De olho no colesterol

Foto: Suélen Ramos
Foto: Suélen Ramos

A má alimentação é apontada como um dos principais causadores do Colesterol. No centro de convivência da Unifor, existem diversas lanchonetes, mas poucas são as alternativas para quem quer seguir uma dieta saudável. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 40% da população brasileira sofre com colesterol alto. Nesse percentual, estão muitas crianças e adolescentes, desmentindo a crença de que essa é uma doença de idosos. Isso acontece, muitas vezes, devido à rotina agitada e as constantes refeições que têm que ser realizadas fora de casa.

Cibele Matos é advogada e conta que quando vem à Unifor, encontra dificuldade na hora de optar por lanches saudáveis. “O único lugar que oferece essas opções é a farmácia. Compro iogurtes, sucos, cookies. E sempre levo uma barra de cereal na bolsa. Até o sanduíche natural daqui tem muita maionese”, reclama. Ela explica que evita as gorduras e frituras, para não ganhar peso. “Não é nem tanto pela saúde. Me privo de certas guloseimas pela estética mesmo”, brinca. Apesar disso, Cibele faz exames anuais em seu médico, e seu colesterol está controlado.

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Foto: Suélen Ramos

O estudante de Direito Jardeu Sales, também estava fazendo um lanche leve, apesar de tantos salgados, doces e sorvetes a sua volta. Ele diz que não sente falta de doces e não tem vício em comidas. “Seria interessante se criassem alguma lanchonete aqui com alimentos mais saudáveis. Muitas vezes tenho que comprar algo na farmácia mesmo”,opina. Como mora com sua avó, que já é idosa, Jardel tem costume de consumir refeições que beneficiam a saúde, e às vezes, acaba tendo que fugir disso na Unifor. “Já fiz exames de colesterol, pois tomava um medicamento que podia aumentá-lo,mas as taxas continuaram normais e meu organismo reagiu bem”, conclui.

Entendendo a doença:

O colesterol é um lipídio, um tipo de gordura presente no sangue, que é produzido naturalmente em nosso organismo ou consumido nos alimentos. É uma substância essencial para a função de todas as células, produz hormônios, vitamina D e contribui para o bom funcionamento do corpo humano. No entanto, seu excesso é prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

O médico e diretor do Instituto de Metabolismo e Nutrição (Imen), Daniel Magnoni, explica: “Há dois tipos de colesterol: o HDL, que é o “bom colesterol” já que protege o organismo, e o LDL, que é considerado o “colesterol ruim”, que forma placas, que com o tempo, obstruem as artérias.” Pode-se dizer que existem vários tipos de colesterol no sistema circulatório. A soma de todos, eles denomina-se “Colesterol Total”.A obesidade, hereditariedade, sedentarismo, excesso de álcool, fumo e o uso de alguns medicamentos são alguns dos fatores que podem contribuir para o LDL. Além da ingestão exagerada de alimentos de origem animal: ovos, leite e seus derivados, carnes e gorduras saturadas.

Quando a doença se agrava podem surgir problemas como derrame (AVC), hipertensão, doenças cardíacas e até morte. É importante destacar que, geralmente, a elevação do colesterol não provoca sintomas. Ou seja, o primeiro sinal já pode ser o de um ataque do coração.

Para os casos em que mesmo o paciente mudando seus hábitos e mantendo a alimentação saudável o colesterol continua elevado, o médico poderá receitar medicamentos. A maneira que se tem de saber como está seu colesterol é por meio do exame de sangue.

tabela Colesterol

Para mais informações, visite o site da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Por lá é possível fazer perguntas a uma equipe de médicos cardiologistas.

 

Texto: Suélen Ramos

Alimentos Orgânicos – Por que vale a pena consumir?


Produzidos em total simetria com a natureza, os alimentos orgânicos são isentos de substâncias químicas nocivas ao organismo. Além de ter valor nutricional maior, ou seja, mais nutrientes, são mais saborosos, não agridem ao planeta e contribuem para o desenvolvimento da agricultura familiar. Essas são dicas importantes da nutricionista Gisele Pacheco.

Ela fala ainda que está na maneira como são produzidos os alimentos, ou na forma de tratar dos animais, as principais diferenças entre os produtos orgânicos dos comuns. Seguindo critérios rígidos de produção como, não utilizar agrotóxicos no seu cultivo, ou na criação de animais, não utilizar remédios ou hormônios, que esse benefício está cada vez mais conquistando o mercado brasileiro.

Apesar da comida adquirir mais sabor, e as substâncias tóxicas ficarem fora do seu prato, as vantagens são numerosas e vão além. Segundo a nutricionista, a comida orgânica também pode contribuir na melhoria do solo, na qualidade da água, na redução do aquecimento global, na colaboração com a biodiversidade, e até no incentivo ao pequeno agricultor. “Com sua compra, os pequenos produtores não se sentem tentados a abandonar o campo, ou se entregar ao uso de defensivos agrícolas que põem em risco a vida de sua família”, explica Gisele Pacheco.

Um dos fatores que causam mais receio a população, na compra desses produtos, é o preço elevado. O alimento orgânico é mais caro por ter uma escala de produção baixa, e por ter também, ainda, uma demanda maior que sua oferta. “Pra mim, o investimento é válido, pois mesmo que se pague um pouco mais, se aproveita em dobro com o sabor. Comer orgânico é um passo na direção da minha saúde e na saúde do planeta”, declara a estudante, Ana Paula, que faz uso de produtos orgânicos há cinco anos. “Meu corpo, saúde, bem-estar físico e mental sentiram um impacto de incrível melhoria. Frutas e verduras podem até não parecer tão perfeitas como as “plastificadas” que se vê nas prateleiras, mas o sabor, não tem igual”, conta com satisfação.

Em Fortaleza

Além da comida orgânica ser encontrada em algumas redes de supermercado, lojas e restaurantes, os produtos também podem ser achados todas as manhãs de terça-feira na feira agroecológica da ADAO (Associação para o Desenvolvimento da Agropecuária Orgânica), que é realizada, desde 1997, no Mercado dos Pinhões.

De acordo com Wagner Pedrosa, que trabalha com produtos agroflorestais e participa da feira há 12 anos, existe uma grande procura por alimentos orgânicos, porém, muitas vezes, apenas quando o cliente necessita do produto por questões de saúde e não pela consciência ambiental. “Os produtos mais procurados são os tradicionais, alface, cebola, tomate, cenoura, beterraba e frutas. A feira da ADAO tem uma grande quantidade e variedade de produtos, mas as pessoas ainda são muito tradicionais e resistem à novidade de sabores”, declara.

Na feira da ADAO, o preço não flutua com o mercado, e o produto vem direto do produtor, onde o consumidor paga pelo peso que leva de cada produto e não pela unidade, com isso, o preço fica mais em conta e acessível que nos supermercados, é o que conta o produtor Wagner Pedrosa.

Feira da ADAO

Local: Mercado dos Pinhões
Dia: Somente terça-feira
Horário: das 6H às 13H

Texto: Marina Freire

Mais atividade física para os funcionários melhora trabalho das empresas

Foto ilustrativa. Marina Duarte

Preocupadas com a qualidade de vida dos funcionários, que reflete diretamente em seu trabalho, algumas empresas propõem atividades físicas e laborais para seus funcionários. A Universidade de Fortaleza (Unifor) tem um programa de condicionamento físico chamado Movimente-se. O projeto pensado pelo Recursos Humanos tem como objetivo fazer com que seus funcionários tenham uma melhoria de vida também no trabalho.

Regina Morais, do Serviço Social, comenta que depois que a instituição começou a desenvolver esse projeto com a parceria com o Centro de Ciências da Saúde (CCS), os funcionários se sentem mais motivados a cuidar da saúde. Como é o caso de Stenio Lawuence, analista de Relações Humanas, que após ingressar nesse projeto, fazendo cooper, participou da última corrida promovida pelo Pão de Açúcar.

Segundo o educador físico, Francisco André, existe dois tipos de exercícios que uma empresa pode oferecer a seus funcionários, os Laborais, que são exercícios que visam melhorar circulação e a postura. E os exercícios físicos que um dos seus objetivos é sair só sedentarismo além de ajudar a circulação. Ele ainda ressalta que essas duas atividades são importantes, mas explica que geralmente as atividades laborais são escolhidas por empresas em que seus funcionários ficam muito tempo parados.

Quando perguntamos a Regina sobre os benefícios que esse tipo de projeto pode causar a uma empresa, sua resposta é “ essas atividades acabam integrando funcionários e traz um vínculo maior com a empresa”. Stenio, ainda, diz que essas atividades o ajudaram a ter um postura melhor no trabalho e a sair do ócio. “Agora tenho mais agilidade física e mental para resolver problemas que possam aparecer no trabalho”, conclui o analista de RH.

Preocupação antiga

Essa preocupação das empresas não é algo recente, vem desde o século XIX, especificamente de um período conhecido por segunda Revolução Industrial. Foi Frederick Winslow Taylor, empresário dessa época, que percebeu a importância de tratar bem seus funcionários para que eles produzissem mais e melhor. Essa ideia ganhou adeptos ao longo dos anos, e hoje é comum as empresas proporcionarem momentos de atividades ou darem premiações aos seus servidores.

Texto: Thais Moreira
Orientação: Profa. Adriana Santiago

Fortaleza lidera em número de diabéticos

Foto: Thalyta Martins

Segundo pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico 2011 (Vigitel), 7,3% da população da Capital cearense tem diabetes, sendo que desse número, 8,3% é composto por homens e 6,5 por mulheres. O estudo foi feito nas 26 capitais e no Distrito Federal. No ranking dessas capitais , Fortaleza ficou na frente de Vitória (com 7,1%) e Porto Alegre ( com 6,3% ) . Os principais fatores de risco da diabetes, de acordo com informações do Ministério da Saúde, são o sedentarismo, o tabagismo e alimentação inadequada. A pesquisa da Vigitel também aponta que pessoas com menor índice de escolaridade estão mais propensas a essa doença.

Viver com diabetes

Wellington Filho, estudante de Engenharia Mecânica, é diabético, mas não está entre o grupo etário, de 65 anos acima, apontado pela pesquisa como grupo de maior incidência dessa doença. O estudante convive com o diabetes desde os dois anos de idade. Para controlar as taxas de glicose no sangue, ele faz diariamente exame de glicemia e utiliza, desde os 13 anos, a bomba de infusão contínua de insulina. A bomba é um dispositivo que fornece insulina durante todo o dia, imitando a liberação normal dessa substancia pelo pâncreas. Além da liberação contínua, ele injeta uma quantidade maior antes de comer produtos que contêm açúcar. “O método não se aplica em mesma proporções a cada diabético, quem o avalia e aplica é o próprio médico (endocrinologista). No meu caso, é da seguinte maneira: a a cada 15 gramas de carboidratos é necessário que eu aplique uma unidade de insulina, medida padrão universal”, explica.

O Núcleo de Atenção Médica Integrada (Nami), da Universidade de Fortaleza, presta atendimento especial e gratuito para pacientes com diabetes. Os pacientes contam com apoio de médicos, nutricionistas e psicólogos. Myrian Fragoso, nutricionista do Nami, informa que idosos são o maior número dos pacientes atendidos, confirmando assim os dados da Vigitel que apontam que esse é o grupo com maior incidência de diabetes. Os dias de atendimento são às segundas, quartas e sexta-feiras pela manhã.

Confira abaixo nesse slide do Ministério da Saúde todos os dados do estudo feito pela Vigitel:

Texto: Lorena Cardoso
Orientação: Prof. Alejandro Sepúlveda 


Semana da enfermagem anima Centro de Convivência

Foto: Camila Nogueira

O curso de enfermagem da Universidade de Fortaleza (Unifor) completou 39 anos, que foram comemorados com a realização de apresentações, minicursos, seminários e atividades teatrais e musicais. A programação, que começou dia 14, terminou hoje, 16, com a presença do cantor de músicas regionais, Tony Abreu, que faz parte do grupo Batuta Nordestina e regional do ‘Zé Testinha’, onde entusiasmou alunos e professores, que dançaram ao som de várias músicas.

A professora Cecylia Kátia Pessôa, integrante da organização cultural do evento, comenta sobre o objetivo que o mesmo possui. “Nossa intenção é dar visibilidade ao curso de enfermagem, possibilitando, além do aspecto científico, uma veiculação da cultura”.

Mas o que chamou atenção mesmo foi a apresentação de Tony Abreu, no Centro de Convivência (CC) do Campus, bem na hora do almoço. Ele cantou e animou todos que estavam ali presentes. “A importância de ser no CC é que se trata de um espaço onde existe uma percepção maior, onde todos estão presentes”, comenta, empolgada, Cecylia sobre a relevância dessa integração entre os alunos de enfermagem com os dos demais cursos. “É a cultura sendo transmitida pelo conhecimento”, conclui ela definindo o momento.

A aluna de enfermagem, Janielle Mesquita, por sua vez, destaca que o evento serve também para apontar um outro lado do curso. “Tem que ter dom, alegria, serve para mostrar que somos mais do que trabalho”.

Texto: Otelino Filho
Orientação: Profa. Adriana Santiago