Festival de Artes Cênicas acontece até amanhã

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Para quem ainda não conferiu as atrações do VII Festival de Artes Cênicas, ainda dá tempo! As atrações que vão desde espetáculos de teatro, oficinas e performances de dança, até espetáculos de rua e exibição de filmes, acontecerão até esta quarta-feira, 27.

Os últimos dois dias de programação do festival, 26 e 27 de março, guardam surpresas como apresentação com o Quebra Cocos; o espetáculo LOA, uma cartografia cênica afro-cearense do maracatu e apresentação de ventrículo, com Rodrigo do Boneco.

Ary Sherlock e Antonieta Noronha. Foto: divulgação
Ary Sherlock e Antonieta Noronha. Foto: divulgação

Para encerrar o evento, uma homenagem à atriz Antonieta Noronha, conhecida como a “dama do teatro cearense”. A solenidade acontecerá na quarta-feira (27), às 19, no Teatro SESC Emiliano Queiroz e será seguida da peça “Uma de Duas – a vida comum de LucyLady”.

 As últimas apresentações dividem-se entre o Teatro José de Alencar, o SESC SENAC Iracema, Sesc Emiliano Queiroz e o Educar Sesc, reunindo 24 grupos de teatro, sendo 21 deles do Nordeste.

Histórico 

Foto: Rafael Passos
Foto: Rafael Passos

Em seu sétimo ano de realização, o Festival das Artes Cênicas, em Fortaleza/CE, Juazeiro do Norte/CE e Sousa/PB, passa a ter papel ainda mais fundamental no processo de consolidação das artes cênicas nordestinas no cenário regional e nacional.

Para esta edição, o Festival tem como objetivo principal expandir seu relacionamento com o teatro local, incluindo seus contextos e funções sociais à luz da prática da cultura.

O Festival terá o encerramento da programação no dia 27 de março, Dia Mundial do Teatro, proporcionando a artistas, técnicos e produtores comemorarem fazendo o que fazem de melhor, a Arte.

O Espetáculo

O esperado Festival das Artes Cênicas, apresentado pelo Centro Cultural Banco do Nordeste e Ministério da Cultura,  estimula o intercâmbio, especialmente do eixo Nordeste.

Por que

O Festival mobiliza três cidades: Fortaleza, Juazeiro do Norte, no Ceará e Sousa, na Paraíba, além de grupos de todo o Nordeste e também nacionais, possibilitando a troca de experiências entre as regiões e a arte cênica local.

Onde

O festival acontece no Centro Cultural Banco do Nordeste em Juazeiro do Norte e Sousa; e em Fortaleza, conta com quatro  pólos: no Theatro José de Alencar, Sesc-Senac Iracema, Sesc Emiliano Queiroz e Educar Sesc.

Serviços

Teatro SESC Emiliano Queiroz
Av. Duque de Caxias, 1701 – Centro
Fone:  (85) 3452-9066

Teatro Sesc Senac Iracema

Rua Boris, 90 – Praia de Iracema

Fone: (85) 3252-3435

Área de Convivência da Unidade Fortaleza 

Rua. Clarindo de Queiroz, 1740 – Centro

Educar Sesc

Rua  José Jatahy, 813 – Farias Brito

Texto: Juliana Teófilo

Você conhece o Centro histórico?

Foto: Divulgação

No dia em que Fortaleza completa 286 anos de sua elevação de povoado à vila, os olhares se voltam para a história da Capital cearense. E não há como não pensar no local onde a cidade se desenvolveu, o Centro histórico.

Forte, Passeio Público, Catedral, Teatro José de Alencar, Museu do Ceará, Praças dos Mártires e do Ferreira, são alguns dos pontos que guardam em sua estrutura partes da história da cidade. Entretanto, esses espaços ganharam usos diferentes ao longo do tempo e hoje são até desconhecidos por parte da população.

Para promover o conhecimento da história de Fortaleza e fazer com que os cidadãos se sintam parte da cidade, o turismólogo Gérson Linhares organiza, há 17 anos, passeios a pé, gratuitos, pelo Centro histórico, passando pelos principais patrimônios históricos e arquitetônicos. Os passeios acontecem diariamente, mediante agendamento por telefone. Gérson aponta que esse city tour a pé é tendencia de mercado, muito comum na Europa, mas ainda pouco explorados pelo turismo local. Nesse 13 de abril, o passeio será realizado em parceria com a Prefeitura, sendo uma das comemorações do aniversário do município.

Elite distante do Centro

O professor Aírton de Farias, em seu livro Fortaleza – Uma Breve Historia, conta que o Centro foi apropriado pelas camadas populares e abandonado pelas elites e poder público, a partir dos anos 1980. A pesquisadora Beatriz Sarlo explica, no livro Cenas da Vida Pós-Moderna , que esse afastamento do centro das cidades é uma tendência mundial, pois “os bairros ricos configuram seus próprios centros, mais limpos, mais ordenados, mais bem vigiados, mais iluminados e com ofertas materiais e simbólicas mais variadas.”

A estudante de psicologia da Unifor, Ione Lacerda é uma dessas pessoas tão ligadas a seu bairro, Aldeota, a ponto de não conhecerem a parte mais histórica da Capital. Para ela, o Centro não fazia parte da “sua” cidade. Ela não tinha nenhum envolvimento com aquela área da cidade e tinha também receio em frequentar, até começar a trabalhar, há um mês, próximo à Praça do Ferreira. Embora esteja agora diariamente no “coração de Fortaleza”, ela afirma que não ainda conhece poucos dos patrimônios do Centro histórico.

Serviço:

Fortaleza a Pé:  32372687

Texto: Lorena Cardoso
Orientação: Profa. Janayde Gonçalves