Jornalismo e sustentabilidade

A preservação ambiental e a função do jornalista nesse contexto: estes foram os motes da primeira palestra do auditório A2 nesta terça (20), às 8h. À frente, a jornalista Maristela Crispim, mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Ceará e responsável pela coluna “Gestão Ambiental”, publicada toda quarta-feira no caderno de Negócios do Diário do Nordeste. Dividindo a mesa com Maristela, estava o coordenador do Curso de Jornalismo/Unifor, Eduardo Freire.

Logo pra começar, uma provocação: quem já assistiu ao filme de animação Wall-e deve ter refletido sobre as consequências do consumo, um dos desafios a serem discutidos pela contemporaneidade. A proposta da palestra, a todo momento, não só no discurso de Maristela como também no debate posterior entre os presentes, foram as reflexões acerca das questões ambientais – lixo e recliclagem, da guerra pela água, da internacionalização da Amazônia, do ISO 14001, das políticas do agronegócio, da candidatura de Marina Silva -, pensadas não apenas sob a ótica cidadã mas também jornalistística.

Em 2004, quando surgiu a proposta da coluna Gestão Ambiental, Maristela contou que ficou temerosa. “Achava que não teria pauta para preencher uma coluna semanal”, confessa. Hoje admite que em alguns dias sobram assuntos e alguns ficam de fora.

Tema transversal

Quando questionada sobre como o Jornalismo Ambiental no Ceará pode melhorar, a jornalista foi direta.  “Depende de vocês, estudantes”. Para isso, “como pré-requisito, é fundamental buscar qualificação”. Quanto a todos como cidadãos, a colunista do DN admitiu que nossa sociedade ainda precisa mudar sua mentalidade e reavaliar as preocupações quanto ao meio ambiente. “Como base, precisamos incorporar essas discussões no cotidiano através de algumas brechas e assim buscar pautas para discutir os assuntos desse tema”. Pautas estas que não podem se limitar a editorias específicas. Uma das conclusões entre os participantes da palestra é que a forma de abordagem na imprensa não deve ser restrita. As editorias gerais, ao tratar desses assuntos, não devem se prender ao fator denúncia. O ideal é fazer uma análise aprofundada, mostrar o que está por trás, apresentar um contexto maior. A exemplo de André Trigueiro, jornalista multimídia e especializado em Jornalismo Ambiental.

Como você interfere no planeta?

WWF Pegada ecológica quiz

Maristela indicou o site da WWF para que todos possam calcular sua “Pegada Ecológica” e descobrir como as nossas pegadas estão marcando a Terra.

Logo-Mundo UniforTexto: Viviane Sobral

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