Perdidos achados

A edição 41 do Bandeja traz informações sobre um setor da Unifor muito desconhecido por quem anda pelo Campus: o Achados e Perdidos. Ele funciona há 3 anos e localiza-se no bloco da Prefeitura (perto da saída que dá para a Av. Dr. Valmir Pontes).

Além disso, esse bandeja lembra sobre a sondagem de 2010.1, que se estenderá até o dia 29/11. Ela auxilia na escolha e ainda garante a sua vaga nas disciplinas escolhidas.  Para fazer, é só acessar ao site da Unifor, fazer o login , clicar na palavra sondagem e, pronto, é só fazer o seu planejamento do próximo semestre.

Serviço
Achados e Perdidos
Local: bloco da Prefeitura
Horário:
aberto de 2ª a 6ª (7h às 22h45),
e aos sábados (7h às 17h).
Fones: 3477-3189 ou 3477-3135

* Texto de Camila Marcelo

Quem esqueceu do Enade?

Aqueles que não puderam comparecer a prova do Enade 2009 ainda têm chance de se justificarem. Até 23 de novembro, os estudantes poderão enviar ao Inep, pelo correio, a justificativa por não ter comparecido.  Ela será analisada por uma comissão do MEC (Ministério da Educação) e será dada a resposta aos alunos até o dia 26 de março de 2010.

A solicitação de dispensa deverá conter os seguintes documentos:

  • requerimento de dispensa, disponível em:
    http://enade.inep.gov.br/enadeDispensa;
  • declaração de aluno regular e habilitado no Enade 2009, disponível em:
    http://enade.inep.gov.br/enadeDispensa (comprovada por meio de assinatura do responsável da instituição de educação superior do estudante);
  • cópia autenticada de documento que comprove o impedimento de participação no Enade 2009.

Não serão aceitas solicitações via fax ou via correio eletrônico. O endereço para envio da justificativa é:

Ministério da Educação – MEC
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep
Comissão Especial de Análise e Julgamento de Dispensa – Enade 2009
Caixa Postal no 9520
Agência AC Banco Central
SBS Quadra 3, Bloco A, 2o Subsolo
Asa Sul – Brasília – DF
CEP: 70070-972

(Informações retiradas do site do Inep)

*Texto de Camila Marcelo

Pequeno dicionário do Enade

jornal de Bandeja_40O Bandeja 41 vem com um material especial sobre o Enade. Ele está espalhado pelo Campus desde a semana passada e responde as dúvidas mais frequentes de quem foi convocado para fazer a prova. Para aqueles que a fizeram ontem ou ainda não conhecem esse método de avaliação das univesidades, leia também o Sobpressão sobre essa temática.

Nesta edição, o Bandeja também divuga o Prêmio de Literatura Unifor, que neste ano escolheu o gênero crônica para incentivar as produções literárias. As inscrições para as categorias obra ou texto inédito vão até o dia 30 de novembro.

*Texto de Camila Marcelo

Contagem regressiva

bicho_enade1Faltam poucas horas para a prova do Enade. Não custa ressaltar que ela será realizada 13h, horário de Brasília, mas aqui no Ceará será ao meio dia. É recomendado chegar uma hora antes.

Lembre-se de levar um documento com foto, o Questionário Socieconômico preenchido, lápis preto nº2, caneta esferográfica preta, apontador e borracha.

Atualize-se com as principais notícias ocorridas no Brasil e no mundo, visto que é característico do exame abordar questões da atualidade. Veja aqui a versão digital do Sobpressão em edição especial sobre o Enade e tire suas dúvidas sobre a avaliação.

Boa sorte aos ingressantes e concludentes que irão fazer a prova e cuidado para não perder a hora! O exame é condição indispensável para a emissão do diploma.

*Texto de Camila Marcelo

Cineclube de grife

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A publicitária Tânia foi a convidada dessa quinta-feira

O Cineclube abriu sua programação de novembro, nessa última quinta-feira (05/11), com um filme que já virou clássico para fashionistas e afins, O diabo veste Prada. A sessão abordou a moda na mídia, e trouxe para debater sobre o assunto Tânia Dourado, publicitária e pesquisadora de comunicação e moda.

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cartaz de divulgação

Dirigido por David Frankel, o filme conta a história de Andréa (Anne Hathaway), uma jovem que se muda para Nova Iorque com objetivo de tentar carreira como jornalista. Ela consegue um emprego na revista Runway, publicação mais prestigiada do mundo da moda. Porém, Andréa tem sérios problemas  com as exigências do novo emprego, incluindo as tarefas absurdas ordenadas pela chefe, Miranda Priestly (Meryl Streep).

O filme foi baseado em um livro homônimo, sobre a história de Lauren Weisberger, ex-assistente de Anna Wintour, editora chefe da Vogue americana.

Após a sessão, como já é de praxe, abriu-se uma discussão sobre o tema, coordenada pelo professor Marcio Acselrad.

Tânia Dourado começou o debate ressaltando que, apesar de o filme ser tipicamente americano, ele desmonta o universo da moda. A publicitária apontou para dois ‘momentos de virada’ no enredo. “O primeiro ponto é quando a protagonista percebe que para poder entrar naquele mundo (da moda) existem códigos que devem ser aceitos; a mudança no vestuário é um deles. O outro momento, é no desfecho, quando ela percebe que para continuar a fazer parte desse mundo, teria que mudar não só exteriormente, as relações profissionais, mas sim, suas relações pessoais”.

Moda é arte? Para a debatedora, não. “Assim como disse Alexandre  Herchcovitch, moda é business! Claro que tem uma linha, uma ‘cara’ impressa alí, mas não existe nada de novo, tudo já foi feito”. Tânia defendeu que não existe um controle da moda sobre a mídia, ou vice-versa. “Não dá pra ter uma resposta precisa. Claro que os anunciantes tem influência sobre as publicações, mas não acho que um controle o outro”.

Por fim, a publicitária esclareceu que a roupa que você veste pode determinar sua identidade, qual a impressão que as outras pessoas terão de você, o que você é e aonde você quer chegar.

* Texto por Wolney Batista

As sessões de novembro

Prepare as suas quintas-feiras para o Cineclube em novembro. Sempre às 13h30 na sala A da videoteca da Unifor.

SESSÃO A MODA NA MÍDIA
05/11 “O diabo veste Prada” (The devil wears Prada, 2006), direção David Frankel.

Andrea é uma jovem que se muda para Nova York a fim de tentar uma carreira como jornalista. Ela consegue um emprego na maior revista de moda da cidade, editada pela poderosa Miranda Priestly, mas tem sérios problemas com as exigências do novo emprego, incluindo as tarefas absurdas ordenadas pela chefe.

Debatedora: Tânia Dourado, publicitária e pesquisadora de comunicação e moda.

SESSÃO LIDANDO COM O HOLOCAUSTO
12/11
“O menino do pijama listrado” (The boy in the striped pyjamas, 2008), direção Mark Herman.

Durante a Segunda Guerra Mundial, uma família alemã se muda de Berlim para Auschwitz, quando o patriarca é ordenado a trabalhar em um campo de concentração. Assim, Bruno, um garoto de 8 anos e filho do oficial, estabelece laços de amizade com um menino judeu da mesma idade. O preconceito, o ódio e a violência de um período negro da história recente afetando pessoas inocentes.

Debatedores: Thomas Felix Mastronardi, advogado e mediador internacional, doutorando em filosofia do Direito pela Universidade de Zurique e Carlos Henrique Carvalho, mestre em filosofia pela UFC.

SESSÃO PESADELO DE GUERRA
19/11
“Valsa com Bashir” (Waltz with Bashir, 2008), direção Ari Folman.

Animação. Numa noite num bar, um homem conta ao velho amigo Ari sobre um pesadelo recorrente no qual é perseguido por 26 cães alucinados. Ambos concluem que o pesadelo tem a ver com a missão deles no exército israelense contra o Líbano, décadas atrás. Ari, no entanto, fica surpreso ao perceber que não consegue mais se lembrar de nada sobre aquele período da sua vida. Intrigado com o enigma, decide se
encontrar com velhos camaradas pelo mundo. Ele tem necessidade de descobrir toda a verdade sobre aquele tempo e sobre si mesmo. Quanto mais ele se aprofunda no mistério, mais suas lembranças se tornam
aterrorizantes.

Debatedores: Sandra Helena de Souza e Cristina Sutter, professoras de psicologia da UNIFOR.

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O diretor do filme, Darren Aronofsky, é a personagem de novembro

SESSÃO QUE DROGA É ESSA?
26/11
“Réquiem para um sonho” (Réquiem for a dream, 2000), direção Darren Aronofsky.

Três personagens e seus vícios. Harry e sua namorada Marion são viciados em heroína. Eles têm o sonho de montar uma loja, mas mal conseguem o suficiente para viver. Junto com seu amigo Tyrone, Harry rouba a TV da mãe para conseguir dinheiro. Sua mãe, Sara, sempre compra uma nova quando a anterior é levada, pois seu vício é justamente assistir TV. A possibilidade de aparecer em seu programa favorito faz com que queira perder peso, o que a leva por sua vez a se viciar em moderadores de apetite.

Debatedores Leonardo Danziato e Mardônio Coelho, psicanalistas.

Estranhamentos no Mundo Unifor

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Carteiras empilhadas provocaram questionamentos / Foto: Camila Marcelo

Durante o Mundo Unifor, o professor Márcio Acselrad, juntamente com os seus alunos da disciplina de Estética e Linguagem, provocou um questionamento sobre arte em plena Universidade.

A arte na contemporaneidade em comparação aos outros períodos históricos e qual seria o seu espaço na sociedade são temas debatidos em suas aulas. A partir disso, a turma decidiu empilhar carteiras em frente ao bloco P. A escolha se deu por serem objetos do cotidiano e, principalmente, do ambiente universitário, para promover um estranhamento.

“A ideia de fazer a intervenção no Mundo Unifor visava justamente um período de grande circulação de pessoas pelo campus. A ideia era deixar um espaço para as pessoas se manifestarem”, afirma Márcio.

Junto às carteiras, foram pregadas cartolinas com algumas indagações como “isso é arte?” e deixados espaços em branco para aqueles que quisessem opinar.

Gabriel Macedo, um dos estudantes da disciplina lecionada por Márcio e que também ajudou na montagem da dita arte, comentou sobre a satisfação em perceber que conseguiram desacelerar os passos das pessoas e provocador um questionamento nelas sobre o que estavam vendo.

“Foi muito bom ver o feedback dos ‘espectadores’ que escreveram coisas que nem poderíamos sequer imaginar. No entanto, eu acho que a única intenção, se é que havia uma intenção verdadeira e una, era a de chamar os olhos para aquela direção, causar estranhamento, qualquer que seja, já que cada um tem o seu”, declara Gabriel.

E a discussão não se fixou somente nas cartolinas pregadas às carteiras, o Blog do Labjor provou a questão também. Acesse a postagem e dê a sua contribuição sobre o que seria arte para você.

* Texto de Camila Marcelo

O Brasil como destino acadêmico

Eles têm aquela “cara de gringo”, um sotaque diferente e estão pelo campus entre nós, brasileiros, diariamente. Dá para notar que o número de alunos de intercâmbio vem crescendo na Unifor. A universidade disponibiliza aulas lecionadas em inglês para alunos estrangeiros e não-estrangeiros. A intenção é atrair vários estudantes internacionais e abrir acordo com mais universidades fora do país, possibilitando, assim, um número maior de opções para os alunos brasileiros que também estejam interessados em estudar fora do Brasil. Como não são todos os alunos estrangeiros que dominam o português, as aulas lecionadas em inglês ajudam a atrair estudantes de vários países sem, necessariamente, exigir que eles conheçam o idioma, o que não significa que eles não sejam estimulados a aprender o português, já que a Unifor oferece disciplinas de português para estrangeiros.

Bate-papo poliglota

Nesse semestre, a Unifor está recebendo alunos da Colômbia, Argentina, Espanha, Alemanha, França e Estados Unidos. Tentamos juntar os alunos para um bate-papo e entender um pouco da opinião deles sobre o Brasil e perceber qual ideia do país está mais presente no imaginário daqueles que não são daqui. A intenção era conversar com um estudante de cada nacionalidade, mas, infelizmente, não aconteceu de todos estarem disponíveis no mesmo horário, então fizemos o bate-papo com quatro alunos: Geraldine Marie, Christopher Jason (ou apenas J.C), Catalina Hernandez e Gullermo Velasco, que vieram da França, Estados-Unidos, Colômbia e Espanha, respectivamente.

Na ordem: CJ (EUA), Gabriela (Argentina), (Colômbia), Guillermo (Espanha), Catallina (Colômbia) e Geraldine (França). Gabriela e o colombiano não estavam no bate-papo.

Na ordem: CJ (EUA), Gabriela (Argentina), (Colômbia), Guillermo (Espanha), Catallina (Colômbia) e Geraldine (França). Gabriela e o colombiano não estavam no bate-papo. Foto: Arquivo Pessoal

A maioria ainda encontra obstáculos na hora de se comunicar, pois muitos chegaram há pouco tempo e não possuem tanta habilidade com o português, mas há interesse em aprender a língua. A estudante francesa Geraldine Marie está no Brasil pela segunda vez e já fala português como uma nativa, podendo ser facilmente confundida com uma brasileira que veio de Natal, já que fala com forte sotaque potiguar. A conversa foi bastante natural e espontânea, além de muito divertida, já que nos comunicamos em português, inglês e espanhol, sem confusão e sem mal-entendidos.

Variedade de assuntos

Falamos sobre a importância de ter uma experiência acadêmica em um país estrangeiro, sobre o modo de vida brasileiro (de maneira geral) e também sobre desigualdade social, racismo e violência. Todos os estudantes se disseram satisfeitos com as disciplinas que estão cursando na Unifor e com a estrutura do campus. É interessante perceber o interesse dos alunos de intercambio em aprender português, já que todos estão matriculados em disciplinas lecionas em português, mesmo não tendo muita segurança no idioma. O fato de existir uma cadeira de português para estrangeiros também estimula que os alunos procurem se envolver com a língua e com a cultura local.

Perguntamos por que eles escolheram o Nordeste do Brasil para ter essa experiência, já que é uma região bastante conhecida pela pobreza, e Geraldine respondeu imediatamente e com bastante sinceridade que “essa é a melhor região do Brasil”. C.J e Catalina disseram que o Ceará não foi exatamente uma escolha, pois não tinham outra opção, já que suas Universidades, nos EUA e na Colômbia, só tinham acordo com a Unifor, mas deixaram claro que estavam felizes com a Universidade e com a cidade. Guillermo teve contato com estudantes brasileiros de Fortaleza em sua cidade Natal, Oviedo, na Espanha, que de certa forma o estimularam a estudar aqui.

Geraldine, de 19 anos, é a estudante mais nova do grupo, mas é, também, a que mais possui experiência no país. Já havia morado um ano em Natal quando tinha 16 anos e conheceu várias outras cidades do Sul e Sudeste do país, tendo, assim, uma maior credibilidade quando afirma que o Nordeste é a melhor região do Brasil. Para a estudante, o sul do país tem uma cultura muito próxima do estilo europeu e ela procurava exatamente por algo diferente. O Nordeste, segundo ela, é “bem mais brasileiro” por causa do clima e da pessoas.

“Quando fui a Gramado, achei que estava no lugar errado. Não conseguia associar aquilo ao Brasil, parecia a Europa, parecia a Alemanha.”

Peculiaridades brasileiras

Catalina fez uma observação curiosa quando disse que o Brasil era diferente de todos os outros países da América Latina  por não ter espanhol como primeira língua e por ter características bastante peculiares que deixam o país muito mais conhecido como ‘brasileiro’ que como ‘latino’.

Perguntamos aos estudantes se eles achavam o Brasil um lugar mais receptivo, já que a diversidade étnica e cultural é característica forte do país. Geraldine concordou que o Brasil é bastante diversificado e que todos se veem como brasileiros, sejam mestiços, negros, brancos, mulatos ou pardos, mas que existe, sim, um tipo de racismo aqui no Brasil que não pode ser comparado com o racismo na Europa ou nos EUA. A estudante francesa contou que namorou um garoto mulato quando morava em Natal e que a família brasileira que a estava recebendo teve uma reação negativa quanto a cor da pele do rapaz.

“Aqui no Brasil é muito difícil você ver um negro numa escola ou na universidade. Basta andar pela Unifor e perceber que tem muito mais gente clara. As pessoas associam logo o negro com pobre, igual como minha família fez(referindo-se à família brasileira com quem ela estava morando em Natal). Só tinha um menino negro na escola onde eu estudava lá em Natal e ele ainda era muito rico”.

Quando questionados sobre a violência, os estudantes não se mostraram muito preocupados. Já se acostumaram com os cuidados que devem tomar nas ruas e não perdem muito tempo com medo de assaltos. Suas expectativas em relação a ter uma experiência pessoal e acadêmica enriquecedora no Brasil superam o medo de violência.

A equipe do Labjor agradece a disposição dos estudantes de se reunirem numa quarta-feira pela manhã,  deseja boa sorte para os viajantes e agradece em quatro maneiras: Thank you, Gracias, Merci  e Obrigado.

Texto: Cláudio de Paula

Tv Digital: melhor imagem e maior interação

Para abrir o último dia de palestras do Mundo Unifor, Gilberto de Castro Moura, responsável pela área técnica da TV Ceará, discursou e discutiu sobre um assunto super atual: a TV digital no Brasil, no auditório A2, na sexta-feira (23).

A TV digital brasileira funciona com um software próprio, o Ginga. Esse software, que foi uma adaptação do software japonês, permite aos brasileiros uma maior interatividade com a programação. Além de poder assistir em celulares, por exemplo, os telespectadores poderão escolher o quê e quando irão assistir apenas programando o horário que determinado programa irá passar.

Celulares receptores de TV digital já estão disponíveis no mercado . Foto: Divulgação.

Celulares receptores de TV digital já estão disponíveis no mercado . Foto: Divulgação.

Mas já que as pessoas poderão escolher o quê irão ver, como ficará as propagandas que passam nos intervalos comerciais? Segundo Gilberto Moura, esse será um problema para os publicitários. “Talvez, durante uma transmissão, o telespectador poderá ‘clicar’ em um determinado produto e ver a propaganda”, especulou o técnico.

Quando questionado sobre desvantagens do sistema, Gilberto apontou para o que os especialistas chamam de regiões de sombra. Essas regiões são obstáculos naturais ou artificiais, que impedem que o sinal chegue ao receptor, e como o sinal digital ou ‘pega’ ou ‘não pega’, o canal ficaria fora do ar.

Gilberto Moura encerrou a palestra falando sobre o prazo que o governo brasileiro deu para as emissoras de televisão encerrarem as transmissões analógicas, em 2016. Para ele, será difícil cumprir o prazo e citou o caso da troca das tv’s preto e branco por colorida. “ A TV à cores chegou no Brasil na década de 70 e até hoje, mais de 30 anos depois, ainda tem gente que ainda usa o aparelho PeB. Acho difícil a população se adaptar até 2016”, opinou.

Texto: Wolney Batista

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Os desvios da educação

Na palestra “Novos desafios para educação”, apresentada, na terça-feira (20), por Rosita Paraguassú e Roberta Cavalcante, ambas professoras da área de psicologia, foram deixadas de lado as respostas e soluções exatas e colocadas questões para inquietar e provocar o debate sobre a imagem remetida a escola. Ela foi ofertada dentro da programação do Mundo Unifor, evento que está acontecendo desde segunda (19) e se estende até amanhã (23).

Rosita em sua explicação sobre a interferência da sociedade na formação da pessoa / Foto: Camila Marcelo

Rosita em sua explicação sobre a interferência da sociedade na formação da pessoa / Foto: Camila Marcelo

Tanto as palestrantes como os presentes entraram no consenso de que o método tradicional de ensino encontra-se em crise. Por mais que ainda vigore em algumas redes de educação de nível médio e superior ou que parte do corpo docente ainda insista nas aulas meramente expositivas e na hierarquia de sabedoria entre professores e estudantes, uma nova fórmula de se desenvolver conhecimento está se mostrando no mercado.

Quando Rosita lançou a pergunta aos presentes no auditório: “o que a gente pensa da educação?”, logo remeteram ao espaço físico, onde educandos estão posicionados em carteiras esperando absorver passivamente as informações dadas pelo educador. Entretanto, ela disse que educação não é simplesmente ligado ao panorama formal, a uma instituição específica para ensinar, abrange também ao panorama informal, a família e a sociedade que interferem na construção intelectual e moral do indivíduo. “Tanto o homem interfere na natureza, como o contrário”, justificou Rosita.

Por alegar que é preciso expor o caminho, para depois mostrar as pedras e buracos que nele se encontra, a palestra propôs-se a contemplar o percurso histórico das instituições escolares, os modelos de ensino e a educação na modernidade. Rosita afirmou que as regras estabelecidas para educar “organizam” as pessoas, entretanto, elas engessam, automatizam e padronizam as ações individuais. Então, o desafio diário, tanto aos novos profissionais que se encontram na área de ensino, como aos estudantes que se predispõem a se tornarem ativos nas aulas, é encontrar um novo lugar do aluno, do mestre, da escola, da família e do psicólogo.

Embora imprevisível e desconfortável, como declarou Roberta, acostumar-se a novas regras, a diferentes papéis na sala de aula – onde o professor torna-se mediador e o aluno é requisitado a participar da construção do conhecimento –, é importante mudarmos a estância espacial e psicológica das instituições, apagar a velha ideia de professor na frente e alunos sentados copiando o que está escrito na lousa ou o errado pensamento de que educador tem a completa sabedoria e ninguém mais.

Os inscritos e ouvintes participaram ativamente. Criticaram as instituições que visam apenas uma alta porcentagem de aprovação no vestibular, a aplicação somente pelos métodos de avaliação tradicionais e as explicações de conteúdo padronizadas, com atuação somente do professor, sem contribuição do estudante. Mesmo que a ideia de uma troca de informação esteja crescendo e se manifestando principalmente nas universidades, é preciso que não só quem participa desse ambiente acadêmico, como a sociedade como um todo, veja a necessidade de ir além do padrão e começar a se portar como sujeito da ação e, não, objeto.

*Texto de Camila MarceloLogo-Mundo Unifor

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