[Ensaio] Você tem fome de quê?

O ensaio CO-MI-DA, realizado no Campus da Universidade pelos estagiários do Labjor teve o objetivo de fazer clicks sob a perspectiva de um olhar faminto. Bolo, sopa, sorvete, pão de queijo, pizza, bala… Tem foto para todos os gostos. Porque a gente não quer só comida. A gente quer comida, diversão e arte. Bon appétit.

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Fotógrafos: Thalyta Martins, Suzane Lobo, Yuri Jivago, Rhaiza Oliveira, Hannah Moreira e Farley Aguiar.

Texto de Thalyta Martins

Comer bem é comer direito!

Foto: Internet

Visando auxiliar a construção de uma sociedade mais saudável e bem nutrida, acontecerá entre os dias 26 e 28 de maio o 9º Fórum de Pesquisa em Nutrição.

A palestra de abertura será realizada amanhã às 18 horas no auditório da Biblioteca da Unifor e conta com a presença de Diana Magalhães, professora de Nutrição da Uece, e Núbia Bastos, professora do curso de Direito da Universidade. A primeira abordará o tema “Nutrigenética”, enquanto a outra explanará sobre o tema “Plágio em Pesquisa”.

Voltado para os alunos do curso de Nutrição (especialmente os concludentes), alunos da área de saúde e demais interessados, o Fórum oferecerá palestras, exposições das mais recentes pesquisas acadêmicas na área – através das apresentações de trabalhos de conclusão de curso – e apresentações de banners.

As inscrições já estão disponíveis aqui.

Programação:

 26 de maio, quinta-feira

14h às 17h30 | Apresentação de trabalho de conclusão de curso (Bloco A – auditórios) e exposição de produtos (Bloco D – Hall)

18h às 19h30 | Abertura do evento (auditório da Biblioteca)

27 de maio, sexta-feira

8h às 18h30 – Exposição de produtos (Bloco D – Hall)

8h às 11h30 | Apresentação de trabalho de conclusão de curso (Bloco A – auditórios) e exposição de banners

12h às 13h30 | Apresentação de banners (Bloco D – Hall)

14h às 17h30 – Apresentação de trabalho de conclusão de curso (Bloco A – auditórios) e exposição de banners

17h às 18h30 – Apresentação de banners (Bloco D – Hall)

28 de maio, sábado

8h às 11h30 | Apresentação de trabalho de conclusão de curso (Bloco A – auditórios) e exposição de produtos (Bloco D – Hall)

17h às 18h30 – Apresentação de banners (Bloco D – Hall)

Texto de Vivianne Rodrigues

Unidos em favor da arte e permacultura urbana

Quando pessoas sensíveis percebem que têm poder de transformação, mudanças saudáveis, felizes e concretas, podem acontecer

Imagine um lugar no meio do Meireles dentre prédios e mais prédios, lojas, escritórios, fast-foods, e afins. Mentalize um espaço, dentre todas essas coisas urbanas, onde você pode apreciar uma praça com lagos artesanais que geram microclima.

Um jardim vertical com garrafas pet e teto vivo com plantas, teto esse que você pode até dar uma passeadinha, edificação de pneu, telhado de sucata, tudo com reaproveitamento de demolição. Lá, até a água que se utiliza no banheiro molhado é tratada para voltar limpa ao esgoto da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).

Fotos: Internet

Imaginou? Pois esses lugares existem e são congregados pela ONG A Cura do Planeta, que começou suas atividades no ano passado, pelo entusiasmo de um grupo de amigos, interessados numa forma de trabalhar cuidando do planeta. A ideia é que a instituição fosse difusora da cultura de paz.

Para dar inicio ao seu trabalho, a Cura tinha duas perguntas base para o ser humano: ‘O que você come?’ e ‘Quem é você?’. Desde o inicio, a ONG tem como carro chefe da instituição a alimentação sem culpa, com beleza e também sabor. Otalibas Rocha, fundador da Cura do Planeta, diz que quando muda o que se consome como sustento diário, você acaba mudando também suas atitudes do dia-a-dia e seu corpo vai se adaptando às transformações.

Mas não é só “em casa” que o trabalho de conscientização é feito. Existe um projeto filantrópico com o supermercado Cometa, de onde eles recebem papelão e plástico para fazer reciclagem. Pra concretizar esse trabalho a Cura fez uma aula de educação ambiental com os funcionários do supermercado e mantém constante essa atividade de troca.

As parcerias não param por aí. Lembra da praça que falamos no começo? O trabalho de construção dessa “obra verde” , concluída este ano, foi feita em parceria com a Ong Leão de Judah, entidade que ajuda meninos e meninas de todas as idades na recuperação do vicio de drogas. A Cura contribuiu para a ressocialização de quatro desses meninos que trabalham junto com uma equipe na praça.

Você Sabia?

Essas formas artesanais de viver e outras mais fazem parte do que se chama Permacultura Urbana, conjunto de técnicas que auxiliam num modo de vida onde se transforma sem cortar, mexer ou maltratar os elementos naturais. Essas técnicas auxiliam na elaboração, na implantação e na manutenção de espaços produtivos que mantenham a diversidade, a resiliência e a estabilidade dos ecossistemas naturais, promovendo energia, moradia e alimentação humana de forma harmoniosa com o ambiente.

Jussara Holanda

O peso da obesidade infantil no corpo e na mente

Ser obeso na infância e/ou adolescência é, muitas vezes, um prenúncio desse estado na vida adulta, e, por isso médicos, nutricionistas e psicólogos veem a necessidade de dar uma atenção especial aos “quilinhos a mais” desde cedo. Essa é uma doença que atinge não só o corpo físico, mas também o lado psicológico de quem está acima do peso.

A obesidade não é um problema que incomoda somente na aparência. O excesso de peso se tornou uma preocupação na vida de muitas pessoas, pois, além do incômodo físico, pode provocar o surgimento de sérios problemas na saúde, como diabetes, artrite, artrose, dentre outros

Fotos: Internet

 A Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, divulgou em 2009 que o índice de sobrepeso e obesidade dos brasileiros aumentou significativamente desde 2005. Dos cerca de 54 mil adultos entrevistados em todos os estados, 51% dos homens e 42,6% das mulheres estavam acima do peso ideal para a idade.

As crianças e adolescentes também não escapam desses índices. Por conta da grande energia que têm, muitos jovens acabam direcionando esse vigor às comidas. Mas, segundo a nutricionista Evânia Cidrão, não é esse o motivo principal. “A obesidade pode estar atrelada a genética, a pais superprotetores, a ansiedade e a uma imensidão de outros fatores que só podem ser descobertos durante o tratamento”, revela.

A obesidade na juventude pode, ainda, estar ligada à diabete, ao hipotireoidismo (diminuição dos hormônios da tireóide, que refletem em quase todos os órgãos do corpo) e, principalmente, a distúrbios metabólicos.

Evânia afirma que o acúmulo de gordura no corpo é preocupante desde o nascimento, mas que essa dificuldade se intensifica a partir dos 6 anos, quando se torna possível calcular o Índice de Massa Corporal (IMC) e perceber em que nível o ganho de peso está.~

A nutricionista adverte, ainda, que é necessário que os pais estejam inteiramente conectados ao processo de perda de peso do filho, já que normalmente são eles os responsáveis por fazer as compras no supermercado e escolher o cardápio. “É preciso conscientizar toda a família, porque ficar sempre oferecendo mais enquanto o filho almoça também não pode”. Ela conta que o emagrecimento pode ser mais fácil durante a fase de crescimento. Segundo ela, se o jovem parar de engordar o desenvolvimento comum da idade tratará de distribuir o peso ao longo do corpo, facilitando o processo.

O lado psicológico também se envolve

Além de problemas alimentares, muitas vezes estão associados à obesidade os distúrbios psicológicos. Segundo Célia Nóbrega, psicóloga especialista no tratamento da obesidade, as disfunções mais comuns são a ansiedade, a depressão, a falta de controle dos impulsos, a fobia social, o alcoolismo, os transtornos do comportamento alimentar, como a bulimia, a anorexia e o transtorno do comer compulsivo. Todos estes males podem estar associados tanto à causa quanto à consequência do ganho de peso.

Muitos “gordinhos” têm sua auto estima diminuída como consequência do preconceito social pelo qual passam. Um assunto que se tornou bastante comentado nos círculos sociais atuais é o bullying, termo vindo da língua inglesa que remete a todas as formas de agressões, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas que acontecem sem motivo claro e são praticadas, em sua maioria, no período escolar, causando traumas e angústias, sem permitir ao agredido que se defenda.

Célia recomenda: para se tratar a obesidade, o paciente deve ser acompanhado por uma série de profissionais especializados, já que a obesidade é uma doença relativa a vários fatores, que precisam ser estudados e manuseados ao mesmo tempo com cautela e rigidez. Não é tarefa fácil lidar com o tratamento da obesidade na fase adulta e, ainda mais delicado, com os jovens. “Porque essas mudanças implicam em lidar com limites, com regras, com frustrações, com o novo e, nessas fases do desenvolvimento humano, não se lida bem com essas exigências”

A colaboração dos pais é fator de extrema importância no tratamento da obesidade e isso é unanimidade no discurso dos que lidam com o tratamento da obesidade. Eles precisam estar atentos às atitudes dos filhos e, principalmente ao seu comportamento, que é decisivo na construção da personalidade do filho e na aceitação e acolhimento dele, independente do seu peso.  

Quando o Bullying explode

 Nas últimas semanas o vídeo da reação de um garoto a insultos feitos por colegas virou hit na Internet. Casey Hynes, de 15 anos, disse que desde a segunda série do ensino fundamental, foi colocado para baixo, provocado e atormentado pelos colegas do colégio. Até que perdeu os amigos e se tornou um alvo ainda mais fácil aos que lhe perseguiam. Com mais de 500 mil acessos, as imagens mostram a resposta de Casey a provocações feitas durante a vida inteira. O adolescente chegou a pensar em suicídio.

E essa foi a resposta fulminante dele ao bullying:

Texto de Lia Girão

Você já ouviu falar em Noni?

Morinda ciitrifolia, nome científico do Noni, é um fruto de origem asiática usada para combater o câncer e a diabete. Bastante popular nos Estados Unidos e em alguns países da Europa, o consumo no Brasil ainda é recente.  

Foto: Internet
 

O interesse na utilização do fruto surgiu quando começou o boato que o alimento teria propriedades farmacológicas e que mais de 120 doenças podiam ser tratadas e até mesmo curadas como o uso da planta e do extrato.

A partir da popularização do seu uso medicinal, uma pergunta passou a ser feita: aquilo era mito ou verdade?

Vários trabalhos científicos foram realizados com objetivo de avaliar se o Noni tinha realmente propriedades medicinais, como atividades antibióticas, antiinflamatório, analgésica entre outras.

Algumas perguntas já são respondidas. O suco do Noni contém alto teor de açúcar e de potássio, que pode ser prejudicial em diabéticos e em doentes renais. Em 2004, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) levantou dúvidas sobre a finalidade e a segurança do produto, baseadas em publicações científicas sobre a associação do consumo de suco de Noni a casos de toxidade hepática.

Por conta disso, a Anvisa proibiu a comercialização de produtos contendo Noni no Brasil, até que algum resultado real sobre o seu uso medicinal seja comprovado. “Medicamentos são os únicos produtos que possuem e podem alegar propriedades medicinais ou curativas e só podem ser comercializados depois de registro na Anvisa,que assegura sua eficácia e segurança”,afirmou a Agência.

A professora de nutrição da Unifor, Soraya Pinto, diz que conhece o fruto e sua fama medicinal. “O Conselho de Nutrição e os profissionais da área não recomendamos o uso do Noni. Além da Anvisa não ter liberado a sua comercialização, até o momento não há nenhum artigo científico constando que o acompanhamento do uso do Noni gerou alguma efeito positivo em alguém”, declarou a professora.

Até o momento, não é aconselhável o uso do Noni por pacientes em tratamento de câncer.

Conheça o fruto

A árvore do Noni pode atingir até 9 metros de altura e tem folhas largas, de cor escura. Tem formato oval, de cor verde e de tamanho que varia em 4 a 7 centímetros . Muito parecido com a fruta do conde. Quando colhido, tem uma cor branca e um cheiro muito forte e característico.

O fruto pode ser comido cru ou cozido. As sementes também são comestíveis após assadas. Mas, o suco do Noni é a forma mais popular.

Precauções com o consumo da fruta:

o Pós-operatório
o Nefropatas
o Diabéticos
o Pacientes em tratamento oncológico (radioterapia e/ou quimioterapia)
o Gravidez e lactação

Texto de Camila Silveira