População de Fortaleza cresceu mais que a média brasileira

Os resultados sobre a população no Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que Fortaleza é o 5º município mais populoso, com 2.447.409 pessoas. Seu crescimento foi de 14,29%, tendo em vista que no ano de 2000 havia 2.141.402 pessoas. No Brasil, o aumento populacional foi de 12,33%. Fortaleza cresceu 1,96% a mais do que a média no Brasil.

 Em relação a 2000, os dados mostram que a população brasileira tem crescido muito. Em 2000 havia 169.799.170 pessoas, em 2010, 190.732.694. De acordo com os resultados, São Paulo é o município brasileiro mais populoso (11.244.369). Borá (SP) continua sendo o município menos populoso, com 805 habitantes e um pouco acima, Serra da Saudade (MG), 815 pessoas.

O número de moradores que vivem em cidades aumentou, em relação aos dados de 2000. De acordo com o IBGE, em 2010, 15,65% dos habitantes brasileiros moram na zona rural e 84,35%, em situação urbana. No último censo, há dez anos, os porcentuais eram de 18,75% e 81,25%, respectivamente

O Censo 2010 também mostra que a quantidade de mulheres supera a de homens. 51% da população são de mulheres e 49% de homens. Há 95,9 homens para cada 100 mulheres.

Dados:

Homens em Fortaleza: 1.145.799
Mulheres em Fortaleza: 1.301.610

Homens no Brasil: 93.390.532
Mulheres no Brasil: 97.342.162

 Um reflexo da super população em Fortaleza

No dia 17 de novembro, dados de uma pesquisa sobre as áreas de assentamento precário e moradias construídas em mutirão foram apresentados pela prefeitura da capital cearense. Segundo a pesquisa, hoje, Fortaleza tem 550 favelas e 74 áreas de risco.

Censo na História

O IBGE considera que o primeiro Censo Demográfico do Brasil foi realizado em 1872. O país era uma monarquia governada pelo imperador D. Pedro II. Além de perguntas sobre sexo, idade, escolaridade e estado civil, religião e deficiência física, o questionário incluía a pergunta se a pessoa era livre ou escrava. Em 1940 foi realizado o primeiro censo pelo IBGE.

Texto de Camila Holanda

Orkut x Facebook no Brasil

 

Foto: site Topnews.in

Os grandes mercados do Orkut são o Brasil e a Índia. No resto do mundo domina o Facebook, rede social americana. Segundo o site Tech Crunch, a rede social americana deve passar o Orkut na Índia em um mês ou dois e depois o ritmo de crescimento deve ser ainda maior, como aconteceu em outros países. Veja abaixo o gráfico:     

Fonte: http://techcrunch.com/2010/07/07/orkut-facebook-india/

No Brasil, as duas redes sociais tem números muito díspares. O Orkut possui 26 milhões, contra 5,3 milhões do Facebook. A rede social americana cresce mais junto às classes A e B, que é a liderança intelectual e econômica do país e, quando isso acontece, pela experiência em outros países, parece ser o ponto em que o processo fica irreversível, segundo dados da Nielsen Online divulgados pelo IDGNow!, no final do ano passado. A estudante de Direito Isabella Pegado Parente, 22 anos, é usuária dos dois sites de relacionamento há sete anos e acredita que “a maioria das pessoas tem acesso à Internet, independente de classe social, da raça e da cultura”. Segundo a doutora em Sociologia Preciliana Morais, a sociedade midiática, tecnológica e do consumo criou maneiras de agir e pensar junto às redes sociais.

O Orkut, há alguns anos, passou a crescer com força entre as classes C e D do Brasil. A socióloga afirma que esses sites foram feitos para todos, independente da classe social. “Os seres humanos tem desejos e querem participar das ‘novidades’, porém, como existe uma separação na sociedade, o preconceito fala mais alto e leva a mudança de uma rede social para outra.” Esse fenômeno foi rapidamente definido pela sociedade como processo de “favelização do Orkut”. Ao mesmo tempo, notícias frequentemente associam o Orkut com eventos criminosos, apontando os riscos da ferramenta. E esse preconceito, como construção cultural, vai agregando outras práticas, tal como a migração das classes mais altas para ferramentas tidas como mais “seguras”, como o Facebook.

Alguns fatores pelos quais o Facebook vem dando certo no Brasil, segundo a pesquisadora, jornalista e professora Raquel Recuero:

  • Ilusão de maior privacidade – Essa é uma preocupação recente, especialmente entre os usuários de classes mais altas. O Facebook tem sérios problemas com a privacidade – como indicou uma recente pesquisa publicada no site da Abril nesta sexta (05/11) – , mas passa a ilusão de que é mais privado, porque possui menos usuários.
  • Aplicativos e Jogos – Um dos grandes fatores motivacionais para a migração está nos aplicativos e, de um modo especial, nos jogos. Como o jogo é adotado em grupo, há um grande quantidade de convites para as redes offline.
  • Diferenciação – Apesar de menos importante, é nítida a migração pela diferenciação e de criação de fronteiras que foram apagadas no Orkut. As pessoas migram também porque querem estar num espaço diferente, onde as classes mais baixas ainda não chegaram.

Isabella pensa que “vão surgir outras redes sociais, mais interessantes e com outras opções e novidades e que vão virar ‘modinha’ também”. O que concorda a socióloga Preciliana: “todos esses sites tem prazo de validade, já que isso será um ciclo vicioso de uma rede social para outra”.

Facebook no cinema

A Rede Social (The social network), filme da Sony Pictures, é dirigido por David Fincher (“O clube da luta” e “O curioso caso de Benjamin Button”). O longa, que estreia dia 3 de dezembro no Brasil, conta a polêmica história que envolve a criação do Facebook, maior rede social do planeta, com cerca de 500 milhões de usuários.

É baseado no livro “The accidental billionaires: the founding of Facebook, a tale of sex, money, genius and betrayal” (“Os bilionários acidentais: a fundação do Facebook, uma história de sexo, dinheiro, genialidade e traição”).

Veja o trailler:


Texto de Thalyta Vasconcelos

 

A alta estação do câncer de mama

 
 
 
 

Foto: blog Unimama

O Inca (Instituto Nacional do Câncer) divulgou nesta última sexta-feira (15), dados que indicam que cerca de 11 mil mulheres morrem por ano no Brasil de câncer de mama. Isso representa 2,5% das mortes femininas no país.

O Brasil é um país onde a incidência do câncer de mama ainda é muito expansiva. Embora o país esteja fazendo trabalhos vitoriosos na busca da diminuição desse câncer, a população precisa estar atenta aos cuidados pessoais e precauções do câncer.

Objetivando diminuir a incidência da doença, o Inca elaborou recomendações que vão ajudar as mulheres na prevenção desse câncer.

O Instituto ressaltou que a informação é essencial para que as mulheres possam estar em alerta para as precauções da doença, principalmente para os primeiros sintomas. Reforçou que as mulheres com nódulos palpáveis na mama e outras alterações têm direito de receber diagnóstico no prazo máximo de 60 dias. Dentre as recomendações, o Inca reforçou os cuidados com alimentos gordurosos, ingestão de bebidas alcoólicas e o fumo.

Texto de João Paulo de Freitas com informações de Inca.

Mais informações no Estadão.

Apoiar o notebook no corpo pode gerar lesão a pele

Foto: Hyana Rocha

Você já ficou tão destraído com seu laptop que acabou deixando-o durante muito tempo em suas pernas? Em pesquisa divulgada esta semana, foi constatado que o hábito de apoiar o notebook nas pernas pode gerar a “síndrome da pele tostada”. A pesquisa foi realizada por cientistas suíços e publicada pela revista “Pediatrics”. Segundo os cientistas, o calor gerado pelos dispositivos pode causar, dentre vários problemas, a despigmentação da pele ou o cancro.

 Em caso recente relatado pela revista, um garoto de12 anos desenvolveu uma descoloração da pele em sua coxa esquerda, depois de jogar com o computador sobre as pernas por algumas horas, todos os dias e durante vários meses.

Outro caso foi o de uma estudante de Direito que buscou tratamento para uma descoloração na perna. Na hora da consulta, a temperatura no local afetado era de 51°C, depois da estudante ter seis horas trabalhando com o computador no colo.

 Os pesquisadores não citaram nenhum caso de câncer de pele, no entanto, não descartaram a possibilidade. Para o doutor José Nogueira Paes Jr., clínico geral, esta ainda é uma polêmica. “Chegar a desenvolver algum tipo de câncer de pele devido a essa exposição é muito controvertido, pois não existem provas de que o laptop tenha o ocasionado ou se a pessoa já tenha uma predisposição para a doença”.

Na dúvida, a dica é sempre se prevenir e colocar uma proteção entre o laptop e o corpo para que não chegue a esquentar tanto quando em contato com a pele.

Texto de Giovanna Almeida com informações de Globo, O Dia Online, Jornal Pequeno Online e Olhar Digital.

A televisão no Brasil com 60 anos ainda tem muita história para contar

Foto: blog Audiência de emissoras

A chegada da televisão no Brasil completou 60 anos no último sábado(18). Para comemorar a data, os jornalistas Igor Sacramento, Ana Paula Goulart Ribeiro e Marco Roxo escreveram um livro que sintetiza a trajetória da TV na sociedade brasileira. A obra será lançada, em Fortaleza, entre os dias 13 e 15 de outubro no II Simpósio Mídia Nordeste, no Centro Cultural Dragão do Mar.

A obra mapeia a história da televisão no País entre dos anos 1950 aos 2000. Os jornalistas procuram analisar a evolução da televisão sob vários aspectos: socialmente, tecnologicamente e na linguagem. Também foram verificados o comportamento dos telespectadores a cada década, com os diferentes impactos nas programações e formatos.

Os três resolveram chamar outros profissionais para ajudar a compor o livro. “Nós gostaríamos de produzir uma história da televisão que apresentasse as suas diversas multiplicidades, disputas e tensões próprias”, conta Sacramento. Os convidados são pesquisadores de Antropologia, Comunicação, História e Sociologia.

Opinião sobre os 60 anos da TV

O professor de Telejornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor) Alberto Perdigão lamenta que não tenha havido nenhuma comemoração. “Não falo de fazer uma festa. Mas, de fazer questionamentos sobre a televisão que temos. Acredito que esse seja o momento de reflexão”.

Serviço
II Simpósio Mídia Nordeste
Dias: 13,14 e 15 de outubro
Local: Teatro Centro Dragão do Mar

Texto de Deborah Milhome