Projeto gráfico de jornal laboratorial é recriado por aluna de jornalismo

Modelo antigo do sobpressão à esquerda e o novo projeto à direita. Foto: Priscila Baima
Modelo antigo do sobpressão à esquerda e o novo projeto à direita. Foto: Priscila Baima

O Sobpressão é um jornal laboratorial do curso de Jornalismo da Unifor, que consiste em duas edições por semestre, as quais apresentam matérias compostas pelos alunos da cadeira de Projeto Experimental em Jornalismo Impresso, ofertada no sexto semestre da grade curricular. A cadeira, ministrada pelos professores Janayde Gonçalves e Eduardo Freire, leva aos alunos uma perspectiva de funcionamento de reportagem, fazendo com que estes defendam suas pautas, elaborem e diagramem matérias, e busquem as fotografias que vão ilustrar o jornal. Os alunos devem produzir também textos de caráter opinativo, sendo dois deles escolhidos para cada edição

O jornal não é temático, então a proposta é de que cada aluno possa defender a pauta que pode tornar-se uma notícia. Além do material produzido na cadeira, o Sobpressão possui outros cadernos que fazem parte dele, como o Balaio e o Classificado Dá Notícia.

Em maio de 2004, o Sobpressão recebia sua primeira edição com um projeto gráfico idealizado por Aldeci Tomaz e pelo professor Eduardo Freire. Com o intuito de repensar um projeto para o produto, no segundo semestre de 2013, o jornal recebeu uma nova proposta de projeto gráfico, elaborado como Trabalho de Conclusão de Curso da aluna de Jornalismo da Unifor, Camille Vianna.

O professor Eduardo Freire acredita que uma discussão entre professores, alunos e estagiários do Laboratório de Jornalismo (Labjor) pode decidir se o jornal vai aderir ao novo projeto. “Eu vi que precisávamos fazer uma modernização, e sugeri que seria melhor ainda se o projeto fosse elaborado por um aluno, assim como todo o resto do jornal é feito”, declara.

Camille Vianna. Foto: Arquivo pessoal
Camille Vianna. Foto: Arquivo pessoal

A idealizadora do projeto, Camille, não tinha como objetivo inicial mudar a estrutura Sobpressão, mas ao decorrer do trabalho, essa discussão para um um novo projeto do jornal foi se tornando possível. “O projeto foi inspirado no jornal I, de Portugal. É um jornal mais contemporâneo, premiado internacionalmente na área de design gráfico. A proposta visou a facilitar a diagramação e a organização de ideias para o aluno de jornalismo, tornando-o mais compacto e de fácil leitura”, revela a estudante.

Thaís Praciano, atual bolsista de Impresso do laboratório, ressalta a importância que é ter um jornal renovado para estimular os alunos, uma vez que um jornal laboratorial é de extrema importância na formação de futuros jornalistas. “Esse projeto pode dar uma alavancada nos espíritos dos alunos, dará uma repaginada no dinamismo do Sobpressão”, conclui.

Texto: Beatriz Santos

É tempo de Praxe em Lisboa

Foto: Camila Teixeira
Foto: Camila Teixeira

A primeira semana de “aulas” nas universidades de Lisboa chegou ao fim juntamente com o período de praxes acadêmicas. Como manda a tradição portuguesa, todos os alunos matriculados pela primeira vez nas universidades são intitulados como bichos. Os calouros são alunos matriculados pela primeira vez e que participam da cerimônia do batismo, estes são praxados, se aceitarem participar.

Para que você entenda melhor, a praxe em Portugal equivale ao trote no Brasil, é um conjunto de práticas que visa à recepção e integração dos novos estudantes nas instituições, porém diferentemente do Brasil os estudantes veteranos portugueses que organizam e comandam as atividades utilizam uma vestimenta específica para estas cerimônias, o traje.

 Trata-se de um traje social na cor preta com blazer e saia na altura acima dos joelhos para as mulheres e calça para os homens. Debaixo do blazer faz-se o uso de camisas de botão brancas e gravatas pretas para ambos os sexos. Para os homens ainda há um colete social que compõe o traje. Por último, a capa preta comprida complementa o visual de todos os praxantes – veteranos da universidade que foram praxados quando iniciaram o seu período acadêmico e agora têm o direito de praxar os novos alunos.

Foto: Camila Teixeira
Foto: Camila Teixeira

Essa cultura não é tão simples como parece, são muitas regras dispostas no código de praxe, difícil resumir em poucas palavras todo o funcionamento desta tradição, mas é possível explicar de maneira geral como funciona todo o processo. Cada aluno veterano que foi praxado em seu ano tem o direito de fazer parte da comissão de praxe e aderir ao traje a partir do seu segundo ano de estudos. Dependendo do ano de cada veterano eles são nomeados de forma diferente, existem os mestres e os doutores. Cada curso tem a sua comissão de praxe e o seu presidente que é o responsável pela comissão – este detém a última palavra diante de conflitos ou debates.

Foto: Mariane Morales
Foto: Mariane Morales

Ao todo, são cinco dias de atividades. Os caloiros têm que obedecer os veteranos que exigem acções como: correr, deitar no chão, saltar, falar palavras e/ou frases ofensivas, cantar músicas representativas do curso – a maioria com palavreado sexual – e se os caloiros não realizam tais atividades são imediatamente atingidos por jatos de água disparados por armas de brinquedos além outras penalidades.

A principal delas chama-se encher, os calouros devem fazer flexões, abdominais ou saltos e o número de repetições é determinado pelos veteranos de acordo com o descumprimento das atividades. A brincadeira demonstra como objectivo a necessidade de respeito ao “superiores” mestres e doutores da praxe.

Foto: Camila Teixeira
Foto: Camila Teixeira

Os calouros são tratados como soldados de uma tropa militar, mas no fim, apesar de todo o cansaço, eles resistem e acabam se divertindo para que possam praxar nos anos seguintes. Poucos sãos os que choram e desistem das brincadeiras por não se sentirem bem com as humilhações.

 No Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa os caloiros ainda tiveram a oportunidade de se divertirem e participar de disputas em brinquedos infláveis como touro mecânico e pebolin gigante. Bebidas e a famosa bifana também foram servidos a preços acessíveis. Um porco inteiro foi assado no pátio e as bifanas do leitão eram servidas com pão, um dos principais acompanhamentos da maioria das refeições em Portugal. Ainda teve dança e músicas típicas da região.

Foto: Camila Teixeira
Foto: Camila Teixeira

No penúltimo dia de praxe, os caloiros foram separados em grupos e participaram do chamado Rally Tascas, uma caminhada com diversas paradas onde eles experimentavam doses de bebidas. Uma forma divertida de conhecer os arredores da universidade, as bebidas típicas, além de amenizar os “sofrimentos” causados durante toda a semana.

Texto: Mariane Morales

Copa das Confederações altera datas para o Cine Ceará

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As datas da 23ª edição do Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema, foram alteradas devido à Copa das Confederações.  Em vez de acontecer em junho, será de 7 a 14 de setembro. As inscrições já foram abertas e vão até dia 7 de junho. O evento é uma promoção da Universidade Federal do Ceará (UFC) por meio da Casa Amarela Eusébio Oliveira.

Além da Mostra Competitiva de curtas e longas-metragens, também acontecerão outros eventos paralelos sobre cinema, como encontros de realizadores e produtores, palestras, seminários internacionais e lançamentos de filmes.

Getúlio de Abreu, estudante do 3º semestre Audiovisual da Unifor, não vai se inscrever nessa edição, mas acha que o evento é muito importante para a divulgação de trabalhos de pessoas que ainda estão com pouca experiência. “Já inscrevi um curta-metragem em vários festivais e só foi aceito em um da Colômbia. Mas é ótimo pelo espaço que conseguimos”. Samuel Carneiro, que está no 6º semestre, diz que “é muito importante divulgar os produtos independentes, tanto de estudantes, como de professores e entusiastas.”

Mostra Competitiva

Para os longas-metragens, serão aceitas produções ibero-americanas, ou seja, da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha. A duração deve ser acima de 70 minutos, de qualquer gênero e formato, contanto que possam ser apresentadas digitalmente no dia de exibição. Já os curtas-metragens só podem durar até 20 minutos e terem sido produzidos a partir de 2012 por brasileiros ou radicados no país há mais de três anos e que não tenham participado de outra seleção do evento.

As inscrições são gratuitas e a ficha está disponível no site oficial. O participante deve preenchê-la, anexá-la ao e-mail indicado para a sua categoria e enviar uma cópia do filme em um DVD com o material de divulgação. A ficha de inscrição precisa ser impressa, preenchida, assinada e enviada para o e-mail para o endereço indicado.

Todas as obras que forem selecionadas e exibidas concorrem ao Troféu Mucuripe em várias categorias. O vencedor de Melhor Longa-metragem leva o prêmio de 10 mil dólares (aproximadamente R$23 mil). O júri, formado por estudantes universitários de Fortaleza, também irá premiar os curtas da mostra Olhar do Ceará, além de menções honrosas e prêmios especiais.

Serviço

Cine Ceará – Festival Ibero-americano de Cinema

Data: 7 a 14 de setembro
Local: Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Inscrições até o dia 7 de junho

Texto: Thaís Praciano

Casa Cor traz referências portuguesas e homenageia artistas locais

Foto: Divulgação

A edição deste ano da Casa Cor Ceará tem como tema “Moda, Estilo e Tecnologia”, manifestando a inovação e o lado fashion presente na arquitetura de interiores em 40 ambientes assinados por 56 profissionais. Aproveitando o ano de Portugal no Brasil, o evento trará referências do país lusitano em peças e ambientes, com destaque para a entrada da casa, na Praça Portugal, que tem a calçada e o muro com temática portuguesa, assinados pelo arquiteto Pedro Esdras. Também, como é comum em todas a edições, o evento homenageia, artistas da cena local, como o empresário Everardo Telles, o estilista Lino Villaventura e em memória do humorista, escritor e ator Chico Anysio.

Na 14ª edição da Casa Cor Ceará 2012, a moda, o estilo e a tecnologia estão juntos na apresentação de espaços bonitos, modernos, confortáveis e funcionais. Além de trazer novidades da arquitetura, a Casa Cor oferece uma programação de lazer para a família, com entretenimento, gastronomia e cultura em espaços com restaurante, café, revistaria e outros serviços.

Os homenageados

Chico Anysio, nascido em Maranguape em 1931, foi um humorista conhecido pelos seus inúmeros quadros e personagens de humor na televisão desde os anos 70 e morreu em março de 2012. O multiartista recebe uma homenagem especial em um espaço assinado pela arquiteta Renata Targino chamado “Studio Chico”. Lino Villaventura (Antônio Neto), chamado assim depois de lançar sua marca de mesmo nome em 1982 em Fortaleza, é estilista e figurinista conhecido nacionalmente com lojas na capital cearense e São Paulo. Everardo Telles é empresário que há mais de 30 anos comanda o Grupo Ypióca que atua em diferentes setores, da agropecuária ao turismo.

A diretora executiva da Casa Cor Ceará, Neuma Figueirêdo, convida o público para participar dessa edição da Casa Cor. No canal do evento no You Tube, você encontra também entrevista com alguns dos arquitetos expostos.

Serviço:
Data: 11 de outubro a 20 de novembro
Horário: terça a domingo, das 16h às 22h
Local: Praça Portugal – entrada pela rua Visconde de Mauá, 777 – Aldeota
Informações: (85) 3112-4144

Texto: Iara Sá