Redes Sociais: viciados e entediados

Foto: Photo NIC

Um dos princípios de ser humano é viver em sociedade e comunicar, seja com aqueles que convivemos, quanto com quem mora longe. Desde a criação dos telégrafos e telefones as distâncias vêm diminuindo cada vez mais. Nos últimos 20 anos o advento da internet promoveu a circulação da informação mais rápido ainda.

As pessoas sentiram a necessidade de publicar o que acontece em sua vida e aí surgiram blogs, fotologs, redes sociais. O primeiro a fazer um grande sucesso foi o Orkut, cada pessoa poderia ter seu perfil, adicionar fotos e aderir a comunidades mostrando seus gostos e personalidade. Em quatro anos o Orkut entrou em desuso e, atualmente, o mais utilizado é o Facebook.

Teóricos da comunicação, como Pierre Levy, afirmam que a utilização de redes sociais primeiro juntou todos, independente de seus interesses, e agora está querendo segregar diferentes gostos. Há atualmente redes sociais como o Pinterest em que as pessoas compartilham referências de visuais, o Filmow que cada perfil tem os filmes que a pessoa viu, as notas dadas para esses filmes e quais filmes gostaria de ver, etc.

Carlos Sawaki adora procurar novas redes sociais de acordo com seus interesses ele afirma que “Como profissional da comunicação preciso estar sempre ligado no que esta acontecendo no mundo digital, além de gostar de conhecer coisas novas.”, além de apontar suas novas descobertas da rede “ Uma mais recente é a Foodspotting, uma rede com foco em comidas e restaurantes, que veio com a mania das pessoas de tirar a foto de tudo que come. Nessa rede você posta a foto do prato e indica pra outras pessoas que visitem determinados estabelecimentos cadastrados. Eu costumava usar o Pinterest o problema é que muitas vezes eu quis manter privadas minhas imagens e não pude, eles não disponibilizam essa opção. Foi então que descobri o Gimme Bar, que é menos conhecido mas que possibilita esconder o que você deseja. É muito bom para arquivar referências de trabalho dentre outras coisas menos formais, como tatuagem bacanas etc.”

Aline Montenegro adora redes sociais a ver com fotografia como o Instagram “Eu gosto do Instagram, adoro rede social de fotografia. Além de ele ter ‘essa coisa’ da espontaneidade, apesar de muitos não utilizarem a rede dessa formam e eu gosto do Pinterest, e passo o dia “pinando”… adoro colecionar imagens bonitas, sigo uma galera que posta coisas incríveis.E o Face [Facebook], né? Quem não curte?”.

Não só as pessoas envolvidas com comunicação estão sempre ligadas nas redes. Igor Aguiar, estudante de Farmácia, afirma: “Tenho smartphone e não consigo ficar offline, é um vício, preciso saber que sou acessível a quem precisar de falar comigo, e saber o que meus amigos estão fazendo”

Uma rede que entrou em desuso, para muitas pessoas, como Elaine Quinderé, foi o Twitter, o microblog que virou febre no Brasil. Segundo Elaine, ele perdeu a força, perdeu a influência que tinha. Ela que trabalha como social media comenta que “o Facebook engloba tudo, por enquanto, ele é a rede social mais perfeita e completa o Facebook é completo no sentido comunicação, principalmente empresarial”.

E do mesmo jeito que existem pessoas, como os citados a cima, que adoram procurar novas redes sociais que lhe interessem, há pessoas como o Luis Paiva, que usava apenas o Facebook e recentemente deixou de usá-lo. Ele explica sua atual falta de interesse pelas redes: “o fato da nossa geração estar mal-acostumada com a tecnologia da internet, algo que a pouco tempo atrás não existia. Sendo assim, as pessoas aos poucos estão desaprendendo a se relacionar com os outros da velha maneira, caracterizada por um relacionamento mais próximo e pessoal. As pessoas deixaram de ser um mistério e podem ter suas informações, na maioria das vezes, facilmente encontradas na rede. Se alguém quer saber algo de alguém, no lugar de ir atrás da pessoa para conhece-la, eles podem simplesmente ir nas redes sociais e sanar suas dúvidas, e na grande maioria das vezes, fica por isso mesmo”. E Luis completa: “Nada contra internet e redes sociais, um dia provavelmente voltarei à elas, mas por enquanto quero experimentar um pouco à moda antiga.”

Texto: Bárbara Guerra

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