Mais wi-fi no campus

O equipamento de marca Cisco vai ampliar o acesso à internet. Foto: Luiza Costa

Começaram a ser instalados os novos equipamentos de rede de internet sem fio da Unifor. O primeiro prédio a ser beneficiado é o bloco K. A expectativa é que no próximo semestre todos os blocos já possuam os novos equipamentos, e a conexão aumentará em 6 vezes a velocidade e capacidade em toda a extensão do campus .

Segundo Alexandre Bastos e Jeovani Lima, administradores de Sistemas do Núcleo de Aplicação em Tecnologia da Informação, que hoje (29) começam a instalar os novos aparelhos, o maior desafio da internet sem fio na Unifor, é a grande densidade de alunos que acessam ao mesmo tempo a rede. O Bloco K é um dos que tem mais demanda, por isso o teste dos novos equipamentos foi realizado lá. No primeiro teste, observou-se que 500 pessoas se conectaram ao mesmo tempo.

O projeto de Wi-Fi foi iniciado em 2005, nessa época não haviam muitos aparelhos que fossem compatíveis. Então era possível alugar na biblioteca um modem que era ligado aos notebooks, e acessar por lá mesmo. Um acesso rudimentar. Aos poucos, outros pontos de acesso foram incorporados até o serviço que se tem hoje.

No entanto, com a facilidade de se adquirir smartphones, netbooks, notebooks e tabletes o número de usuários aumentou de tal forma que e o suporte não está sendo mais suficiente para todos. Contudo, com os novos equipamentos importados que possuem alta densidade, os alunos terão internet de melhor qualidade e rapidez.

O equipamento de marca Cisco trouxe um alívio para os organizadores do Intercom 2012, que esperam a visita ao campus de mais quatro mil pessoas de todo o país a mais na próxima semana.

Texto e fotos: Luiza da Silva Costa
Orientação: Profa. Adriana Santiago 

[Claquete] Conhecer para revelar

Foto: Divulgação

Com a internet acabamos mudando nosso modo de nos relacionarmos, hoje conversarmos por chats, muitas vezes com desconhecidos. Mas, nem sempre, esses desconhecidos são dignos de confiança. Essa é a temática do filme Confiar(Trust), do diretor David Schwimmer. A trama coloca em perspectiva a vítima e sua família e como uma simples conversa pode acabar gerando um trauma.

Will,Clive Owen, ator que geralmente faz filmes de ação, e Lynn ,Catherine Keener, são um casal comum, que cria seus três filhos com base na confiança. Will é um publicitário bem sucedido e sua mulher Lynn cuida da casa e dos filhos. Eles estão animados porque o filho mais velho está indo para a faculdade. Ao mesmo tempo sua filha do meio Anne, Liana Liberato, está entrando na tumultuada fase da adolescência, em que quer ser aceita pelos seus amigos e acha que já é adulta o suficiente para tomar decisões sozinha.

É nessa época que Anne começa uma amizade pela internet com um garoto chamado Charle que tem 16 anos e mora na California. Seus pais sabiam dessa amizade, mas acreditando na relação de confiança que eles têm com a filha, não encaram a amizade virtual como um motivo de preocupação. O tempo passa e Anne começa a desenvolver um sentimento por Charle e, mesmo arriscando a confiança de seus pais, Anne convida Charle para se encontrarem no shopping.

O que se segue depois é um dos temas mais abordado nos últimos temas, a violência sexual contra um menor. Mas não espere ver grandes caçadas ao pedófilo, o que se testemunha é o que realmente acontece com a família e a vitima. Não é só uma questão de prender o agressor, mas de mostrar o que essas pessoas podem fazer com a vida de uma garota de 14 anos, e acabamos por entender um pouco do que passa na cabeça da vítima, como, por exemplo, como ela encara os amigos da escola depois disso, pois todos acabam sabendo. Mas também tem momentos em que a vítima não entende que foi agredida sexualmente e acha que o seu agressor a ama.

Esse é um dos temas que é bem colocado no filme, no outro extremo está uma família bem estruturada em que o diálogo e a confiança são à base da relação e como ele encaram ter uma filha, tão nova, que sofreu esse tipo de violência. O filme tem cenas emocionantes e demonstra cuidado ao retratar essa temática forte.

FICHA TÉCNICA
Diretor: David Schwimmer
Duração: 105minutos
Ano: 2010
Gênero: Drama

Texto: Thais Moreira
Orientação: Profa. Janayde Gonçalves

Turismo sem sair de casa

Foto: Divulgação

Andar pelas ruas de Paris, conhecer o interior das pirâmides do Egito, museus ou qualquer outro lugar do mundo através de guias turísticos virtuais. Segundo o professor de computação gráfica da Unifor, Júlio Militão, a riqueza de detalhes é impressionante, os aplicativos exploram lugares a partir dos ângulos preferidos pelo usuário. As imagens de satélites e fotos panorâmicas em 360 graus proporcionam passeios bem realistas.

Para Militão, os recursos multimídia fornecem boas ferramentas que tornam próximas à realidade. Os aplicativos de satélite Google Street View e Google Earth (Permitem explorar países, ruas ou qualquer local) e algumas ferramentas como, Paris 26 Gigapixels, 360 Cites (composições fotográficas em alta resolução). Comenta ainda que é necessário ter um navegador atualizado e uma conexão em alta velocidade com a internet. Caso contrário a experiência não é interessante.

Acesse o site: http://migre.me/9yDpg

Para fazer o tour virtual via satélite basta usar as ferramentas destinadas. Quem já experimentou o google maps, os outros aplicativos são similares. O professor de computação explica que a viagem on line é uma reconstituição tridimensional do local. Depois do roteiro de viagem definido as imagens aparecem automaticamente na tela com indicação dos sentidos das ruas e orientações geográficas.

Usuários que preferem apreciar detalhes por exemplo, visitar museus ou mesmo bibliotecas devem optar pelos aplicativos de fotos panorâmicas de 360graus. Os comandos direcionais são básicos, o usuário clica em algum ponto da imagem, pode arrastá-la no eixo horizontal e vertical ou ainda aproximar a imagem (zoom In) e afastar (zoom Out), diz Militão.

 Como funcionam os aplicativos

Foto: Divulgação

Militão diz que os aplicativos responsáveis pelo tour através de satélite funcionam devido às camadas de informações (Layers) que traduzem as imagens capturadas. Cada camada pode ser do tipo Vetorial (produzidas em programas especiais que mostram a como são os prédios(imagem acima) ou Matricial (contém a imagem de satélite do lugar desejado). Todas as camadas são geo referenciadas (contém latitude e longitude),comenta o professor.

As fotografias gigapixels (permitem a visualização de detalhes à grande distância e com alta definição). Segundo o professor, são mapeadas várias fotos de diferentes resoluções para permitir um zoom sem perda de qualidade. Ao ampliar uma imagem o usuário passa a ver uma outra imagem em uma melhor resolução. Isso funciona através de uma estrutura de dados em árvore que armazena as diversas fotos em diferentes resoluções do mesmo local, explica Militão.

Texto: Gizela Farias
Orientação: Profa. Adriana Santiago

Facebook, de cara com o desconhecido

Você lembra daquele amigo que adiciona todo mundo e vive online no Facebook? Segundo um estudo da Western Illinois University, nos Estados Unidos, essa pessoa pode ser considerada uma narcisista. A pesquisa, realizada com com 294 estudantes do ensino médio, percebeu que as pessoas mais propensas a ter traços narcisistas eram as que possuíam mais amigos no Facebook, marcavam a si mesmas em fotos e atualizavam seus status com frequência ao longo do dia. O estudo concluiu que pessoas com esse tipo de comportamento tem a necessidade de se afirmar ou de demonstrar status para as pessoas do seu convívio. “O Facebook dá a quem possui tendências narcisistas a oportunidade de explorar o site para receber o feedback de que precisam e se tornarem o centro das atenções”, afirma o autor da pesquisa Christopher Carpenter.

Foto: Divulgação

Segundo o site G1, a psicóloga especializada em terapia familiar, Miriam Barros, acredita que o Facebook é uma vitrine onde as pessoas se comunicam, se mostram e fazem a sua propaganda. “Colocam só o que é lindo e o que é positivo (no Facebook) e isso não é muito real”. Miriam diz que, em alguns casos, as pessoas têm uma vida dupla: são tímidas na ‘vida real’ e populares na ‘vida virtual’. “Elas não têm contato com as pessoas, acabam tendo muitos amigos, mas não conseguem se relacionar com todos eles da melhor maneira. Ter contatos sociais ‘reais’ é muito importante”.

O estudante de jornalismo, Jarson Barbosa, afirma que conhece 80% dos seus 2.364 amigos do seu Facebook. Explica que adiciona mais as pessoas que conhece pessoalmente ou que tem algum interesse profissional, muito embora reconheça que é bem difícil manter uma relação pontual com todos. E explica que os 20% das pessoas que ele não conhece pessoalmente são as que curtem as rádios onde ele já trabalhou e algumas amizades feitas pela Internet. Ele diz que tem um pouco de receio de adicionar pessoas ‘não tão conhecidas’. “Me preocupo, com certeza. Até porque a minha vida está ali pra todo mundo ver. Um dos critérios que eu uso, é a questão de a pessoa que me adicionar manter contato, caso contrário eu excluo”. A também estudante de comunicação, Tháysmylly Karen, afirma que conhece pessoalmente, em média, 800 contatos do seu Facebook de 1018 amigos. Ela afirma que não tem receio de adicionar pessoas desconhecidas “o meu vínculo com desconhecidos que eu aceito não ultrapassa do oi, tudo bem, obrigada. Não passo informações da minha vida pessoal para pessoas desconhecidas e nem me exponho tanto aqui na rede. Somente o básico e o que diz respeito a minha formação profissional e o meu ofício”.

Foto: Divulgação

Tháysmylly conta que sempre aceitou pessoas desconhecidas, pois se relaciona bem com as pessoas. “Sou fácil de fazer amizade. Muito comunicativa, hiperativa e prestativa. As pessoas sempre deixavam uma mensagem pedindo para aceitar, ou as vezes não. Mas aceito em consideração aos amigos em comum também”. A estudante também expõe a sua opinião se considera que possuir muitos amigos no Facebook é sinônimo de popularidade. “É possível, mas não é certeza que a pessoa seja popular. Há pessoas que são super comunicativas e interativas nessas redes, mas pessoalmente são muito tímidas. Tenho amigos que estudaram comigo no colegial, falam comigo através das redes sociais, mas, quando me vêem, parece que travam. É engraçado e estranho, mas é preciso conhecer um pouco a pessoa para entender esse tipo de comportamento”.

Para o professor de redes sociais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), Alexandre Marquesi, ter muitos usuários no Facebook pode ser sinônimo de popularidade. “As pessoas mais populares são as mais desejadas na vida real e o mesmo ocorre nas redes sociais como o Facebook“. Segundo ele, a vida virtual é uma extensão do que somos na vida real. “No colégio ou na faculdade, todos querem ser os mais populares. Sendo popular, mais amigos se tem. Já no Facebook, ter muitos amigos é só uma quantidade, nada mais”.

Facebook é líder em Fortaleza

A Le Fil, empresa de assessoria em mídias sociais, realizou uma pesquisa em abril deste ano, onde foram abordadas várias questões referentes ao uso das mídias sociais no nordeste. O objetivo era fazer uma comparação de acordo com as tendências regionais. Apesar do constante aperfeiçoamento da tecnologia em sempre buscar aparelhos menores e com mais qualidade, 77% dos internautas fortalezenses atualmente ainda usam o computador de mesa, contra 55% dos notebooks. Quanto aos locais, 81% das pessoas acessam de sua própria casa, e 48% do trabalho. A pesquisa mostra também que 89% utiliza o Facebook, 52% o Orkut, 26% o Twitter e 11% o Youtube, com cerca de até 5 horas semais de acesso, opção votada por 45% dos entrevistados, e 24% de 6 a 10 horas. O acesso por aparelhos móveis é usado por 26%, ou seja, 74% não os utilizam como computadores. Em uma margem de 76% e 77% dos internautas usam as redes durante a semana, número esse que cai para 42% e 43% no sábado e domingo, respectivamente. Os principais interesses, de acordo com 62%, é o contato com amigos, 56% se interessa por informações em tempo real e 35% buscam informações sobre produtos e serviços. Por fim foi questionado o que os internautas esperam dos políticos nas mídias sociais, onde foi constatado que 38% desejam trocar opiniões, já 34% querem saber das propostas e projetos.

Saiba Mais

77% dos usuários usam computador de mesa

55% notebook

17% celulares/iPod

1% consoles

81% dos usuários acessam de suas próprias casas

48% do trabalho

11% centro público

6% escola

5% lan house

1% casa de parentes

89% acessam o Facebook

52% Orkut

26% Twitter

11% Youtube

45% passa até 5 horas semanais nas mídias sociais

24% de 6 a 10hrs

12% acima de 30 hrs

8% de 21 a 30 hrs

5% de 11 a 15 hrs e de 16 a 20 hrs

74% não acessam as mídias sociais pelo celular

26% acessam

76% acessam as mídias sociais nas segundas, terças e quartas

77% nas quintas e sextas

42% no sábado

43% no domingo

54% consultam à Internet antes de realizar compras

46% não consultam

62% tem como principal interesse nas mídias sociais o contato com amigos

56% informações em tempo real

35% informações sobre produtos e serviços

9% ver / inserir fotos

6% contatos profissionais

4% conhecer pessoas e expor ideias e opiniões

1% interesse em futebol/esporte, reclamar de produtos e serviços, conhecer empresas e ver/inserir vídeos

0% promoções

38% esperam trocar opiniões com políticos

34% saber de propostas e projetos

27% não souberam opinar

21% conhecer melhor a história do político

5% saber das últimas notícias sobre o político

2% acompanhar a agenda do político

Fonte: http://www.slideshare.net/lefil/resultados-le-fil-final-modificado

Texto: Ahynssa Thamir e Otelino Filho
Orientação: Profa. Adriana Santiago

Twitter foi tema do primeiro dia do Desencontro

Este slideshow necessita de JavaScript.

O painel “Twitter: como fazer a diferença em 140 caracteres?”, que aconteceu no 1º dia de Desencontro 2012 (29/03), evento sobre mídias sociais, contou com a presença de cinco twitteiros que conseguiram se destacar “no mundo do www”. Foram discutidos a originalidade e o ambiente descontraído das redes sociais, que abrem espaço para que os usuários expressem seus pensamentos.

Segundo dados da empresa francesa de métricas, Semiocast, o Brasil ultrapassou o Japão e se tornou o segundo País no uso do Twitter, com 33,3 milhões de usuários. Para o twitteiro Luilton Pires, criador do perfil @anonimofamoso, esse crescimento se deve à vontade do ser humano de ter poder e querer agradar. “A nossa maior necessidade é ser ouvido”, sintetiza. Gustavo Braun, @nairbello, também observa que as pessoas buscam no Twitter a chance de ser popular. “Existe essa sensação de que é preciso ter um milhão de amigos.”

Os participantes do painel contaram como conseguiram se destacar e usar a Internet como um meio profissional. Homenageando o trapalhão Mussum, o twitteiro Leandro Santos conquistou os internautas com o @MussumAlive e, depois de um ano, sua renda vem do blog, que, atualmente, tem mais de 20 mil visitas diárias. Ronaldo Monfredo, criador da @samara7days, acredita que o sucesso do perfil de sua personagem veio não só da necessidade que as pessoas têm de ver algo engraçado na Internet, mas também pela possibilidade de interagir. “As pessoas querem ter voz. Elas me mandam tweets, eu melhoro e dou os créditos. Eu não pesquiso muito, porque o público contribui bastante.”

Questionada se o Twitter serve também para fazer alguma coisa útil, além de fazer piada, a blogueira e criadora do @pedreiro_online, Bic Muller, enfatiza que, quem quer audiência e ser referência na web, deve ir além do fazer comédia. “Quem tem blog, tem a obrigação de divulgar projetos sociais e fazer campanhas para o bem”, afirma.

Texto e fotos: Thalyta Martins
Orientação: Alejandro Sepúlveda