Eu sujo, mas não limpo

* Matéria elaborada por aluno da Oficina de Jornalismo – Ciberjornalismo.

Funcionário responsável pela limpeza do CC,
retira os restos de comida deixados pelos alunos

9h30. Unifor, mais especificamente, no Centro de Convivência (CC). Enquanto os alunos se dirigem para suas salas e laboratórios para continuarem as suas aulas, o funcionário com o crachá “Provisório – 000.730045”, se prepara para a limpeza do CC, começando por varrer o chão e retirar os restos das refeições deixados pelos alunos em cima das mesas.

O Centro de Convivência possui nove lixeiros. Como alguns alunos ainda deixam seus restos de comida no chão ou em cima das mesas? Quem conta é a professora do curso de Comunicação Social – Jornalismo, Janayde Gonçalves: “Já ouvi depoimentos de alunos que disseram “Não professora eu não vou tirar o lixo do CC, não vou colocar no sexto não, porque se eu fizer isso eu estou tirando o emprego de alguém”. A professora Janayde, ainda diz que esse tipo de atitude é muito da cultura do brasileiro de achar que esse tipo de trabalho deve ser feito por um serviçal, mas nós não podemos passar a terceirizar nossas ações e esses cuidados devem existir entre todas as pessoas, estudantes e professores da Universidade.

9h45. A maioria dos alunos já se encontram em suas salas e laboratórios, esperando o início da aula, alguns “atrasadinhos” ainda levam as refeições inacabadas durante o intervalo para os laboratórios, onde não é permitida a entrada com alimentos, mas o que muitas vezes não é respeitado.

Placa encontrada em vários laboratórios que avisa para não
entrar com lixo

Na maioria dos laboratórios existe uma placa com letras grandes que informa: “Não é permitido lanche no laboratório”. Mesmo assim, alguns alunos não respeitam, fazendo as refeições nesses recintos à revelia das regras. Podemos encontrar no lixeiro dos laboratórios caixas de achocolatados, copos de sucos, refrigerantes e até restos de comida.

A Unifor é uma instituição onde as pessoas que estudam, deveriam ser pessoas cultas e que possuem um capital cultural maior, deveriam ter consciência em respeitar o meio ambiente, lamenta um aluno. Respeitar os avisos e as regras da Unifor de não deixar lixo em cima das mesas e não entrar com lanche no laboratório, mas não só respeitar as normas da universidade, e sim, o meio ambiente como um todo, é muito importante.

Para a professora Janayde, é importante incentivar alunos que respeitem e tenham consciência em relação aos cuidados com o meio ambiente, principalmente os estudantes de jornalismo, porque eles tem uma função social muito relevante, são formadores de opinião e tem que disseminar essa cultura de cuidado com o meio ambiente.

A Unifor é bastante conhecida por cuidar de animais de várias espécies e cultivar uma vasta área verde, mas, além disso, a universidade também acolhe atividades em prol do meio ambiente, como seminários científicos, atividades paralelas e de extensão. Ano passado, a professora Janayde participou da organização da abertura da primeira semana do meio ambiente, dentro da universidade, que ainda contou com a realização de um flash-mob no CC. Para a professora, é importante que as ações realizadas dentro da Unifor, sejam intervenções estéticas e visuais que a pessoas vejam e se inquietem.

Para a aluno do curso de Publicidade da Unifor, Walber Rodrigues, apesar da universidade ser coberta pelo verde, a instituição deveria investir numa campanha maior de conscientização dos alunos em relação ao meio ambiente. Mais uma coisa é certa, Walber e outros alunos concordam que antes dos eventos, como seminários científicos e atividades, os alunos devem primeiro respeitar o meio ambiente não só dentro da Unifor, mas também em outros lugares e esse ensinamento precisa vim de casa.

Texto e Fotos: Rafael Meyer

Ciberativismo foi o tema da última edição do projeto Ciberdebates

Foto: Divulgação

Aconteceu ontem, no Teatro Celina Queiroz, mais uma edição do Ciberdebates. Em pauta, o ciberativismo e seu potencial de mobilização nas redes sociais. Participaram do evento como debatedoras: Alessandra Oliveira, professora de Comunicação Social da Unifor, Júlia Lopes e Patrícia Vieira, representantes dos movimentos Fortaleza Tranquila e União Protetora dos Animais Carentes (Upac), respectivamente.

 Com enfoque teórico da questão, Alessandra Oliveira afirmou que hoje se vive “em um espaço onde as pessoas podem interferir nos espaços uma das outras por meio da internet”. Em alguns casos, segundo a professora de Jornalismo, essa utilização pode ser direcionada para a disseminação de preconceitos e de posições criminosas. Ainda assim, “temos que lutar pelo direito de produzir comunicação”, complementou.

 A representante da ONG União Protetora dos Animais Carentes (Upac) apresentou o projeto que cuida atualmente de 400 animais, entre cães e gatos, que aguardam adoção. Patrícia explicou aos participantes do Ciberdebate que as ações beneficentes e campanhas de conscientização são arquitetadas por meio das redes sociais.

 Apesar de a fanpage da Upac já contar com 10 mil curtidores, a participação “física” ainda é pequena. Mesmo sabendo que o número de seguidores não reflete o número de ativistas, Patrícia afirmou que a experiência e que o uso das redes sociais vale a pena pois funcionam como ferramentas de conscientização das pessoas.

 O incômodo com a poluição sonora de Fortaleza – mais especificamente com a produzida por um bar vizinho – foi o incentivo para a jornalista Julia Lopes idealizar o projeto Fortaleza Tranquila que tem como objetivo tornar a nossa cidade “menos zuadenta”. O movimento nasceu no Facebook, há oito meses, e já chegou a se reunir com a Secretaria de Meio Ambiente do município para debater a poluição sonora.

 Júlia concorda que há uma dificuldade em fazer as pessoas agirem, além de curtirem, mas afirma que “ao mesmo tempo, a gente vê que é através das redes sociais que começamos a unir pessoas e nos movimentar juntos, mesmo que online”.

 Aberta a participação ao público, perguntas como democatização na internet, educação e credibilidade dos movimentos via web foram feitas às debatedoras. Para Júlia Lopes, o ativismo social é um trabalho que demanda tempo para obter reconhecimento. O êxito de um movimento por meio da internet depnde da estrutura e do nível de envolvimento dos participantes”, defendeu a jornalista. Alessandra Santiago chamou a atenção para o que considera um grande desafio”: colocar densidade nas redes sociais para que se tornem um espaço de ativismo publico.

 A próxima edição do Ciberdates debaterá a investigação no jornalismo feita a partir de banco de dados. O evento acontece no dia 25 de outubro, no teatro Celina Queiroz, a partir das 08h. Não perca!

Texto: Carolline Macedo

[Série] A cidade se prepara

Matéria produzida pelos alunos da oficina de jornalismo 2012.1

Foto: Divulgação

Fortaleza vai sediar seis jogos da Copa do Mundo em 2014. Desde que foi anunciada a notícia, a cidade se prepara para esse momento inédito. Para receber os milhares de turistas e não fazer feio no evento, Fortaleza vem investindo em grandes obras para a melhoria de sua infraestrutura.

O estádio Castelão, onde os jogos vão ser realizados, lidera a lista dos campos esportivos mais adiantados para a Copa do Mundo de 2014, a primeira realizada no Brasil. Em dezembro de 2012, quando as obras estiveram concluídas, Fortaleza vai ganhar o maior centro esportivo do Norte e Nordeste. A rapidez da obra, assim como a megaestrutura do Castelão impressionam.Prova disso é que o estádio recebeu o prêmio internacional World Demolition Awards, considerado o ‘’Oscar’’,da tecnologia de implosões no mundo. Não só o Castelão receberá uma megaestrutura com o anúncio da capital como sede da Copa.

Alguns projetos vão ser acelerados em virtude do evento e outros terão o impulso necessário para sua a implementação. No total, segundo o Governo do Estado as obras ligadas direta e indiretamente a Copa do Mundo terão gastos de R$ 9 bilhões.

O Metrô de Fortaleza, (Metrofor), foi um dos projetos mais esperados. Depois de 10 anos, finalmente com a chegada da Copa as obras foram aceleradas. No dia 15 de junho, foi inaugurado o primeiro trecho da linha Sul do Metrô de Fortaleza. O trecho Sul, vai passar por uma fase de testes até outubro deste ano. Mas, quem quiser ter sua primeira experiência de metrô não vai perder sua oportunidade. O Metrofor vai transportar passageiros voluntários entre as estações Carlito Benevides, em Pacatuba, e Parangaba, em Fortaleza.

Visando a melhoria do trânsito, Fortaleza resolveu construir um Sistema Bus Rapid Transit, ou seja, um sistema de ônibus rápido para o trânsito. A ideia da Prefeitura de Fortaleza é que com a criação de uma faixa exclusiva para ônibus na cidade,a capacidade de circulação de carros aumente consideravelmente. Outro ponto positivo do novo sistema de ônibus é a redução do tempo de embarque e desembarque de passageiros e os mapas de informação em tempo real.

O Porto do Mucuripe também vai ser reformado para atender melhor os turistas. A obra, prevista pra ser concluída em 2013, vai construir um novo cais, uma estação de passageiros com uma área de 9 mil metros quadrados, lojas de conveniência, estacionamento para ônibus e automóveis e uma área para o armazenamento de contêineres.

O Aeroporto de Fortaleza, Pinto Martins, não ficou de fora. Suas obras para reforma, ampliação e modernização do Terminal de Passageiros visam suportar o aumento do fluxo de passageiros na Copa do Mundo de 2014.

A Copa em números

  • 9 bilhões de reais é a estimativa de gastos para as obras da Copa do Mundo em Fortaleza.
  • O valor total de investimentos em mobilidade urbana que competem à prefeitura de Fortaleza é de R$ 261,5 milhões.
  • 518,6 milhões de reais serão investidos no Castelão.
  • 350 milhões de reais serão gastos para reformas no Aeroporto de Fortaleza aumentando a capacidade de passageiros para 8,6 milhões por ano.
  • 525 milhões de reais serão investidos na reforma do Porto do Mucuripe.

Brasil, o País do Futebol
O futebol é uma das grandes paixões dos brasileiros. Por isso, a confirmação do Brasil e de Fortaleza como sede da Copa do Mundo de 2014, foi tão comemorada como uma final de campeonato. Terra de artilheiros como Pelé, Garrincha, Ronaldo Fenômeno e Ronaldinho Gaúcho, o Brasil tem a chance de mostrar seu potencial nos campos. É impossível falar em futebol e Copa do Mundo e não lembrar do Brasil. Ao todo, foram cinco títulos conquistados nos anos 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002.

Texto: Por Julyana Brasileiro
Orientação: Profa.  Adriana Santiago

“Pânico e ampliação da esfera pública via redes sociais”é o tema do terceiro Ciberdebates

Foto: Divulgação

No dia 29 de maio – com local à confirmar – , acontecerá o quarto e último ciberdebates do semestre, que terá como tema “Pânico e ampliação da esfera publica via redes sociais”. Para tratar do assunto, participarão da mesa de debates o professor e doutor de comunicação Jamil Almeida Marques, o chefe executivo do Quartel Digital Fenando Alves e o editor do caderno de policia do jornal Diário do Nordeste Fernando Ribeiro.

O evento, organizado pelos alunos da disciplina de Oficina de Jornalismo, ministrada ministrada pelos professores Eduardo Freire e Adriana Santiago, irá debater sobre a paralisação da Polícia Civil, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará, que ocorreu no dia 29 de dezembro de 2011. O caso que se estendeu até o dia 3 de janeiro espalhou medo pela Capital, tomou conta das cidades no interior do Estado e recebeu grande repercussão pelas redes sociais, levando uma inversão sobre os fatos e o comprometimento com a verdade.

Texto: Vivian Roriz
Orientação: Profa. Janayde Gonçalves 

[Série] Me formei, e agora?

Amanda Holanda, formada em Enfermagem 2011.2 / Foto: Arquivo Pessoal

Festa de gala, vestidos deslumbrantes, terno e gravata. Essa é a imagem que nos vêm à mente quando pensamos na tão sonhada formatura. Mas, e quando isso tudo passa? O que será que se passa na cabeça dos recém-formados? Ou seria melhor dizer recém-desempregados? Com um mercado cada vez mais exigente, muitos recém-formados se perguntam o que fazer agora que terminou o curso. Para Amanda Holanda, 23, não foi tão difícil encontrar um emprego. Ela se formou no dia 22 de dezembro de 2011 no curso de Enfermagem da Universidade de Fortaleza. Dois meses depois já estava contratada e trabalhando no Hospital e Maternidade São Francisco de Assis, na cidade de Crato, interior do Ceará. “No início tive medo, pois a concorrência do mercado profissional tá muito grande, não é fácil para os recém-formados conseguirem emprego pela experiência que o mercado exige. Mas, como meu esposo já trabalhava em hospital, então foi mais indicação”, conta Amanda.

Valmir Júnior, o segundo da esquerda para a direita no dia de sua formatura / Foto: Arquivo Pessoal

“Quando terminei a faculdade tava trabalhando numa distribuidora de móveis, mas não usava bem os conhecimentos. Tive a proposta de ficar como gerente, mas não quis, preferi sair e trabalhar em edição, que até então era um hobby”. Valmir abandonou sua área logo após se formar, ficando apenas quatro meses como auxiliar administrativo. No dia 01 de janeiro de 2009, ele estava começando sua carreira de editor. “Um dos motivos é que eu estava fazendo coisas que não gostava e sabia que lá não ia ter oportunidades de estudar como eu tenho hoje, trabalhando só 6 horas”, lamenta Valmir, que sempre almejou estudar para concurso público. Só que para isso, ele conta que precisa sair de sua zona de conforto: “É o erro que a maioria dos formados, que não estão na área, peca; achar que o mais difícil é entrar na faculdade, quando não é. O mais difícil é levar o aprendizado a sério, porque o mercado de trabalho só vai absorver os melhores, com mais conhecimentos”, aponta.

No cenário atual, muitas empresas preferem contratar pessoas que ainda estão na faculdade, ou seja, estagiários, pois além de serem jovens, entusiasmados, e todos com muita vontade de aprendizado, o custo é bem menor, e mesmo assim costumam responder bem às rotinas de trabalho. Mas e quando o estagiário é contratado antes mesmo de se formar?

Waleska Santiago em mais um dia de trabalho / Foto: Arquivo Pessoal

É o caso de Waleska Santiago de apenas 23 anos. Prestes a se formar (neste semestre, 2012.1), ela já está  contratada na empresa Diário do Nordeste como fotojornalista. Segundo ela, que passou um ano e oito meses no Laboratório de Jornalismo da Unifor (Labjor), foi uma sorte grande ter sido contratada. “Quando saí do Labjor, mostrei meu portfólio no Diário do Nordeste e logo eles me chamaram pra ser freelancer lá, nunca fui estagiária do Diário. Passei uns quatro meses trabalhando como “freela” em 2010. Em novembro fui fazer um intercâmbio (no exterior) e só voltei em abril de 2011. Quando cheguei em Fortaleza eles me chamaram pra voltar como freelancer de novo. Passei menos de um mês e já me contrataram”. Mas quem pensa que isso é uma estabilidade pode estar muito enganado. Waleska, apesar de se sentir realizada por já fazer parte do mercado, sente-se com uma pontinha de medo. “Dentro do nosso estado, eu já estou como no “ápice” da profissão. Não digo quanto a minha experiência, ainda tenho muito o que estudar e aprender, mas digo por não ter muitas opções de “onde ir”, afirma. Para ela, o fotojornalismo é um mercado muito limitado, mas sua prioridade no momento é se formar e depois passar um tempo estudando apenas fotografia.

Para a maioria dos vários novos profissionais que se formam, o grande problema é saber como entrar no disputado mercado de trabalho. E nem sempre a melhor forma de descobrir é através do estágio. Claro que ele ajuda, e assim como uma pitada de sorte, o principal é fazer aquilo que se gosta e ter foco. Assim você não precisará responder à temível indagação: “Me formei, e agora?”. No mais, só resta correr atrás.

Texto: Larissa Andrade
Orientação: Profa. Adriana Santiago