Oficina alia a teoria à prática

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Foto: Janine Nogueira

Nesta quarta-feira, 17, foi o último dia da oficina de Operação de Câmera, oferecida como parte das oficinas de férias no Núcleo Integrado de Comunicação (NIC) e ministrada pelo professor de Audiovisual e Novas Mídias da Universidade de Fortaleza (Unifor) Valdo Siqueira.

Na aula de hoje, prática, os alunos produziram um ensaio utilizando-se das interferências da publicidade no campus da Unifor. “Pedi que os alunos pensassem em um tema, uma temática fixa, aplicando os conhecimentos práticos relativos à câmera a partir deste. A aula prática é vital porque a matéria prima da imagem é a luz. Em sala de aula há pouca luz, um locus reduzido. Os alunos gostaram desse momento lúdico, que gerou diálogo e discussões”, coloca o professor.

O curso, em três dias, objetivou transmitir aos alunos o mais importante a ser aplicado quando profissionais do mercado. Optando por tratar da imagem videográfica e da maneira como esta se forma, os alunos aprenderam técnicas para a utilização do foco, balanço do branco, íris, diafragma e sobre os acessórios de câmera, como as relações com o tripé. “Aprendemos sobre as funções da câmera e sobre o manuseio. Foi um bom curso”, opina Augusto Gomes, estudante do curso de Publicidade e Propaganda da Unifor.

O próximo e último curso das oficinas de férias, de Produção de Roteiro, será ministrado pelo professor Glauber Filho, de 22 a 26 de julho, de 8h às 12h. Cada oficina oferecerá ao final um certificado de 20 horas/aula de atividade complementar. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na recepção do NIC, de 8h a 11h30 e de 13h30 a 17h, até o dia de início da oficina desejada.

Texto: Janine Nogueira

Férias para estudar

Laboratórios do NIC movimentados nessas férias. Foto: Rayana Fortaleza

No mês de julho, em que muitas faculdades e universidades ficam vazias, Universidade de Fortaleza vai pela contramão. O Núcleo Integrado de Comunicação (NIC), que reúne laboratórios dos cursos de comunicação da Unifor, está movimentado por conta das Oficinas de Férias. Essa já é a segunda semana em que são ofertados mini cursos para estudantes de Jornalismo e de Publicidade da Unifor.

As oficinas dessa semana são: Produção de Release e Design de Jornais. O curso de produção de release, que está com turma cheia, é ministrado pela professora Joana Dutra, que também coordena a Acerola, assessoria de comunicação do NIC. Durante essa semana, os estudantes aprenderão mais sobre o trabalho da assessoria de imprensa e produzirão releases diariamente, sob a orientação da professora.

Já a oficina de Design Jornal é uma prévia da disciplina optativa da nova grade do curso de Jornalismo, que será ofertada no segundo semestre de 2012. O professor Eduardo Freire, doutorando em comunicação e designer, conta que “o objetivo da disciplina é suprir uma lacuna do jornalismo, o conhecimento sobre design gráfico”. Ao final do cursos estudantes vão criar um projeto gráfico de um jornal impresso.

Na próxima semana começa a ultima oficina de férias, Illustrator, ofertada pela professora Liduina Figueiredo. Os interessados em participar, que ainda não estiverem inscritos, podem ligar para o NIC (3477 31 05) e se informar sobre a disponibilidade de vagas.

Veja mais:

Na oficina de Web dócil os estudantes conheceram e trabalharam ferramentas multimídia. Ao fim do mini curso, produziram um Tumblr e vídeo resumindo o que aprenderam nessas férias.

Texto: Lorena Cardoso
Orientação: Profa. Joana Dutra

[Oficinas de férias] Cotidiano das cidades

No Diário do Nordeste, Cidade. No O POVO, Fortaleza. Cidades, Geral, Cotidiano… O nome varia de jornal para jornal, mas em comum a mesma preocupação: cobrir bem o dia a dia, no que há de belo e feio na urbe. Durante uma semana, de 4 a 8 de julho, o Curso de Jornalismo incluiu a editoria na pauta de um Curso de férias, ministrado pelo professor Jocélio Leal e com 30 alunos inscritos.

Daniela Nogueira foi a convidada no quarto dia da oficina./ foto: blog.goethe.de/vintedias

Na agenda do curso, uma palestra da repórter Daniela Nogueira (O POVO). Ela foi à sala de aula conversar com a turma em forma de entrevista coletiva. No diálogo, contou experiências e discutiu procedimentos na Editoria, onde atua há seis anos – desde o tempo de estagiária.

E como dar notícia no dia seguinte? Eis um desafio. Para Daniela, a saída é contar histórias bem. No dizer dela, praticar a humanização do texto. “Considerando o limite tênue entre o brega e o estilizado, o leitor gosta de histórias de pessoas”, explica. Segundo ela, no convívio com a instataneidade da Internet, por vezes a Editoria “guarda” informações para a edição impressa. Como Daniela define, são os chamados “investimentos”.

Diariamente, e-mails com sugestões de pautas chegam às redações. O público aponta o que quer ler, fazendo denúncias e sugerindo temas. É o jornalismo colaborativo, que é muito bem visto por Daniela. “Fortaleza é dividida em seis secretarias regionais mais a do Centro. O jornalista não tem como saber todos os problemas desses pontos. Quando o leitor manda pauta por e-mail é ótimo”.

Camila Holanda participou da oficina e aponta a editoria de Cidade como um aprendizado. “É uma boa oportunidade para o jornalista iniciante. Ele vai à rua e tem de aprender a lidar com as dificuldades e prazeres da profissão. Aprende também a apurar, produzir e aprimorar o texto em um pequeno espaço de tempo”. 

(colaborou Mara Rebouças)

[Oficinas de férias] E se não houvesse o lide?

Ethel de Paula, editora da revista Farol, iniciou o ciclo de oficinas que serão realizadas durante julho no Labjor. / Fotos: Thalyta Martins

Com a premissa de um texto jornalístico mais literário e com mais liberdade, as jornalistas Ethel de Paula e Joana Dutra foram ao Laboratório de Jornalismo (Labjor) na tarde deste 1° de julho para discutir o tema com alunos interessados pelo tema. A oficina faz parte do projeto de férias. Até o final do mês haverão mais quatro oficinas.

Há estudantes de jornalismo que sentem-se inquietos com o uso da pirâmide invertida e demais ferramentas de construção das hard news. Não só estudantes, mas jornalistas, já no mercado, querem colocar em prática reportagens mais bem elaboradas, literárias e sem as regras factuais de notícias rápidas e precisas.

Porém, Ethel de Paula advertiu que para ser literário tem que ter talento e tempo. “Não é em todas as matérias que você vai poder ser mais aprofundado. Tem dias que vão ter três pautas e não vai dar pra aprofundar muito.”

A Literatura ronda a cabeça de muita gente, dá ideias e causa uma excitação para fazer com que a palavra e o pensamento fluam, longe das amarras do padrão que o jornalismo diário exige.

Ethel deixou claro que para se fazer ficção dentro de textos jornalísticos, o repórter tem que ser 'tarimbado' como Capote ou Talese.

É injusto selecionar jornalistas que sejam referência para o gênero, pois a lista é vasta. Mas personalidades como Nelson Rodrigues, Rubem Braga, Joaquim Ferreira dos Santos, Gay Talese e Tom Wolfe podem ser destacados de antemão. Eles quebraram a forma clássica de fazer jornalismo. Foram contra o “texto redondo” e assumiram um estilo que tem multidões de admiradores. Quando questionada sobre a forma literária se estender a ficção, ou seja, os jornalistas criam personagens para poder explicar melhor o caso ao leitor, Ethel foi ponderada. “O [Truman] Capote pode, o Garcia Marquez também, mas eles já tem nome para isso. O leitor já vai ler sabendo o que esperar daquele texto”.

Texto de Camila Holanda