Festival de Natal resgata o regionalismo em celebração de festas

Artes e espiritualidade estão entre os itens que compõem as atrações
Artes e espiritualidade estão entre os itens que compõem as atrações

Com a proximidade das festas de fim de ano, a comunidade Shalom realizará na Praça Luíza Távora, em Fortaleza, a Exponatal 2013, com atrações artísticas que prometem dar um “clima” regionalista às comemorações. O evento inicia-se nesta quinta-feira (12) e prossegue até domingo (15).

Entre as atividades em destaque, encontram-se as produções musicais “O Segredo” e “Filho de Deus Menino Meu”, realizadas pelo Projeto Artes Shalom de Fortaleza. Nelas, a história do nascimento de Jesus é contada com traços nordestinos, incluindo ritmos musicais tradicionais da cultura cearense.

Outras atrações interessantes que prometem atrair público são o Recital e a apresentação de Dança realizados por alunos da Viva Escola de Artes, o grupo de coral feminino Porta Voz e o concurso de Presépios.

O evento, além de proporcionar momentos de lazer e reflexão às famílias, também promoverá atos solidários com a realização de um bazar beneficente em espaço reservado. Para as crianças, a diversão será centralizada em um ambiente para brincadeiras.

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Serviço – Exponatal 2013

Local: Praça Luíza Távora (Ceart)

Data:12 a 15 de Dezembro

Horário: a partir das 16h

Texto: Gustavo Nery

A visão e o olhar dentro do Teatro

Foto: Ravelle Gadelha
Foto: Ravelle Gadelha

Hemetério Segundo Pereira Araújo é ator, autor, pesquisador, produtor e diretor teatral profissional, além de ser membro titular do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Fortaleza desde 2010 e de ter dois livros renomados: “Criador e Cultura” e “Teatro – Conceito e Ciência”. Como produtor experiente, identifica os preceitos básicos do espectador e do artista, ao encenar uma peça diante de um grande público, e propõe informar a importância da subjetividade.

Partindo do preceito dos diversos olhares em um palco, Hemetério Araújo aponta o papel decisivo de incorporar a experiência vivida anteriormente em seus ensaios grupais. “Não existe Teatro, ou arte, sem um olhar subjetivo. O olhar varia de acordo com a tua percepção e das tuas experiências. Para uma plateia que já está acostumada a ver Teatro, ela olha mais facilmente a subjetividade e os ícones, os signos e os símbolos que a gente implanta no espetáculo. Para uma plateia que não tem costume de ver peças teatrais, costuma ser mais difícil olhar algo a mais. Não adianta saber apenas ver; é preciso tratar a visão para que se tenha novos olhares”, afirma.

Rayanna Uchoa,Thyago Câmara, Ravelle Gadelha e Hemetério Araújo
Rayanna Uchoa,Thyago Câmara, Ravelle Gadelha e Hemetério Araújo

Segundo o estudioso, existe um atrito entre o ator e a plateia que estabelecem uma espécie de relação mútua de necessidade que, sem o outro, o primeiro não existe e vice-versa. A análise profunda do espectador pode interpretar o que vê de diversas perspectivas chegando, até mesmo, a distorcer o que os produtores quiseram transmitir anteriormente. Todo o cuidado de criar uma mensagem clara reflete, diretamente, na qualidade da obra. “A verdade está no olho de quem vê. Quando você faz a sua obra de arte, você quer dizer alguma coisa, mas o espectador pode nem entender como você pensou e, sim, algo totalmente diferente. E isso são formas de olhar”, opina. O próprio artista pode enxergar sua obra na totalidade, mas, não necessariamente, aplica o mesmo olhar quando efetua seu ofício.

As chamadas “travas no olhar” podem impedir o verdadeiro discernimento de uma obra de arte e inibir as possibilidades do futuro pessoal de cada um: “Quando a gente vê, percebemos e localizamos. Quando a gente olha, nos aproximamos e nos apropriamos. O olhar é uma apropriação da visão”, diz o produtor teatral. A libertação do olhar sobre objetos iguais, pode assumir uma visão crítica ao analisar o desconhecido.

Texto: Ravelle Gadelha

Mostra de psicologia discute sobre assistência social

Foto: Luana Quezado
Foto: Luana Quezado

Dando continuidade à I Mostra de Trabalhos do Lesplexos (Laboratório de Estudos dos Sistemas Complexos), com o tema Famílias em Contextos, ocorreu ontem, no Teatro Celina Queiroz, uma palestra dupla seguida de debate acerca do temática de assistência social.

As palestrantes Anne Andrade e Mykaella Nunes, ambas mestrandas pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Unifor, ministraram suas respectivas palestras fundando-se tanto em sua praxe de assistência social quanto na literatura existente sobre o assunto.

Foto: Luana Quezado
Foto: Luana Quezado

Com o tema Discussão sobre a efetividade da assistência social, Anne Andrade fez um passeio rápido pelos marcos normativos e instituições de assistência social, enfatizando a mudança na percepção das políticas públicas inaugurada pela Constituição de 1988.A palestrante destacou ainda a necessidade de se conceber as famílias em sua pluralidade. “Desde 2004, a PNAS (Política Nacional de Assistência Social) conceitua família como núcleo afetivo, vinculado por laços consangüíneos, de aliança ou afinidade”, afirmou Anne.

Com o tema Dinâmica Familiar no Contexto da Violência Sexual, Mykaella Nunes estabeleu os conceitos de abuso, exploração e violência sexual, destacando a incapacidade de consentimento consciente por parte da criança ou adolescente, em virtude do desequilíbrio de poder observado entre vítima e agressor.

Foto: Luana Quezado
Foto: Luana Quezado

A palestrante definiu ainda as dinâmicas e conseqüências da violência sexual intrafamiliar, que, em razão da chamada síndrome do segredo (proteção do agressor em uma teia de segredo sustentada por uma comunicação fechada), raramente é denunciada pela vítima.

Durante o debate, foram pontuados os avanços e desafios da assistência social, que ainda enfrenta entraves políticos e limites técnicos em relação à estrutura de trabalho e à valorização do profissional.

Texto: Lia Martins

Porto Iracema das Artes promove orientações culturais

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Durante o mês de julho, o Porto Iracema das Artes – Escola de Formação e Criação do Ceará está promovendo uma série de oficinas para habilitar formadores de projetos dos Laboratórios de Criação. Esses projetos culturais têm como objetivo a inserção de novos talentos no mercado de trabalho e são direcionados ao Audiovisual para televisão, música, teatro e artes visuais. As inscrições vão até o dia 31 de julho e as atividades formativas iniciam no mês de agosto.

Amanhã, 23, ocorrerá a “Sessões Visuais” com a presença de Solange Farkas, curadora e diretora da Associação Cultural Videobrasil. O evento dará ênfase às artes visuais e começa às 19 horas no auditório do Centro Dragão do Mar. Os interessados em participar devem se inscrever pelo site oficial.

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No dia 24 ocorrerá a orientação individual para a elaboração dos projetos de artes visuais. Ela será ministrado por Bitu Cassundé e tem como finalidade o aprofundamento do conhecimento e da experiência nas artes visuais, tanto na teoria quanto na prática. A programação irá das 14 às 17h, no espaço Multiuso do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura.

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Ainda esse mês é possível obter orientações para os outros espaços oferecidos, como música e pesquisa teatral. O laboratório de música acontecerá nos dias 23 e 29, das 10 às 14 horas. Já o teatral ocorrerá no dia 26 das 14h às 17:30.

Serviço:

Inscrições: http://www.inscricoesportoiracema.com.br/

E-mail: inscricoesportoiracema@gmail.com

Telefone: (85) 32195592 / (85) 3488.8608

Texto: Thaís Barbosa

Festival de Artes Cênicas acontece até amanhã

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Para quem ainda não conferiu as atrações do VII Festival de Artes Cênicas, ainda dá tempo! As atrações que vão desde espetáculos de teatro, oficinas e performances de dança, até espetáculos de rua e exibição de filmes, acontecerão até esta quarta-feira, 27.

Os últimos dois dias de programação do festival, 26 e 27 de março, guardam surpresas como apresentação com o Quebra Cocos; o espetáculo LOA, uma cartografia cênica afro-cearense do maracatu e apresentação de ventrículo, com Rodrigo do Boneco.

Ary Sherlock e Antonieta Noronha. Foto: divulgação
Ary Sherlock e Antonieta Noronha. Foto: divulgação

Para encerrar o evento, uma homenagem à atriz Antonieta Noronha, conhecida como a “dama do teatro cearense”. A solenidade acontecerá na quarta-feira (27), às 19, no Teatro SESC Emiliano Queiroz e será seguida da peça “Uma de Duas – a vida comum de LucyLady”.

 As últimas apresentações dividem-se entre o Teatro José de Alencar, o SESC SENAC Iracema, Sesc Emiliano Queiroz e o Educar Sesc, reunindo 24 grupos de teatro, sendo 21 deles do Nordeste.

Histórico 

Foto: Rafael Passos
Foto: Rafael Passos

Em seu sétimo ano de realização, o Festival das Artes Cênicas, em Fortaleza/CE, Juazeiro do Norte/CE e Sousa/PB, passa a ter papel ainda mais fundamental no processo de consolidação das artes cênicas nordestinas no cenário regional e nacional.

Para esta edição, o Festival tem como objetivo principal expandir seu relacionamento com o teatro local, incluindo seus contextos e funções sociais à luz da prática da cultura.

O Festival terá o encerramento da programação no dia 27 de março, Dia Mundial do Teatro, proporcionando a artistas, técnicos e produtores comemorarem fazendo o que fazem de melhor, a Arte.

O Espetáculo

O esperado Festival das Artes Cênicas, apresentado pelo Centro Cultural Banco do Nordeste e Ministério da Cultura,  estimula o intercâmbio, especialmente do eixo Nordeste.

Por que

O Festival mobiliza três cidades: Fortaleza, Juazeiro do Norte, no Ceará e Sousa, na Paraíba, além de grupos de todo o Nordeste e também nacionais, possibilitando a troca de experiências entre as regiões e a arte cênica local.

Onde

O festival acontece no Centro Cultural Banco do Nordeste em Juazeiro do Norte e Sousa; e em Fortaleza, conta com quatro  pólos: no Theatro José de Alencar, Sesc-Senac Iracema, Sesc Emiliano Queiroz e Educar Sesc.

Serviços

Teatro SESC Emiliano Queiroz
Av. Duque de Caxias, 1701 – Centro
Fone:  (85) 3452-9066

Teatro Sesc Senac Iracema

Rua Boris, 90 – Praia de Iracema

Fone: (85) 3252-3435

Área de Convivência da Unidade Fortaleza 

Rua. Clarindo de Queiroz, 1740 – Centro

Educar Sesc

Rua  José Jatahy, 813 – Farias Brito

Texto: Juliana Teófilo