Televisão por um novo ângulo

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Na próxima terça-feira, dia16, se iniciará na Universidade de Fortaleza (Unifor) um novo grupo de estudos que terá como objetivo a discussão a respeito da TV pública, ministrado pelo professor do curso de jornalismo Alberto Perdigão e auxiliado pelo aluno Wagner Mendes. A reunião acontecerá na sala R09, a partir das 11 horas da manhã.

Nesse grupo, os alunos terão a oportunidade de conhecer emissoras de televisão que são voltadas para democracia, cidadania e diversidade. Além disso, eles vão poder tomar conhecimento da programação e descobrir como está sendo utilizado o dinheiro público dentro dessas redes de televisão.

Segundo o estudante de jornalismo, Wagner Mendes, responsável pela monitoria da disciplina de Telejornalismo I e auxiliar do grupo de estudo, a finalidade desse projeto é estimular o interesse dos acadêmicos em compreender a televisão pública, seus impactos e a sua importância para a sociedade.

A televisão pública no Brasil surgiu a partir dos parâmetros educativos, a fim de passar ao telespectador informação e, principalmente, a educação. Porém, esse tipo de informação leva a uma pequena ou mesmo a nenhuma lucratividade para as emissoras comerciais que, consequentemente, não dão prioridade à informação.

Em contrapartida, na Constituição Federal, no Artigo 221, parágrafo I, fala-se que a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão devem atender aos seguintes princípios: dar preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas.

Texto: Thaís Barbosa

Todos iguais, mas uns mais iguais que os outros

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As manchetes policiais estampam as capas de jornais cearenses desde o princípio de suas tiragens. Os boletins policiais de nossas rádios despejam, há décadas, profusas e dantescas ocorrências geradas em nossa sociedade. Há 35 anos, diuturnamente nos televisores, os programas policiais alcançam alturas impossíveis nos picos de audiência, as custas de um discurso sensacionalista, onde mais se incita a violência e  a morte do que se acena para um debate amplo sobre as delicadas questões de segurança pública em nosso estado. A propósito, questões que “repórteres policiais” lidam diariamente, como o tráfico de drogas e o crime organizado.

Embora respaldadas pelos tantos anos de existência na mídia cearense, as matérias “de polícia”, na comunidade acadêmica, são tratadas a partir de uma ótica unitária, em que chavões consagrados e críticas ostensivas desse fazer jornalístico o põem na latrina do ofício. O que não se enxerga, porém, é um engajamento prático dos cursos de jornalismo, em busca de uma primazia que acarrete no devir da área.

O repórter e autor do livro “TeleVisões: violência, criminalidade e insegurança nos programas policiais do Ceará”, Raimundo Madeira, crê que as universidades precisam assumir uma parcela de responsabilidade pela qualidade dos profissionais e do conteúdo veiculado nos suplementos policiais. “Se os próprios cursos de jornalismo se preocupassem em travar discussões mais aprofundadas sobre o jornalismo policial, fomentar o exercício teórico e prático para um tratamento mais qualificado das notícias policiais e tratar os diversos segmentos do jornalismo com igual nível de importância e responsabilidade, as visões sobre ele seriam diferentes já a partir das universidades, com repercussões positivas sobre os futuros profissionais nesse tipo de cobertura, seja qual for o veículo – impressos, rádio, televisão e internet”, analisa.

Opinião complementar tem o professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), Alejandro Sepulveda, ao defender a extensão do debate sobre as recorrentes violações dos direitos humanos e desencontros de informações nas abordagens, a outras estâncias da sociedade. “Penso que uma alternativa seria envolver no debate acadêmico os profissionais da mídia que são responsáveis pela veiculação desses programas policias, além das autoridades relacionadas com a segurança pública e gente da OAB, Ministério Público”, indica.

A marginalização do jornalismo policial inicia-se antes mesmo do ingresso a academia. Para Sepulveda, apesar de haver elementos fundamentais com os quais a célula de polícia convive, a exemplo dos direitos e deveres dos cidadãos, esta negligencia-os, endoçando o repúdio de parte da sociedade. “Creio que o próprio jornalismo policial tem contribuído para isso (desprezo do público), quando sensacionaliza e espetaculariza os fatos, expõem a imagem de detentos, mostra cenas degradantes e explora a violência do cotidiano como caso de polícia”.

O estudante de jornalismo, Farley Brasil,  lança um olhar concentrado nos programas televisivos “pouco evoluídos” e questiona a função social do jornalismo praticado neles. “O motivo mais discutido é sobre que função essa atividade realmente exerce dentro de um contexto social. A forma, sensacionalista, como esse tipo de jornalismo passa as suas informações põe em cheque o entendimento para que realmente ele serve e principalmente a sua importância para a sociedade”, enfatiza.

Madeira ainda formula o que seria, para ele, um jornalismo policial de qualidade. “Mais do que engatar uma notícia atrás da outra sobre criminalidade e violência, os veículos de comunicação deveriam se constituir em espaços para o debate qualificado sobre segurança pública. Na veiculação das notícias policiais, os jornais, as revistas e as emissoras de rádio e televisão deveriam evitar prejulgamentos, zelar pela garantia de direitos ao contraditório e à defesa, assegurar a preservação da identidade e da imagem das pessoas, enfim, promover o respeito a vítimas, acusados, familiares e leitores, ouvintes e telespectadores”.

Texto: Jefferson Passos

[Foca Nessa] O fim do mundo tá na mídia

Foto: Divulgação

A civilização Maia prevê que no dia 21 de dezembro de 2012 o mundo passará por grandes mudanças em todos os sentidos. Essa é uma das sete profecias mais conhecidas do povo que habitou a região central da América por volta de 1500 a.C. a 250 d.c. , famosos pelo desenvolvimento da astronomia e do calendário. O assunto apocalíptico, que assusta muita gente, já virou piada nas redes sociais e agora é tema de programas de televisão.

Em “Como aproveitar o fim do mundo”, série exibida pela Rede Globo, às quintas-feiras, 23h, um casal se aventura para realizar em 49 dias seus maiores desejos, antes que o mundo se acabe. Interpretados pelos atores Danton Mello e Aline Moraes, Ernani e Kátia, têm crenças diferentes, entretanto se unem para realizar os desejos um do outro. O roteiro é de Fernanda Young e Alexandre Machado, o mesmo casal que assina seriados de sucesso, como Os Normais e Macho Man. O último

Fernanda Young apresenta Confissões do Apocalipse, no GNT e escreve o roteiro de Como aproveitar o fim do mundo, Globo.

episódio deve ir ao ar a meia-noite do dia 21 de dezembro, data prevista para o fim do mundo. No site do programa é exibido uma contagem regressiva, com dias e horas para esse evento.

Além de escrever “Como aproveitar o fim do mundo“, Fernanda Young também apresenta o programa “Confissões do Apocalipse”. Nesse, a apresentadora entrevista convidados famosos em um cenário decorado com simbolos da cultura Maia. As perguntas giram em torno de situações que normalmente os entrevistados não expõem na mídia, entretanto, antes do fim do mundo, essas declarações seriam permitidas. O programa tem, em média, 20 minutos e passa às sextas feiras, 20:30, no canal GNT. Entre os entrevistados já estiveram a atriz Marisa Orth, a comediante Dani Calabresa e a cantora Fernanda Abreu.

Mais:

Nesses últimos anos, também foram lançados vários filmes e livros sobre o fim do mundo. Dentre os longas, o destaque vai para “2012”, de  Roland Emmerich  , lançado em 2009, que levou multidões no mundo todo para o cinema. O filme, em referencia as profecias dos Maias, exibe as catástrofes naturais que acontecem nesse ultimo ano da terra.

Já em “Procura-se um amigo para o fim do mundo“, filme recentemente publicado na [Claquete] aqui do Blog, o fim é abordado com muito humor.  No mesmo estilo da lista que os personagens do seriado global e do filme “Procura-se um amigo para o fim do mundo” criaram para aproveitar os últimos dias, o jornalista Duda Rangel publicou em seu Blog, Desilusões perdidas, 10 coisas para um jornalista fazer antes do fim do mundo.

Texto: Lorena Cardoso 

Twitter funciona como eco da televisão

Foto: Divulgação

Uma pesquisa realizada pela E.Life, empresa líder em monitoração e análise de mídias sociais da América Latina, mostrou que 40% dos assuntos do microblog são ligados a programação exibida pelas redes de televisão. Com comentários positivos ou negativos, os Trending Topics apontam que a programação televisiva, muitas vezes, fica em primeiro lugar nos assuntos mais discutidos, seja no Brasil ou no mundo.

Por meio dos comentários do Twitter, é possível perceber que o costume de assistir televisão não foi abandonado pelos jovens. Fazer comentários, sejam eles irônicos, críticos ou com elogios é comum na rede social, e tudo vira motivo de polêmica ou piada. Thalita Martins, estudante de Jornalismo, explica como assistir TV ficou mais interessante para ela quando se pode acompanhar, ao mesmo tempo, pelo twitter: “Algumas pessoas que eu sigo são muito criativas e fazem associações engraçadas, bobas, mas também inteligentes sobre as programações. Muitas vezes, escolho o que assistir por causa do twitter. Dá para você saber o que tá passando em vários canais sem precisar sair zapeando, só pelos assuntos comentados na rede social. Os twitteiros são ótimas companhias!”

Os comentários também influenciaram a estudante de Jornalismo Ana Beatriz Vieira. Ela conta que foi por causa do twitter que sentiu vontade de assistir ao reality show musical The Voice Brasil. “Como tava sem nada para fazer e o pessoal tava falando muito, fui ver qual era a do programa. Acabei me divertindo mais com os tweets do que com o programa em si”. O primeiro episódio mostrou um índio cantando música sertaneja e se tornou um dos assuntos mais comentados do domingo, 23 de setembro.

Na contramão, há aqueles que se sentem incomodados, como Danielle Bezerra, também estudante de Jornalismo. “Evito ter participação. Esses tweets são a prova concreta de como a cultura está massificada e como o público parece gostar de fazer parte disso.” Ao contrário dela, Kennedy Romualdo, estudante, conta que costuma tweetar sobre o que está acontecendo no momento. “Quando não tenho nada para fazer, entro na internet e assisto TV simultaneamente, vejo o movimento acontecendo e interajo também. É chato para quem não assiste e não gosta, mas é melhor participar do que ficar só observando e/ou reclamando.”

Movimento #oioioi e Nina congelada

A telenovela Avenida Brasil foi um fenômeno de menções no microblog, durante toda a sua exibição. Diariamente, no momento da abertura, com a música Kuduro, as hashtags #oioioi’s apareciam em todas as páginas dos usuários. “Durante a novela, todas as noites, o twitter parava no ‘oi oi oi’, enchia a timeline e entrava nos Tending Tpics Brasil, diariamente”, comenta Danielle.

A cada fim de episódio, a trama congelava a imagem de um personagem . Então, no capítulo 100, várias pessoas aderiram ao estilo e congelaram as fotos de seus perfis, inclusive famosos como William Bonner, que postou uma foto sua e de sua esposa e jornalista, Fátima Bernardes.

Um vídeo mostra a busca de “oi oi oi” em tempo real, durante a reprise do último capítulo.

Texto: Lidiane Almeida

TVs locais adequam a programação

 

site: portal da Mídia

Embora o Ceará e os demais estados nordestinos fiquem fora do horário de verão, acabamos afetados, por conta das alterações na programação das TVs, ligadas à redes nacionais. Para completar, como estamos em ano de eleição, a grade de programas fica ainda mais confusa.

Rafaela Gurjão é estudante de Enfermagem e afirmou que se sente beneficiada com o horário de verão, pois pode assistir a alguns programas que são transmitidos muito tarde. Porém, disse que demora um pouco até se habituar. “Enquanto não me acostumo, fico meio perdida e acabo não acompanhando alguns programas”, afirmou.

Por conta do horário eleitoral, algumas emissoras locais estão adaptando a sua programação e alterando seus horários. Na TV Verdes Mares, por exemplo, vários programas tiveram seus horários trocados. “Nossa programação ficará alterada até o fim do horário eleitoral, dia 29 de outubro. Após essa data, utilizaremos a mesma grade usada no horário de verão do ano passado”, explicou Marcos Gomide, diretor de jornalismo da emissora.

Já na TV Jangadeiro, a programação local está praticamente inalterada. “Nossos programas estão sendo transmitidos com uma pequena mudança de horário, cerca de cinco minutos de diferença. No fim das eleições, voltaremos com nossa programação normal, sem alterações”, explicou Moema Soares, gerente de jornalismo da TV Jangadeiro.

Acesse o site das emissoras e confira a programação diária:

 TV Verdes MaresTV Jangadeiro

Texto de Raynna Benevides