Construção dos viadutos no Cocó: a polêmica continua

Foto: Movimento Crítica Radical
Foto: Movimento Crítica Radical

Nas últimas semanas têm se intensificado discussões sobre a construção de dois viadutos no cruzamento das avenidas Antônio Sales e Engenheiro Santana Júnior. O início da obra, avaliada em R$ 17 milhões, teria início no dia 05 de julho, porém o Ministério Público Federal do Ceará (MPF-CE) apresentou uma ação civil pública contra a Prefeitura de Fortaleza e a União para que a autorização fosse suspensa. O MPF questionou a elaboração de estudos prévios de impacto ambiental e, desde então, o caso segue entre suspensões e liberações para retomada de execução da obra.

Há 20 dias, membros de movimentos contrários à construção dos viadutos, assim como alguns outros manifestantes, permanecem acampados no local onde 79 das 94 árvores já foram derrubadas, protestando pelo salvamento da área de preservação ambiental.

Foto: Movimento Crítica Radical
Foto: Movimento Crítica Radical

Para o estudante de jornalismo, Wagner Mendes, esta intervenção representa a “falta de projetos pra cidade e uma agressão ao pouco do verde que ainda resta em Fortaleza” e sugere outras soluções. “A mobilidade urbana precisa ser pensada e discutida com a sociedade no sentido de elaborar um projeto sustentável e viável pra cidade. Não se pode aplicar medidas paliativas na tentativa de resolver um problema como o trânsito. Grandes cidades do mundo partem de alternativas que privilegiam a qualidade do transporte coletivo, atraindo a população que tem o seu veículo particular”.

Maquete do Viaduto da Antônio Sales. Foto: Diário do Nordeste
Maquete do Viaduto da Antônio Sales. Foto: Diário do Nordeste

Por outro lado, existe uma parcela de fortalezenses que apóia a construção dos equipamentos, tendo em vista a facilitação do trânsito no trecho. O advogado João Viana, por exemplo, argumenta que as pessoas gostam de criticar e que não se pode interferir no progresso da cidade. “Eu acho isso o cúmulo. O que vai ali? Vão colocar uma coluna dentro do Cocó onde foram tiradas as árvores. Cada árvore tirada, eles vão plantar duas ou três. O que é que querem mais? O povo gosta de fazer celeuma. Isso é não ter nada o que fazer”, enfatiza.

De acordo com o projeto, a construção dos viadutos deverá avançar sete metros do parque e a conclusão está prevista para o ano que vem.

Para saber mais sobre viadutos e mobilidade urbana:

Apocalipse Motorizado

Texto: Lígia Costa

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