Brasileiro ainda consome mais mídia offline que online, diz pesquisa

Online e Offline

Realizada pela rede multinacional KPMG, a pesquisa Debate Digital – Emergência do Consumidor Digital Multitarefas ouviu 9 mil pessoas com o objetivo de compreender como elas gastam tempo e recursos financeiros em mídias online (redes sociais, blogs, notícias online, mapas e orientadores de direção) e offline (televisão, rádio e jornal). A pesquisa abrangeu 9 países: Brasil, Alemanha, Austrália,Canadá, Cingapura, China, Espanha, Estados Unidos e Reino Unido.

O estudo concluiu que os consumidores brasileiros são os que mais gastam com meios de comunicação tradicionais, cerca de R$ 30 por mês. O Brasil também é o campeão em acesso a redes sociais e blogs, e divide com a Espanha o primeiro lugar no consumo de informações online. Uma curiosidade: o brasileiro é o que menos gasta tempo nas duas mídias, reservando mais o período do trabalho e da escola para essas atividades.

Das mídias tradicionais, o jornal impresso é o que menos retém a atenção do brasileiro. Somente 57% dos entrevistados dedicaram seu tempo a leitura de jornais em setembro de 2012, mês anterior ao da pesquisa. Já quando o assunto é ouvir rádio e assistir televisão, essa porcentagem sobe para 61% e 85%, respectivamente.

Usuário Multitarefa

A “segunda tela”, experiência que permite que as pessoas interajam com vários dispositivos eletrônicos ligados ao mesmo tempo, também fez parte dos resultados da pesquisa. O usuário multitarefas brasileiro é o primeiro colocado quando as ações simultâneas são assistir televisão e navegar na internet, por motivos que não sejam acessar redes sociais, resultando em 57%.

Texto: Daniela Costa

CQC é jornalismo ou não?

Danilo Gentili, publicitário, repórter e integrante do CQC. /Foto: blog Vistos e Escritos

 O programa Custe o que Custar (CQC) tem gerado polêmica com suas piadas durante o período eleitoral. Nesta época, os principais entrevistados são os candidatos, que são perguntados sobre questões de conhecimentos gerais. Os repórteres também fazem perguntas pessoais e satirizam os políticos. A forma de ‘passar informação’ divide opiniões. Esse tipo de programa seria entretenimento, jornalismo, humor, ou um híbrido destes gêneros?

Bruna Salmito, estudante de Jornalismo, afirma que considera o programa jornalístico. Para ela, “é uma forma diferente de informar que se diferencia do tradicional”, defende. Já Raquel Lima, estudante de Publicidade e Propaganda, diz que “o CQC cumpre o papel que se propõe, que é o de passar informações.”

Há uma outra corrente que vê essa forma de se comunicar como um ‘misto’ de gêneros. O professor de Jornalismo, Eduardo Freire, salienta que “esse híbrido entre jornalismo e entretenimento” é uma forma de “atrair telespectadores”. “Eu acho que o CQC não tem essa vontade de se arvorar jornalístico, embora eles se utilizem de certas estruturas do gênero”, argumenta.

Alejandro Sepúlveda, professor de Jornalismo, acredita que o CQC “usa o jornalismo para passar informação como espetáculo ou mais que isso, como uma forma de fazer humor”. Adriana Santiago, jornalista, concorda e ainda acrescenta que “é entretenimento, muito bem feito, com um discurso jornalístico apropriado. Como a publicidade também faz, como a igreja católica às vezes usa.”.

O CQC, sob o comando de Marcelo Tas, vai ao ar todas as segundas às 22:15h na TV Bandeirantes.

Texto de Allan Diniz