Aprenda a organizar sua vida profissional

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Planejamento de Carreiras na área de comunicação é o tema do Papo Debate, evento que acontece amanhã (11), no auditório da biblioteca, às 9:15h. O professor Alberto Castelo Branco, do Centro de Ciências Tecnológicas (CCT) da Unifor, é o convidado desta edição.

“O intuito do Papo Debate é dar aos estudantes uma nova concepção, um modo de trazê-los a realidade, pontuando a importância de um trabalho bem feito. Nós não vamos listar onde estão os melhores salários, pois em qualquer emprego você consegue uma boa remuneração, basta ser competente”, esclarece Wagner Borges, coordenador do curso de jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor).

O coordenador destaca ainda que o professor Alberto Castelo Branco tem bastante experiência na área e irá conversar com os participantes sobre as perspectivas da carreira, colocando em foco as conexões que o curso tem com outras áreas.

O Papo Debate é organizado pelos cursos de Jornalismo e Publicidade da Unifor e é aberto ao público com direito a certificação.

Serviço

Papo Debate

Local: Auditório da Biblioteca

Data: 11 de março

Horário: 9:15 horas

Texto: Edinardo Coelho

Um pouquinho do Xingú no Ceará

A professora Kalu entre as crianças Yawalapiti. Foto: Acervo pessoal

Ao longo dos tempos muitos historiadores estudaram a cultura indígena, mas nada se compara à experiência de passar alguns dias vivendo em uma aldeia indígena. Essa experiência será contada pela professora Carmem Lucia Chaves, a Kalú, e a mestre Renata Gauche, no Papo Debate, nessa quinta-feira, dia 20, às 9h15, no auditório A4.

A professora Kalú, foi ao Xingú para auxiliar o fotógrafo Renato Soares, especialista em retratar os povos indígenas, que está produzindo fotos para o seu livro. Mas o que realmente a professora irá nós contar são suas experiências com uma cultura tão diferente, que mesmo sendo constantemente influenciada por outras culturas, consegue se manter fiel a sua própria origem. Assim como a professora Kalú, a mestre em comunicação e semiótica, Renata Gauche, também viveu esse aprendizado de passar algum tempo no Xingú.

Renata foi como assistente de coordenação da Organização não governamental (ONG) Catitu, que tem como objetivo oferecer uma nova maneira de expressar a cultura indígena, e fortalece-la, por meio das novas tecnologias. Esse novo conhecimento proporcionou à pesquisadora momentos únicos, como na noite em que não tinha lua no céu, e ela pôde ver a Via Láctea e todas as constelações. Ou ainda, no dia em que ela foi jantar com o líder indígena e ele veio com suas duas mulheres e seus muitos filhos. Essas são só algumas das muitas curiosidades que a Renata e a Kalú irão nós trazer na quinta-feira.

Para quem não conhece, o Xingú é um rio que nasce no norte do estado de Mato Grosso e deságua perto da foz do rio Amazonas. Toda a região próxima a esse rio é também conhecida por Xingú e lá se encontra o Parque Indígena do Xingu, a primeira terra indigena aprovada pelo governo federal. Lá vivem 5 500 índios de 14 etnias diferentes.

Texto: Thais Moreira

 

Papo Debate discute a representação da criança e do adolescente na mídia

O primeiro Papo Debate do semestre, que acontece nesta quarta-feira (22), tem como convidada a pesquisadora Lídia Marôpo, da Universidade Nova de Lisboa (UNL), para discutir a influência do Jornalismo nas políticas públicas em relação a crianças e adolescentes .

Lídia relatou para o Blog do Labjor que o jornalismo possibilita a discussão de temas como o abuso sexual e maus-tratos, permitindo assim uma melhora nas políticas públicas para a infância. Por outro lado, pode ter uma influência negativa ao identificar crianças e adolescentes em situações constrangedoras, prejudicando seu desenvolvimento e desrespeitando os seus direitos.

Em sua tese, Lídia afirma que é frequente que a identidade das crianças seja indevidamente revelada em notícias que os expõem como vítimas, sujeitando-as a sentimentalismos e sensacionalismos. Lídia ainda ressalta a forma estereotipada como crianças e adolescentes são abordados no jornalismo e a estigmatização deles em situação de exclusão social.

A pesquisadora relata que é comum a falta de voz das crianças e dos adolescentes em noticias em que as desrespeitam. Por meio do jornalismo, diz ela, “a visão que a sociedade faz das crianças e adolescentes muda, e isso acarreta uma alteração das leis, dos direitos e das políticas públicas em geral”.

O Papo Debate é organizado pelos cursos de Jornalismo e Publicidade da Unifor e é aberto ao público. Acontecerá amanhã, a partir das 8h, no Teatro Celina Queiroz.

Texto: Louise Mezzedimi
Orientação: Prof. Julio Alcântara

Papo Debate discute jornalismo investigativo

Janayde Gonçalves, Adriano Muniz e Eduardo Freire estiveram à frente do debate polêmico / Foto: Karen Limeira

A dimensão ética da atividade jornalística foi o assunto mais polêmico na segunda edição do Papo Debate de 2012, cujo tema central foi Jornalismo Investigativo. Organizado pela coordenação do curso de Jornalismo da Unifor, o evento, que aconteceu no auditório A1,  mediado pela professora Janayde Gonçalves, convidou o jornalista especializado em Segurança Pública, Adriano Muniz. Ele compartilhou um pouco da sua experiência como produtor de reportagens investigativas. Compôs a mesa também o professor Eduardo Freire, que ministra a disciplina de Projeto Experimental em Jornalismo Impresso.

Freire pontua que o jornalismo investigativo analisa toda uma história, investiga e pesquisa. “Equivale a uma pesquisa acadêmica, só muda o produto final. Deve haver uma questão principal, um método para resolução e definir a fonte”. Já Muniz, afirmou que, apesar do pouco investimento, principalmente no estado do Ceará, o jornalismo investigativo possui seu espaço não precisamente ligado à denúncia, mas  necessariamente ligado à descoberta de algo que está além.

Esse gênero está dentro do nicho das reportagens especiais, pois deve-se ir a fundo nas investigações, “conseguir compreender o macro”. Citou ainda o cotidiano do jornalista da Rede Globo, Eduardo Faustini, que trabalha realizando matérias de investigação que denunciam ilícitos, o que o obriga a manter-se sob proteção de seguranças permanentes.

Um exemplo de equipamento que colabora para uma investigação é o uso de microcâmeras, que, mesmo sendo consideradas importantes na coleta de dados, em alguns casos banalizou as imagens exclusivas, já que em muitos deles é empregada sem critérios. De acordo com o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, lembrado pela professora Janayde, o uso de câmeras escondidas só deve ser feito em última instância, o que não acontece na prática com alguns veículos de comunicação, que as utilizam frequentemente em matérias do dia-a-dia. Para o jornalista convidado, “somente é possível realizar jornalismo investigativo no estado do Ceará quando criarmos núcleos e  capacitarmos profissionais.”.

O professor  do curso de Jornalismo, Alejandro Sepúlveda, que participou do debate junto com os alunos, levantou a questão do jornalismo investigativo estar guiado pela lógica do espetáculo, além de afirmar que acha contraditório essa divisão entre jornalismo e jornalismo investigativo. “Na essência, todo jornalismo deveria ser investigativo”, disse.

Para Muniz, o termo “jornalismo investigativo” se diferencia em função da profundidade dada à matéria. Ele buscaria o obscuro, o que não é visto facilmente pelos olhos. “Apuração é diferente de investigação”, afirmou. E, sobre a questão do espetáculo, o jornalista concorda que, devido aos recursos de edição e a utilização de microcâmeras, os profissionais esquecem que o jornalismo investigativo está muito mais ligado ao conteúdo do que a forma.

Também foi colocado em debate a questão do direito de resposta para o acusado. Adriano Muniz explicou que é complicado, em caso de denúncia, o “outro lado” querer falar, mas que é obrigação do jornalista dar o direito de resposta. A professora do curso de jornalismo, Adriana Santiago, mencionou a questão do gatekeeper (quem seleciona e decide o que vai ser publicado), onde ressalta que, hoje, o jornalista não exerce mais a função de “porteiro da informação”, o seu papel atual é de bibliotecário. Muniz concordou com a afirmação da professora. “O furo está cada vez mais difícil de ser conseguido, já que todos detêm da informação”.

Avaliação

Para Alejandro Sepúlveda, professor do curso de Jornalismo, que assistiu a toda a palestra, “a oportunidade do debate sobre jornalismo investigativo permitiu questionar o quanto este gênero pode ser espetacularizado, a fim de angariar maiores índices de audiência, como temos visto diariamente nos telejornais”.

“O que achei mais interessante foi o fato do jornalista estar mais preparado, estar mais equipado em certas ocasiões, como o exemplo que o Adriano Muniz falou da matéria da rinha de galo” Marcelo Mesquita, estudante de jornalismo.

“Eu achei a palestra ótima porque foi uma oportunidade para os alunos que até então tinham dúvidas quanto a área de jornalismo investigativo esclarecerem suas ideias, principalmente quanto as questões éticas que o assunto exige.” Farley Aguiar, estudante de jornalismo.

No final do debate, Adriano Muniz desenhou o que seria o perfil ideal de um jornalista: ser um profissional inquieto, espirituoso e que não seja acomodado. Além disso, ter faro jornalístico, uma ânsia pelo social. “O jornalista deve acreditar na grande função de transformar vidas”. E recomendou: “Não sejam jornalistas medíocres, busquem sempre ir além, procurem coisas novas, pois essa profissão é apaixonante”.

Texto: Ahynssa Thamir e Otelino Filho
Orientação: Profa. Adriana Santiago 

Papo debate: investigação no jornalismo

Adriano Muniz discutirá sobre jornalismo investigativo / Foto:Arquivo Pessoal

Organizado pela coordenação do curso de Jornalismo da Unifor, a próxima edição do Papo Debate, que acontecerá nesta quarta-feira (18/04), às 8h (horário CD), no auditório A1, discutirá o tema Jornalismo Investigativo. Para conversar sobre o assunto, o jornalista Adriano Muniz, produtor e repórter especial da TV Verdes Mares e editor de Polícia do jornal O Povo foi convidado para compartilhar sua experiência com os alunos.

Sendo assim, Muniz cedeu para o Blog do Labjor uma breve entrevista, mostrando uma prévia do que os alunos ouvirão amanhã sobre jornalismo investigativo:

Blog do Labjor: Qual a importância do tema que vai ser debatido para os acadêmicos ? E qual a expectativa para o debate?

Adriano MunizO tema é fundamental para ser debatido com os estudantes de comunicação, já que o jornalismo investigativo é uma vertente fantástica do jornalismo. Funciona como um grande aliado dos órgãos de fiscalização da sociedade, como o Ministério Público e a Polícia. Apesar disso, é um caminho do jornalismo que é muito explorado nacionalmente, mas pouco explorado no Ceará.

BL: O Jornalismo Investigativo é tratado como uma especialização. De que forma isso afeta na rotina de uma redação?

AM: A única equipe do estado que trabalha de fato com esse tipo de jornalismo é o Jornal O Povo. TV Jangadeiro e TV Cidade fazem isso, mas ainda de uma forma capenga. As matérias são até investigativas, mas o conceito de jornalismo investigativo vai além de se fazer uma matéria com microcâmera. Felizmente, a TV Verdes Mares voltou agora a investir nesse tipo de jornalismo com a minha contratação. Para se fazer jornalismo investigativo é necessário investimento em pessoal e estrutura. Nem todos os meios estão a fim de gastar com isso.

BL: Existe um limite onde o repórter corra risco de morte? Pode citar um exemplo?

AM: Todo jornalista trabalha com risco: risco de dar uma informação errada, de aparecer no vídeo com uma tremenda de uma olheira ou de gaguejar ou escrever errado uma palavra. No jornalismo investigativo esse risco se acentua. Já fui posto pra fora de uma briga de galos, por exemplo. Tive que sair correndo pra não levar uma surra. Mas essas histórias deixo pra contar na quarta.

Texto: Marcelo Mesquita
Orientação: Profa. Joana Dutra