Busca por intercâmbio cresce entre universitários

O meio acadêmico é um espaço que deve ser aproveitado pelos alunos de todas as maneiras possíveis. Além de oportunidades de estágios, grupos de pesquisa e projetos, uma alternativa muito procurada ultimamente é o intercâmbio acadêmico. A oportunidade de visitar outro país e ainda ter a chance de estudar um idioma e conhecer culturas diferentes é uma experiência que enriquece muito a formação de qualquer profissional, além de proporcionar uma bagagem bem mais rica.

Foto: Arquivo pessoal
Mariana na Salamanca. Foto: Arquivo pessoal

Mariana Bandeira, estudante de Direito, foi para Salamanca no primeiro semestre de 2012. “Valeu muito a pena porque pude conhecer bastante a Espanha e também viajei muito para outros países que eu sempre quis conhecer: Inglaterra, França, Polônia, República Tcheca etc”. As histórias, claro, são muitas. “Teve uma viagem também que peguei um trem de Cracóvia pra Praga em que quase ninguém sabia falar inglês e fiquei com medo de estar indo na direção errada. Em Londres, eu e meus amigos fizemos a reserva de um albergue e quando chegamos, vimos que era do lado de um crematório e cemitório.”

Mariana em Praga. Foto: Arquivo pessoal
Mariana em Praga. Foto: Arquivo pessoal

Ela escolheu a Universidade de Salamanca por ser uma das mais antigas do mundo, com quase 900 anos, e por ser uma das melhores na área de Direito. Ela é um dos destinos preferidos dos alunos, principalmente por não exigir o diploma de conclusão de espanhol, diferente das outras que exigem a proficiência na língua local.

Matheus Aguirre, também estudante de Direito, foi para lá no mesmo período que Mariana. Ele escolheu Salamanca porque já tinha ouvido falar sobre como era bonita e recebia pessoas de diversos países. Matheus sempre teve vontade de fazer intercâmbio e procurou agências de viagem, mas achou que valeria mais a pena ir pela Universidade.

Matheus em Londres. Foto: Samuel Carvalho
Matheus em Londres. Foto: Samuel Carvalho

“Posso dizer que foi a melhor coisa que já fiz na vida. Conheci gente do mundo inteiro e lugares que sempre sonhei em conhecer.Eu faria de novo e indico pra qualquer um que queira fazer!”. Mas, como em toda viagem, imprevistos acontecem. “Posso citar um ‘golpe’ que levamos do corretor de imóveis, assim que achamos o apartamento pra morar. Acabamos perdendo um dinheiro considerável nisso. Não foi umas boas-vindas muito legal não, mas serviu pra mostrar pra gente que temos que ficar espertos em qualquer lugar do mundo!”

Para aqueles que querem tirar um tempo só para se dedicar ao estudo de outra língua, a viagem também vale a pena. Camila Carvalho, recém-graduada em Jornalismo, viajou por conta própria com as amigas para estudar inglês. Elas fecharam um pacote em uma agência e estão passando seis meses em Londres. “Eu me formei no final do ano passado e vim para estudar inglês em vista da Copa e pretendo fazer algum curso dentro da àrea de jornalismo aqui”. Elas mantêm um blog em que contam suas experiências em um país desconhecido.”

Foto: Arquivo pessoal
Camila e amigas. Foto: Arquivo pessoal

Ainda dá tempo

As inscrições na Unifor para o segundo semestre de 2013 vão até o dia 28 de março, na Assessoria de Assuntos Internacionais, e são mais de 160 instituições conveniadas. Para participar, o aluno deve estar devidamente matriculado na graduação e ter no mínimo 50% dos créditos concluídos da grade curricular, dominar o idioma da universidade   de destino, caso ela o exija, ter o PMG igual ou superior a 7,0 e não estar cursando o último semestre.

A taxa de inscrição é de R$297,00 (não reembolsáveis) e o passaporte deve estar válido no momento da inscrição. O aluno fica responsável pelas suas despesas relativas à hospedagem, alimentação, passagens aéreas e/ou terrestres, visto e seguro/saúde. Ao voltar de viajem, o aluno deve procurar a Divisão de Assuntos Estudantis, DAE, para fazer o aproveitamento de cadeiras, conforme as normas da Unifor.

Marília Ceres em Buenos Aires. Foto: Arquivo pessoal
Marília Ceres em Buenos Aires. Foto: Arquivo pessoal

Marília Ceres, estudante de Jornalismo, está planejando ir para Buenos Aires. “Eu quero fazer intercâmbio porque pra minha profissão me parece ser essencial. Não só pelo aprendizado do idioma, mas pelo contato com pessoas que vivem em outra cultura. Como jornalista, vou ter que aprender a lidar com todo tipo de gente e situação, começar por aí seria ótimo. Escolhi Buenos Aires porque já visitei duas vezes e sou apaixonada pela cidade. juntar o meu carinho por lá com a vontade de fazer intercâmbio só pode resultar em algo bom.”

Oportunidade

Esse ano, para comemorar os 40 anos da universidade, a Unifor vai premiar 4 alunos, um de cada centro, com bolsas para 13 universidades. As inscrições vão até amanhã, dia 15 de março no DAE. Os interessados devem levar o histórico acadêmico com média igual ou superior a 8,0 e nenhuma reprovação, carta de motivação, cópia do passaporte válido até no mínimo junho de 2014 e cópia da proficiência no idioma do local escolhido.

Texto: Thaís Praciano

Espiralados desbravam a arte paulista

Museu de Arte de São Paulo, MASP, um dos pontos que o grupo vai visitar. Foto: Divulgação

Um grupo de professores e estudantes da Unifor, irá a São Paulo hoje, dia 11, para conhecer espaços artísticos e visitar a Bienal de São Paulo. A turma faz parte do grupo Espiralados, que tem como objetivo discutir a arte em diversas vertentes. Além das discussões, o grupo organiza visitas a espaços culturais e ateliês de artistas. Na capital paulista, os integrantes estão com uma programação extensa: visitarão o MASP, a retrospectiva de Lygia Clark, que é a artista brasileira considerada mais importante hoje, no exterior; a exposição individual de Adriana Varejão, a Pinacoteca, dentre outros pontos de arte e turismo.

Pablo Manyé, professor de Belas Artes, e um dos responsáveis pelo grupo, afirma que conhecer como esses espaços é enriquecedor. O professor explica que a viagem proporcionará aos alunos conhecimentos que só são obtidos fora da sala de aula, em contato mais próximo com as obras e com os artistas. “É importante que um estudante de arte não seja formado apenas pelo conhecimento acadêmico, mas pelo contato direto com as artes.”

O grupo Espiralados é formado por voluntários interessados em arte, estudantes, professores e comunidade acadêmica. Não há pré-requisitos para ingressar, entretanto a maioria dos participantes são do curso de Belas Artes. A Unifor cede espaço para a realização das reuniões, que acontecem semanalmente. “A arte não é apenas um aprendizado, é uma forma de vida, e para que se viva intensamente é preciso realmente conhecer as obras e suas fontes”, garante Pablo.

Texto: Suélen Ramos

Aluna da Unifor fará pesquisa na Ásia

Com o objetivo de pesquisar e conhecer outras culturas, a aluna de jornalismo do 5ª semestre da Unifor, Cibele Juliana, realizará uma viagem à Tailândia com intuito de produzir material para um livro-reportagem. “A escolha de viajar para a Tailândia nasceu das minhas constantes pesquisas sobre países asiáticos”, conta

Motivada pela leitura sobre as mulheres girafas (mulheres que usam espiral de cobre em volta do pescoço), a estudante decidiu visitar uma província localizada no norte da Tailândia, que faz fronteira com a Birmânia.

Para a construção do livro, ela visitará a tribo dos Karen de Padaung, que são um exemplo de “mulheres girafas”. Segundo Cibele Juliana, essa tribo é a mesma que há 60 anos fugiu da tirania do regime militar de Myanmar e hoje vive dentro de suas próprias regras. “Adentrar esse universo com o intuito de observar seus costumes, modo de vida, a maneira que cultivam suas tradições e religiosidade serão algumas das observações que estarão dentro do contexto da pesquisa”, relata Cibele Juliana.

Na concepção da aluna, a comunicação com os nativos é um pouco complicada, pois apenas os líderes da comunidade falam inglês. Mesmo assim, poucos compreendem quando são indagados. Para isso, ela pensa na possibilidade de contratar um guia para intermediar o diálogo.

As viagens para o lado oriental do planeta não são novidades para Cibele. Motivada pelo interesse cultural daqueles povos, já viajou para a Índia e o Nepal, em 2010, quando cursava Odontologia. “Pude vivenciar um pouco da cultura indiana e aguçar minha vontade de voltar para pesquisar sobre o sistema de castas com ênfase nos de categoria Dalit, também conhecidos como ‘Intocáveis’”, avalia a estudante.

Roteiro de viagem

Para a produção do livro-reportagem, ela iniciará sua viagem dia 5 de julho, desembarcando inicialmente na África do Sul. Ficará no local por oito dias, sendo quatro no Kruger Park, o safari africano, em Johanesburgo. “Vejo o cenário para cenas perfeitas”, conta, lamentando o fato de não estender a pesquisa por causa do tempo restrito. Após esse período na África, ela irá para a Tailândia, principal foco da pesquisa. Neste país, além da tribo Karen de Padaung, a aluna visitará as cidades de Bangkok, Chiang Mai, Chiang Rai, Mae Hong Son, Ilhas de Phuket e Phi Phi Island.

Cibele Juliana revela que ainda pretende visitar o Oriente Médio e conhecer países como Finlândia, Tanzânia, Cuba e Egito, também motivada pela cultura e costumes daqueles povos.

Aspectos culturais locais também foram alvo de estudo da aluna. Em reportagem para a revista A Ponte, coordenada pelo professor Alejandro Sepúlveda, a estudante foi a Ipueiras, interior do Ceará, fazer uma matéria na qual teve como tema Histórias de Trancoso, que se referem a contos míticos baseados nas narrativas populares.

Texto: João José Quixadá
Orientação: Alejandro Sepulveda 

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