Por que reciclar o óleo de cozinha?

Foto: Divulgação

Nem precisa se envergonhar, a grande maioria dos consumidores joga o óleo usado na pia ou no lixo. Outros, que se dizem ecologicamente corretos, jogam no vaso sanitário ou colocam dentro de uma garrafa para ser descartado no caminhão de lixo. Nenhuma dessas formas é a melhor solução para se livrar desse vilão do lixo doméstico. Se o óleo for jogado na pia, além de entupir o encanamento, pode prejudicar o meio ambiente contaminando rios e lençóis freáticos, colocando em risco a vida aquática e comprometendo a alimentação humana. Se for colocado dentro de uma garrafa plástica e jogado no lixo pode ocorrer um vazamento que contaminará as águas subterrâneas, mas, se armazenadas, forem levadas para um posto de reciclagem, ele será tratado e utilizado na produção de tintas, biodiesel, vernizes e sabão. Para facilitar a transformação de óleo em sabão, Rômulo Carmo, diretor da Reciprátik, criou o Reciclador de óleo de cozinha, que armazena os resíduos e transforma o óleo em sabão biodegradável.

Mesmo se não tiver este equipamento, a produção de sabão também pode ser feita.

Estudos analisados pela Ecóleo afirmam que:

  • O Brasil produz anualmente 9 bilhões de litros de óleos
  •  1/3 dessa produção vai para os óleos comestíveis
  •  consumo per capita fica 20 litros/ano = produção de 3 bilhões de litros de óleos por ano no país
  • apenas 1% de óleos vegetais usados no Brasil são coletados. Todo o resto se divide em contaminar o meio ambiente.

Esse resíduo não se dissolve dentro da água, com isso é formada uma camada densa poluindo rios, lagos e aquíferos. Os óleos mais leves do que a água ficam na superfície e acabam impedindo a entrada de luz e oxigenação, comprometendo a vida aquática e causando corrosão de canos de esgoto, contaminando o solo e reduzindo a quantidade de oxigênio em fontes de água. O óleo de cozinha, já deve ter um destino ecologicamente correto que pode evitar a poluição do meio ambiente: a reciclagem.

Para evitar o descarte inadequado do óleo é fácil. O cidadão deve pegar todo o óleo usado, colocar em um recipiente fechado e mandar para a reciclagem. O melhor de tudo é que essa reciclagem pode trazer economia e até lucro. Na Coelce foi feito um programa de gestão no qual os clientes se cadastram, recebem um cartão com chip e começam a entregar os resíduos no posto de coleta em troca de descontos nas contas de energia elétrica, podendo fazer um acompanhamento pela Internet. Além do óleo vegetal, os clientes podem entregar outros resíduos como metal, plástico, vidro, papel, papelão, ferro e cada resíduo tem seu valor em quilo, unidade ou litro. Caso o valor da bonificação seja superior ao total da conta, o excedente é creditado automaticamente na fatura seguinte. Hoje, 38 pontos fixos de coleta do Ecoelce estão em funcionamento, sendo 17 em Fortaleza, 4 na Região Metropolitana e 17 no interior do estado, além de 26 locais de coleta móvel no interior do Ceará.

A Prefeitura de Fortaleza, por intermédio da Secretária Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), com o objetivo de reaproveitar a grande quantidade de resíduos sólidos produzidos, lançou a Campanha de reciclagem de óleo de cozinha. O óleo pode ser despejado em tambores de armazenamento de óleo distribuídos por Fortaleza e, quando recolhido, será doado para a Usina de Beneficiamento para tirarem todas as impurezas do óleo, e dali, será limpo e vendido para a Usina da Petrobras em Quixadá, transformando-se em biocombustível.

Pontos de coleta em Fortaleza:

Ecoelce: Segunda à sexta, de 8h às 12h e 14h às 18h. Informações: ()85 3453.4956

Semam (Regional VI). Avenida Paulino Rocha, 1343 – Cajazeiras
Mercado São Sebastião (Sercefor) – Rua Gal. Clarindo de Queiroz, 1745 – Centro
Em implantação:
Ecoponto da Av. Leste-Oeste (Regional I)
Ecoponto da Rua Meruoca – Varjota (Regional II)
Secretaria de Desenvolvimento Econômico – SDE (Regional IV)
Secretaria Executiva Regional do Centro
Secretaria Executiva Regional I
Secretaria Executiva Regional II
Secretaria Executiva Regional III
Secretaria Executiva Regional IV
Secretaria Executiva Regional V
Secretaria Executiva Regional VI
Escola Municipal Eduardo Campos na Sabiaguaba (Regional VI)
Associações de Catadores:
Jardim das Oliveiras (Regional VI)
Siqueira (Regional V)
Ancuri (Regional VI)
Pirambu (Regional I)
Serrinha (Regional IV)
Bonsucesso (Regional III)
Bairro de Fátima (Regional IV)

Texto: Bruna Feijó

[Ensaio] Comunidade de catadores no foco do meio ambiente

Foto: Eduardo Cunha

O Ensaio de hoje mostra a Associação dos Agentes Ambientais Rosa Virgínia, localizada no bairro do Novo Mondubim. As fotos foram feitas pelos alunos Txai Costa e Eduardo Cunha, do curso de Publicidade e Propaganda da Unifor, que foram conhecer e conversar com os componentes da Associação. A ideia da visita surgiu pelo interesse de explorar certos locais desconhecidos da cidade, assim os estudantes descobriram essa associação, que é um local afastado dos cartões postais de Fortaleza.

A comunidade de catadores é formada por onze famílias que se beneficiam da coleta seletiva. Diariamente essas pessoas saem com seus carrinhos percorrendo bairros, alguns próximos da associação, outros mais distantes, como por exemplo, o Bairro de Fátima. Na volta, o material é separado, tratado e vendido para indústrias que farão a reciclagem.

Os agentes relatam que a princípio sentiam o peso do trabalho árduo, mas aos poucos, com a conscientização de seus papeis sociais e ambientais, esse esforço físico foi se tornando cada vez mais significativo. O silêncio é uma característica da AAARV. Mesmo unidos, cada catador faz seu trabalho concentrado e quase não há conversa.

Texto e fotos: Eduardo Cunha e Txai Costa

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Moda e natureza de mãos dadas

Afinal, o que é isso?

A moda, na sua essência, cria peças e tendências. Mas o que anda acontecendo hoje no mundo da moda é sua união com a sustentabilidade. É com lixo reaproveitado, reciclando produtos e recriando peças que não tinham mais usos, que estilistas e estudantes de moda criam peças sustentáveis. E você, sabe o que isso significa sustentabilidade? Sustentabilidade está relacionada com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Em outras palavras, é viver hoje, preservando e pensando no futuro.

E quem faz isso?

O grupo Lixúria, de estudantes do curso de Estilismo e Moda da UFC, transforma materiais recicláveis que iam para o lixo em arte. O grupo tem seis integrantes, Natássia Maia, Karine Matos, Mayrla Canasfístola, Laura Nefitale e Meiriane Nascimento, que participaram do Concurso Novos Talentos do Dragão Fashion Brasil. O concurso pedia que os concorrentes elaborassem apenas duas peças com materiais recicláveis, mas as meninas fizeram todas as oito peças da coleção com o material. Elas encantaram o público, pois conseguiram levar luxo, brilho e muita criatividade ao desfile.

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Mãos que transformam lixo em arte

Franklin Ferreira/ Foto: Divulgação

Ele gosta de desenhar, de viajar, de conhecer pessoas, de observar e de surfar. E decidiu unir tudo isso na sua arte, sua forma de tentar melhorar o mundo. Artesão autônomo há seis anos, Franklin Ferreira, 41 anos, começou seus primeiros trabalhos manuais por influência de um amigo surfista. Fez uma peça decorativa de gesso ilustrando um surfista pegando uma onda. Mas foi além do caráter decorativo e, já pensando em maneiras de como não degradar o ambiente, começou a trabalhar com lixo eletrônico. “Eu observei que pouca gente trabalha com lixo eletrônico. As pessoas abrem as peças e retiram alguns materiais encontrados dentro, como o cobre, mas não fazem nada com a carcaça”, recorda.

Atualmente, ele faz peças decorativas e funcionais e divulga seu trabalho por meio da marca Maré Verde, criada a partir do conceito de maré “que deve arrastar as pessoas para reutilizar a natureza (o verde)”. Seu blog existe há quatro anos e, de lá pra cá, Franklin já participou de várias exposições temáticas, concursos e já efetuou vendas pela Internet para cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

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