais possível”. 

Texto: Janine Nogueira 

Filmes e internet: novas formas de consumir conteúdos

Foto: Divulgação

Fim de semana em casa combina com um bom filme, sofá e pipoca. Porém, sair de casa para ir a uma locadora pode gerar preguiça e desânimo. É por isso que atualmente várias locadoras  disponibilizam de serviços on-line com versões e variedades de filmes virtuais. O sistema é simples, porém varia de acordo com cada empresa.

Em uma sexta-feira a noite, a esteticista Emanuella Nunes foi à locadora do bairro alugar a comédia “De pernas pro ar”. Porém ao chegar em casa, a programação que tinha feito para o seu fim de semana acabou mudando devido a problemas de saúde na família e o DVD que havia alugado acabou esquecido na prateleira de seu quarto durante 15 dias. Ao voltar à locadora para devolver o filme, Emanuella pagou uma enorme quantia em dinheiro pelo atraso na devolução. Esse problema terminou depois que uma colega de trabalho indicou o serviço de locadora on line, que chegaram ao País há cerca de dois anos prometendo uma revolução nos hábitos dos cinéfilos brasileiros.

Na Blockbuster, localizada na Avenida Dom Luis , por exemplo, ao realizar seu cadastro o cliente adere um plano onde é permitido o aluguel de um determinado número de filmes por mês.  Na internet o cliente terá disponível um catálogo com os títulos disponíveis. Depois da escolha realizada os filmes são entregues na casa do cliente, sem prazo de devolução e nem multa.

“Aderi ao plano e estou gostando muito, o que pago por mês era o que pagava de multas e juros por atraso; o serviço é eficiente e sem complicações”, diz a esteticista.
O sistema de locadora on line traz comodidade e econômia para os clientes. O serviço é realizado por meio da internet, sem sair de casa, sem multas por atraso e por um preço mais em conta do que o das locadoras tradicionais.

Streaming: a nova opção de assistir filmes

Serviços que disponibilizam conteúdo audiovisual via streaming não são novidade. Empresas como  Netflix, NetMovies ou Saraiva Digital estão entre as que mais crescem no mercado brasileiro de video sob demanda, o VoD. Entre filmes e séries, o usuário do novo sistema tem total liberdade de escolha e nenhuma restrição em relação à quantidade de conteúdo consumido. Basicamente, os assinantes precisam estar conectados à internet para ter acesso ao conteúdo disponibilizado pelos provedores. Por exemplo, o serviço Netflix recomenda que o usuário tenha internet com velocidade mínima de 500 kpbs (0.5 MB). E os serviços não se restringem apenas à telinha do computador, vários dispositivos são compatíveis com o serviço, como TVs e smartphones.

Ivan Carvalho Costa, estudante de engenharia, adorou o serviço. Ter a liberdade de poder acessar o conteúdo em qualquer lugar com acesso à internet foi fundamental para a adesão. Em casa ou no trabalho, Ivan conta que utiliza até celular para se manter atualizado com sua série favorita, o clássico mexicano Chaves. ‘’É sensacional. A variedade de títulos disponíveis e o preço foram os fatores que mais contribuíram para minha adesão ao serviço”.

Apesar dos pontos positivos, alguns usuários ainda não se sentem confortáveis com o novo modelo proposto. Igor Alencar, publicitário, argumenta que ainda não sabe se vale a pena. Estando em seu primeiro mês de assinatura do serviço Netflix, período de teste gratuito concedido pela empresa, Igor reclama que a grade de programação disponível é desatualizada e sente falta de lançamentos do cinema, que ainda são apenas encontrados em locadoras físicas.

Ercília Rocha, estudante universitária, acabou desistindo das locadoras virtuais. Ela percebeu que pagava a mensalidade sem desfrutar do serviço, pois não sobrava tempo para assistir aos filmes. “Não estava valendo a pena”, conta a ex-cliente. Para alguns clientes, o sistema só é vantajoso para quem não tem paciência para ir à locadora procurar filmes, ou possui o hábito de alugar muitos DVDs por mês.

Vantagens e Desvantagens
O serviço que disponibiliza filmes e series mais conhecido do mundo, Netflix, no Brasil veio com o foco puramente em vídeo sob demanda. Já contando com uma base instalada de cerca de 23 milhões assinantes no mundo todo, o Netflix brasileiro, assim como todos os outros serviços sob demanda, vem com vantagens e desvantagens que precisamos ficar atentos.


Texto: Célio Scipião e Lucas Menezes
Orientação: Prof. Eduardo Freire

Matéria produzida pelos alunos da oficina de jornalismo 2012.1