Praticando a solidariedade

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Criado há dois anos, o projeto Práticas (Projetos Realizados Através de Transformações Inovadoras Conjuntas de Atividades Sociais), tem como objetivo não só ajudar instituições de caridade, mas divulgar a solidariedade de uma forma geral para que todos, que por ele se interessarem, possam também participar. A iniciativa conta com a participação de todos da empresa júnior, Inova, que é exclusiva dos alunos dos cursos de Economia, Administração, Atuaria e Contabilidade, da Universidade Federal do Ceará. E teve como prioridade, formar um novo princípio na empresa, a responsabilidade social.

Cláudia Araújo é voluntária do projeto Práticas.
Cláudia Araújo é voluntária do projeto Práticas.

Este ano, o voluntariado acontecerá na Casa do Menor, São Miguel Arcanjo, que acolhe crianças e adolescentes que vivem em situação de risco. A voluntária, Cláudia Araújo, conta que, em busca de alimentos e outros tipos de recursos que a organização necessita para seu funcionamento, será feito no mês de dezembro, um Natal na instituição. E, em seguida, será realizado um evento de integração com os jovens, ocorrendo ações educativas e entrega de todos os materiais arrecadados.

Segundo Davi Frota, atual responsável pelo projeto, o plano funciona através de pesquisas em lares desfavorecidos, onde é procurado meios de auxílio para que, em seguida, seja traçado as ações e por fim a execução. “Traçamos metas realistas e inovadoras para nossas ações, sempre pensando em quem poderá nos ajudar e como”, explica. “Outra característica é que nós prezamos por total transparência para que consigamos passar credibilidade para quem colabora e para quem pensa em colaborar, pois sabemos que a vontade de ajudar não pode ser imposta a ninguém”, conclui.

A mobilização não é apenas feita por meio da mídia, mas também são realizadas visitas periódicas com ações educativas, doações e passeios, recebendo, até mesmo, apoio na área gerencial da própria instituição, pois de acordo com Davi Frota, o principal parceiro nessa ajuda, hoje, é a comunidade acadêmica, com quem se mantém mais contato.

Davi Frota responsável pelo projeto.
Davi Frota responsável pelo projeto.

Para Davi Frota, falar de solidariedade é falar de todos. “Temos percebido muito isso, pois ficamos surpresos com a aceitação do nosso projeto através das mídias. Por outro lado, essa aceitação não diminui nosso grande esforço em conseguir parceiros. Sabemos que estamos no caminho certo e a tendência é ajudar cada vez mais. A semente já foi plantada, então, só tende a crescer.”, conta com satisfação.

O projeto Práticas, ano passado, já ajudou instituições como a Casa do Menor, da Paróquia Senhor do Bonfim no bairro Monte Castelo, que tinha sido fechada há poucos meses, destruindo metade da instituição com falsas promessas de reformas, deixando crianças que visitavam a casa sem lugar para realizar qualquer tipo de atividade. “O mais gratificante, foi ver que todos os inovadores que participaram dos encontros sempre diziam ao final, que eram as crianças quem realmente nos ajudavam.”, relembra Davi.

Texto: Marina Freire

Viajando pra fazer o bem

Em seu intercambio, Henrique Barbosa ensinou ingles para refugiados de guerra na Hungria. Foto: Acervo pessoal

A busca para vivenciar uma experiência no exterior com trabalhos solidários está sendo cada vez mais procurada por jovens e adultos. Além do aprendizado de um novo idioma, o intercâmbio social proporciona a chance de contribuir para um mundo melhor, seja ajudando pessoas carentes, zelando pela vida de animais ou até pela preservação do meio ambiente. Lucas Braga, responsável pela área de intercâmbio social pela Aiesec , conta que o mercado é bastante amplo e que o interesse das pessoas surgem naturalmente. “A procura tem sido relativamente grande, temos mais de mil pessoas interessadas por semestre, embora nem todas cheguem a efetivamente assinar contrato e viajar”, conclui.

Benefícios:

  • Vivência em um ambiente internacional e multicultural;
  • Desenvolvimento de competências de liderança, empreendedorismo,                                                                       responsabilidade social e compreensão do outro;
  • Oportunidade de ser um agente de impacto positivo.

Com duração em média de 6 a 12 semanas, os intercambistas têm como escolha de destino países como, Polônia, Hungria, Ucrânia,Turquia, Colômbia, México, Rússia, Índia, China,Nigéria, Indonésia, e entre outros. Segundo Lucas, há duas vertentes nesse tipo de intercâmbio, a de benefício pessoal e a social, “muitas empresas hoje estão buscando pessoas que tenham tido experiência de voluntariado e de intercâmbio. Sem contar que é uma experiência em países mais exóticos e mais diferentes da realidade do Brasil, o que agrega muito mais na experiência de vida de qualquer pessoa”, argumenta.

Henrique Barbosa com Mustafa, uma das crianças que o estudante ensinou em Bicske.

Henrique Barbosa, estudante de Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, participou do intercâmbio social em 2010, trabalhando para um centro de recepção de refugiados na cidade de Bicske (40 km da capital Budapeste), Hungria. “Quando eu cheguei lá, me disseram que o que os refugiados mais pediam eram aulas de inglês, então, fui atrás de livros e métodos pra poder viabilizar isso. Além disso eu ajudava também em outros trabalhos como distribuição de suprimentos”, explica. “As relações que eu travei com gente que tinha passado por terríveis problemas fugindo da guerra, perdido famílias e sofrendo angústia diariamente pela situação em que se encontravam, só tornou a experiência ainda mais forte”, relembra. Para ele, foi uma das experiências mais poderosas da sua vida, e que gostaria de ter ajudado mais, mas o seu desconhecimento pela língua húngara foi um obstáculo.

Patrícia Borges está se preparando para o intercâmbio na Republica Tcheca.

Já Patrícia Borges, estudante de jornalismo, ainda está na espera de viver essa nova experiência. Em um período de 45 dias na República Tcheca, Patrícia trabalhará em um projeto chamado Crazy Christmas, que tem como atividade, dar palestras em escolas sobre os costumes natalinos dos países de origem de cada voluntário.”Espero aprender muito sobre a cultura Tcheca e sobre as culturas dos outros intercambistas. Acho que uma experiência dessas pode mudar tudo. Viajar e aprender sobre outras culturas nunca é demais, né?”, acredita.

Texto: Marina Freire

Quer ser um jovem voluntário? Então vem!

Foto: Acervo Pessoal

Ser voluntário é uma oportunidade para aqueles que possuem vontade de doar o seu amor, carinho e parte do seu tempo para promover atividades em prol da comunidade, contribuindo assim para a humanização do atendimento de quem necessita. É uma oportunidade de fazer amigos, viver novas experiências e conhecer diversas realidades. Mas é um trabalho como qualquer outro, que deve ser realizado com consciência, responsabilidade e comprometimento.

A estudante Thais Holanda sabe bem disso. Ela conta que já fez alguns trabalhos voluntários com crianças e, recentemente, quis trabalhar com idosos, no Instituto do Câncer. “O legal de trabalhar com os idosos é porque você conversa mais, joga bastante, ouve várias histórias interessantíssimas, além de ainda aprender a fazer várias coisas, no meu caso, aprendi a fazer crochê”.

Ajudar de forma lúdica, com calma e paciência são características fundamentais para um voluntário. Lidiane Almeida quis ser voluntária porque sempre teve interesse em colaborar. “Sempre achei bonito quem dedica um tempinho da sua vida para cuidar do outro. No Nami, estagiei com crianças, onde me diverti bastante. A minha sensação era de felicidade, porque eles são muito fofinhos e se apegam rapidamente a você”.

Dica para quem quer ajudar

A Unifor também tem o seu programa de ajuda, o Projeto Jovem Voluntário. O projeto, que é realizado pela Vice-Reitoria de Extensão e Comunidade Acadêmica, beneficia crianças, adolescentes e idosos que se encontram internados em instituições como o Núcleo de Atenção Médica Integrada (Nami), o Instituto do Câncer do Ceará (ICC), a Associação Peter Pan, os hospitais São José e Albert Sabin e o Lar Torres de Melo. Dessa vez, o estudante Otelino Filho decidiu se inscrever, porque percebeu a importância do programa. “Eu acho muito importante que o aluno tenha um contato mais próximo com aqueles que necessitam, poque assim ele obterá um aprendizado social fora da sala de aula”.

SERVIÇO

Projeto Jovem Voluntário
Inscrições: 1º a 24 de agosto
Local: Sala do Projeto Jovem Voluntário (em frente ao Ginásio Poliesportivo)
Prova de seleção: 25 de agosto
Mais informações: 3477-3301

Texto: Ahynssa Thamir
Orientação: Profa. Adriana Santiago