Música nordestina na mídia

Foto: Divulgação

O III Simpósio Mídia Nordeste, que será realizado de 21 a 23 de novembro, no Auditório do Centro Cultural Dragão do Mar, traz como tema central de discussão os 100 anos de Luiz Gonzaga e a cultura do Nordeste na Mídia. Como nas outras duas edições, que expuseram os 200 anos de imprensa no Brasil (2008) e os 50 anos da TV no Ceará (2010), o evento utiliza o centenário do cantor e compositor nordestino, conhecido com Rei do Baião, como marco histórico para apoiar as discussões.

Entre os convidados desta edição estão José Miguel Wisnik, Gilmar de Carvalho e o músico Waldonys. Para a abertura, no dia no dia 21, a partir das 19h, José Miguel Wisnik vai abordar a construção da canção de massas na música de Luiz Gonzaga. Wisnik é professor de literatura brasileira pela Universidade de São Paulo, também é músico e pesquisador de música popular.

As professoras da Unifor, Bete Jaguaribe e Ana Quezado, organizadoras do evento, esperam que o simpósio propicie um momento de refletir os marcos históricos propostos, desconstruir mitos e reinventar as narrativas. Para Bete Jaguaribe “É muito instigante refletir como Luiz Gonzaga, nordestino, conseguiu estabelecer um espaço de distinção no coração da indústria cultural, numa época em que a própria região não tinha a menor visibilidade no país”.

As inscrições são gratuitas e estão abertas no site. Também no portal estão mais informações sobre a programação e sobre os convidados. Haverá certificado de participação.

Serviço:
III Simpósio Mídia Nordeste – 100 anos de Luiz Gonzaga:a cultura do Nordeste na mídia
Quando: 21, 22 e 23 de novembro de 2012
Onde: Centro Cultural Dragão do Mar – Auditório

Texto: Lorena Cardoso

Intercom 2012: Simpósio destaca “Os livros que mudaram a comunicação”

Foto: Débora Queirós

A 35ª edição do maior congresso de comunicação da América Latina, Intercom 2012, já começou. Na manhã do dia 3 de setembro, no auditório da biblioteca da Universidade de Fortaleza, aconteceu o Simpósio que teve como tema “Os livros que mudaram a comunicação”. Com a participação de Juremir Machado(PUC-RS), Giovandro Ferreira(UFBA), Sérgio Mattos(UFRB) e Antônio Adami(UNIP), o simpósio enfatizou nos livros que fizeram, de alguma forma, uma mudança positiva no processo comunicacional em todo o Brasil.

Antônio Adami iniciou seu discurso citando o livro “O império do grotesco”, de Muniz Sodré. Inicialmente, Antônio afirma, de acordo com o livro, que o conceito de comunicação é como uma troca de informações e que toda cultura é baseada na instauração da mass media, isto é, de um sistema moderno de meios de comunicação. Além disso, ele cita a ordem em que o livro foi dividido. “No primeiro capítulo, Muniz caracteriza a televisão, seu início e da ascensão vertiginosa a partir de 1945 e o pioneirismo de Chateubriand e da TV Tupi. Já no segundo capítulo, por exemplo, o autor faz um conceito sobre a revista e dá características relevantes sobre ela. Ademais, o livro promove a discussão do poder da publicidade para o sucesso de uma revista e de suas respectivas temáticas”.

Em seguida, o professor Giovandro Ferreira abre sua discussão sobre o livro “Estudos de jornalismo comparado”, de José Marques de Melo. O conteúdo, segundo o professor, busca dar cientificidade ao estudo da comunicação e, pela leitura, os livros atuais são os que estão fazendo parte desse processo. “Nós estamos vivendo um certo amadurecimento no nosso campo de estudo. Estamos fazendo uma revisita, pois há uma abordagem de conteúdo que antes não valia nada, agora é a forma e a enunciação”, relembra Giovandro. José Marques dá ênfase à análise de conteúdo e à morfologia empregada no contexto, já que essa análise é feita pela frequência de palavras, objetivando o assunto para seu respectivo público. Além disso, destaca a importância da estrutura, do que foi dito e como dito, dividindo seu livro em duas partes: forma e pesquisa de conteúdo. Por fim, Giovandro comenta que o livro de Marques de Melo tem contribuições de Gilberto Freire, que remontou a história da imprensa no Brasil, e Luiz Beltrão.

O professor e escritor Sérgio Mattos (UFRB) comentou sobre o livro “O controle da informação no Brasil”, do Professor Antônio Costella. De maneira prática e simples, o autor faz referência em seu livro sobre o estudo da comunicação no Brasil. “Quando vocês ouvirem um discurso e não entenderem, a culpa é do autor. Pensando nisso, Costella utilizou uma linguagem simples como se fosse para livros introdutórios para os estudantes dos cursos de comunicação, já que o número de formados que conhecem a legislação da comunicação é limitada”, declara Sérgio. Costella faz uma análise histórica-social do estudo da comunicação. A obra pioneira do autor procura as raízes históricas da liberdade de imprensa. “O livro hoje é um clássico e identifica os elementos envolvidos no processo de controle de informação, descrevendo todo o processo de controle desde 1964. A Editora Vozes foi a responsável pela publicação do autor em 1970.

Finalmente, o pesquisador e polêmico Juremir Machado fala sobre seu livro “A sociedade Mídiocre”. Juremir defendeu seu discurso baseando-se no fim do direito autoral, do livro e da escrita, causando polêmica na plateia e diversos questionamentos. “Eu tenho o direito de escrever um livro e de dá-lo gratuitamente, porém muitos não fazem isso. O conhecimento tem custo”, defende-se Juremir, após ter recebido diversos questionamentos sobre seu livro. Após isso, Juremir falou sobre o fim da escrita e na sua aposta na mídia virtual. Por fim, o pesquisador distribuiu seu livro para vários estudantes e congressistas, causando euforia e excitação por parte da plateia.

Texto: Priscila Baima
Orientação: Profa. Joana Dutra