Das páginas para as telas

As Vantagens de Ser Invisível, do romance de Stephen Chbosky, chegou aos cinemas em setembro e está concorrendo ao prêmio de Filme de Drama Favorito no People’s Choice Awards.

Não é de hoje que os livros estão saindo do papel e indo para os cinemas. O clássico “O Poderoso Chefão” (1972), por exemplo, foi inspirado na obra de Mario Puzo, escritor americano famoso por seus livros que tratam da máfia.

Um dos autores que teve muitas de suas histórias adaptadas para o cinema é o escritor estadunidense Nicholas Sparks. Das dezesseis, sete já viraram filmes. Em uma entrevista para o site do O Globo, ele explica que, por as pessoas verem mais filmes do que lerem livros, eles acabam virando roteiros, o que beneficia tanto a indústria cinematográfica, se o filme for bem feito, quanto os autores, que ficam mais conhecidos e têm suas obras mais divulgadas.

Denyse Louro, estudante de Medicina, comenta que essas adaptações têm vantagens e desvantagens. “Quase sempre mudam a história, e outras vezes até melhoram. Já li alguns livros que acabei preferindo os filmes, como “Um Amor Para Recordar”, de Nicholas Sparks.” Antônio Neto, estudante, acha que, em sua grande maioria, são decepções grotescas. “Os diretores deturpam a essência de vários atos dos livros para obterem uma caracterização mais ‘comercial’ pro filme que, se não der lucro, gera um prejuízo astronômico”. Para ele, um que fugiu à essa regra foi “O Senhor dos Anéis”, escrito entre 1937 e 1949, adaptado para o cinema em 1999.

O professor de inglês, Hélvio Nobre, faz uma análise mais profunda. “É uma coisa muito subjetiva, mas a partir da compra dos direitos autorais, da empresa que pretende lançar o filme, com o escritor do livro, a opinião do escritor sobre cenários, roteiro e etc, são sempre levadas em conta, o que é mais que certo já que o criador é quem tem o seu universo sobre o livro na sua mente. O problema se encontra no leitor/telespectador. Se todos tivessem a mesma visão sobre o “universo” de um livro, não teria a menor graça! É aí que há a insatisfação com o filme, ou ao contrário, o carinho só aumenta.”

As versões de Harry Potter e Crepúsculo já chegaram ao fim, mas, para os amantes tanto de literatura, quanto de cinema, algumas novas obras estão indo para as telas e ganhando destaque.

Outras obras 

Precisamos Falar Sobre o Kevin, ficção escrita Lionel Shriver, traz Ezra Miller e Tilda Swinton. Leia mais na Claquete: https://blogdolabjor.wordpress.com/2012/05/15/claquete-precisamos-falar-com-kevin/
Na Estrada, do escritor Jack Kerouac, foi adaptado pelo diretor brasileiro Walter Salles (Central do Brasil) e estreou em maio deste ano.
Trilogia Millennium (Os Homens que Não Amavam as Mulheres, A Menina que Brincava com Fogo e A Rainha do Castelo de Ar), escrita por Stieg Larsson, a série foi adaptada para o cinema na versão sueca e teve a versão americana do primeiro filme. Foto: Divulgação
Como Treinar Seu Dragão, lançado em 2010, foi baseado na série de mesmo nome de Cressida Cowell, e a continuação do filme chegará aos cinemas em 2014.

Texto: Lidiane Almeida